Sinais da idade da pedra em pleno século XXI
Estamos em pleno século XXI e ainda existem coisas neste nosso Brasil afora que lembram a idade da pedra.
Sábado, terminado o expediente, festa em grande estilo da empresa. Jantar, sorteio de brindes, música boa, esposa ao lado, muita dança, chopp, confraternização com os colegas.
Até ai nada de anormal. Saímos de nossa cidade via BR 386Â em seguida RS 440 até, primeiramente, Triunfo e depois, São Jerônimo, onde realizou-se a festa. A questão é que as duas citadas cidades são cortadas pelo rio Jacui e, pasmem, não existe ponte sobre o qual os carros, caminhões, ônibus, motocicletas, charretes, carroças, animais e pessoas, possam atravessar. A prefeitura local (prefeito eleito= Chico da farmácia) fornece roupas de banho para as pessoas atravessarem a nado de uma margem a outra. kkkkkkkkk
Inimaginável. Como fazer? Usar a barca. Isto mesmo. Uma barca leva, quem quiser atravessar o rio de uma cidade a outra. São em torno de 30 veículos, dependendo do porte, que vão lado a lado, com o mínimo de segurança para eles, e aos motoristas e passagerios, ao valor mínimo de R$ 3,50.

O bom é que se chega perto do “porto” e, no aguardo da barca que está,invariavelmente, ainda, do outro lado quando se chega a este, pode-se ouvir música, ler o jornal, conversar, ler o livro “Se um viajante numa noite de inverno” de Italo Calvino, ou, no caso de minha esposa, “Anjos e demônios” de Dan Brown, durante os 45 minutos de espera e os 10 minutos da travessia.
Quando se chega ao outro lado, as vezes, a festa já começou, mas desta vez, apesar do “trânsito”, chegamos a tempo e gostamos muito, mas no regresso, após o pernoite no hotel, o martírio se repetiu.
Parece que exagerei.
Isto não é coisa da idade da pedra, mas sim são seqüelas do dilúvio, pois quando as águas baixaram e após Noé ter passado com sua arca, não houve tempo hábil para a (re)construção da ponte.
Ou isso ou já faz parte do enredo do novo filme do Spielberg onde abordará o “fim do mundo” ou como enriquecer sendo dono de uma barca e “comprando” as autoridades para não construirem ponte sobre um vão de mais ou menos um quilômetro de rio no Rio Grande do Sul/Brasil.
E o povo que se foda exploda.
Sorte nossa que isto tudo é só ficção…
6 Comentários
Não duvido de mais nada Paulo! As vezes no nosso interior vemos coisas realmente “antigas”… Aqui em Santa Cruz por exemplo, ainda se vê no interior aqueles buracos no chão para fazer as necessidades kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Morro de rir!
Abraços
Paulo, isso só pode ser ficção, meu amigo… ou história de tempos idos… me recorda um tempo antigo, contado por minha mãe, em que a travessia da Baía de Guanabara era feita através de barcaças desse tipo. Hoje temos a Ponte Rio-Niterói, para quem vai de carro ou ônibus… mas essas travessias de barcas são mesmo pitorescas! As barcas daqui, que ainda fazem esse trajeto apesar da ponte, sempre nos reservam muitas surpresas (alguns acompanhantes antenados e de seis patinhas, irc…)
Pitoresco, não?!?!
=)
Abraços!
hahahahahahahaha
Só rindo, não tenho palavras!!!!!
Parece brincadeira…rs
Bjosss
Não.
Aí também acontece isso?
Aqui volta e meia passo por uma dessas, e detalhe: EU TENHO MEDO DE TRAVESSIAS FLUVIAIS, MARÍTIMAS E QUALQUER OUTRA QUE PRESSUPONHA CAMINHAR SOBRE AS ÁGUAS, porque afinal de contas sou filha de Deus mas não sou Jesus, e isso só Ele sabe fazer.
Tortura, homem. Tortura.
Beijos
rsss como você é desmancha prazeres, já estava a imaginar você com roupa de banho, doada pelo Chico da Farmácia, exercitanto braços e pernas e vc atravessa o rio de barco? assim perdeu a graça..rss
adorei seu texto Paulo, perfeito para encerrar meu passeio virtual.
um beijo


Confraterniza é tão bom!
Conheço bem esses barcos que carregam de tudo, já andei em algumas vezes na minha vida… rs
Beijocas