Projetar o futuro dá conforto, dá segurança, dá preguiça e dá sede
Será que vai chover? O frio será intenso? Sol de 40°? Em que fase da lua estamos? Teremos neblina? Qual será a velocidade do vento na tempestade que se aproxima? Granizo? Qual será a temperatura às 8 da manhã? Neve? Geada?
Perguntas que não querem calar na nossa busca ferrenha de saber antes o que vai acontecer depois amanhã.
Por vezes até que saber, por exemplo, as previsões do tempo pode evitar alguns transtornos, algumas mortes (no caso de furacões), algumas perdas na agricultura, mas de que nos adianta saber o tempo de vida que ainda temos? De que adianta sabermos o fim do filme, da novela, se ainda não olhamos o início? De que adianta lermos o último capítulo do livro se os primeiros ainda nem foram escritos? De que adianta nos preocuparmos com a saideira se nem a 1ª brahma tomamos? 
Perguntas e respostas que não querem calar ainda mais que somos diariamente induzidos pelos jornais, pelas emissoras de rádio e televisão, pelos sites especializados e pelas próprias pessoas que em seus diálogos não dispensam as projeções e as incursões sobre o futuro como fez o Altair, um velho amigo, que encontrei ontem no calçadão quando retornava do almoço para o trabalho:
- As 6:00h o despertador tocou, liguei o rádio e fiquei ouvindo antes de levantar, escutei mais um pouco, em seguida virei para o lado para continuar dormindo e então veio ela da cozinha, a esposa, fazendo igual a todos os dias, me perguntando se não ia levantar. Disse-lhe que estava garoando, que choveria a manhã toda, como dissera o locutor do rádio e por isto não iria trabalhar hoje e fiquei deitado até a chuva passar…
Depois desta filosofia do Altair, que me ensinou a não ser tão estressado com as coisas do cotidiano, sempre em busca do cumprimento de metas, de satisfações materiais neste nosso mundo capitalista, conclui que até certo ponto é bom para a alma saber o que vai acontecer num futuro bem próximo, e, após o expediente passei a preocupar-me com a saideira.
Não tem saideira sem a primeira…
5 Comentários
Se eu pudesse saber o que vai acontecer com meu filho antes de acontecer… Eu ficaria tranquila! Mas não tem como… Precisamos deixar o barco rolar, e não sofrer de véspera!
Abraços
Mas pensar o amanhã nos dá possibilidade, não? Melhor que saber o amanhã, não? Enfim, acho que a gente precisa mais imaginá-lo que propriamente sabê-lo… grande abraço
E qual seria a graças das surpresas da vida se tudo planejado aconteceria?
Beijo meu!
Paulo,
Vivo um dia de cada vez. Ao menos tento.
Parabéns pelo espírito zen.
Beijos


Sinceramente, há algum tempo que o meu futuro é agora. Sempre estou ligada na questão do universo e como ele interage comigo naquele momento, no mais, tudo pra mim é pura filosofia… rs
Beijos carissimo