Para onde caminha a humanidade
Chove e chove forte. Sempre é assim. O ciclo se repete. A temperatura esquenta, esquenta e vem o vento trazendo nuvens carregadas que desaguam sobre as árvores, as ruas, as casas, os edifícios e os cemitérios.
Sim, os cemitérios, aqueles mesmos que foram visitados por milhares e milhares de pessoas que fizeram a limpeza dos túmulos e trocaram as flores secas ou as de plástico, que ainda permaneceram nos vasos ou deitados sobre as lápides dos ente-queridos falecidos e cuja visita será renovada no próximo 2 de novembro-FINADOS .
Respeito aos que realmente tem sentimentos, assim como os sentimentos da natureza extravasados, aqui, pela Suzana, mas nesta questão da morte fico com um, não, com dois pés atrás.
Faz anos que observo esta fúria da natureza sobre os cemitérios e o tempo passa e a história se repete. As pessoas fazem as suas homenagens e no mesmo dia ou um ou dois dias depois a ventania faz o seu serviço.
Fico imaginando se é coincidência ou se os deuses se rebelam com a hipocrisia de muitos que em vida não se relacionavam bem com o pai, o tio, o irmão, a mãe, um amigo que faleceram e agora comparecem anualmente aos cemitérios para colocar as flores, de preferência, de plástico porque elas não morrem.
Não vejo a morte assim. O que fica para mim são as lembranças, o ensinamentos, o bem que se faz em vida e a continuidade dela seja em que estágio for.
Se estamos só de passagem ou não, eu não sei, mas que os ventos fortes e as chuvas arrasadoras poderiam fazer uma visita ao cerébro de muito ser humano para derrubar vasos com flores de plástico, flores naturais e secas que só servem para aliviar suas conciências, poderia…
3 Comentários
Excelente colocação. Eu evito cemitérios. Acho desnecessário. Morreram! Estão mortos… acho que o que importa é manter as lembranças… ter a pessoa viva em sua mente e em seu coração.
Particularmente, eu nunca fui a nenhum cemitério levar flores para entes queridos que já foram, será meu destino também eu sei, mas eu nunca fui porque?… Porque, para mim, o que importa de verdade é o tipo de relacionamento que tenho (ou tive) com eles em vida. Isto é o que de fato importa pra mim.
E eu odeio essa “hipocrisia” das pessoas.


Para onde caminha a humanidade?
Boa pergunta!
Concordo com tudo que disse aqui.
E fico pensando, por que esperar Finados, para levar flores e visitar os ente-queridos?
É tudo muito estranho.
E também penso que o que realmente importa é o bem que se faz em vida.
Depois…é mais um alívio de consciência.
Beijo Paulo!