Blog, um vício saudável

Maldito outubro/2007 dia em que enveredei neste mundo das trevas da blogosfera através da construção deste blog, publicação de artigos, visitas e comentários em outros blog’s.

É uma praga!

É um vício que vai crescendo aos poucos em nós. Nossas tarefas diárias já tomam conta de todo o nosso tempo e aí acrescentamos mais esta, que para mim é só prazer, tendo que achar um espaço para ela pois o dia só tem 24 horas (não parece).

Os gatos miando em busca da ração e o Paulo escrevendo os artigo no Movido. Os filhos chorando a espera da mamadeira e o Paulo lendo aqui, ali e acolá. A pia cheia de louça para lavar e o Paulo comentando no blog da Loba, no blog da Lunna, ou no blog do Sérgio ou em tantos outros que falta espaço para citar.

Talvez esteja exagerando um pouco mas até a esposa já está reclamando, apesar de usar muito a internet para suas pesquisas e ter sido ela que me apresentou o blog Mulher de blogueiro, sem ironias, e que agora leio sempre que sai um artigo novo procurando entender todas as razões.

Mas o que fazer para livrar-me destas tentações, deste vício? Psicólogos? Psiquiatras? Clínicas de recuperação para blogueiros perdidos? (Na Europa já tem pais levando os filhos às clínicas para salvá-los do vício do celular).

Devo mascar chicletes de nicotina para livrar-me do vício do fumo? Não fumo. Devo tornar-me um alcoólatra anônimo? Devo partir para as drogas ilícitas?

A dúvida persiste.

Agora o blog ainda recebeu estes dois selos da Nathália e da Paula, massageando o ego do mentor deste blog  (contribuindo para o aumento da dependência de blogueiro viciado) e  que os repassa a todos os demais blog’s que acessa.

É um vício, mas é um vício saudável, já vou amor, e vai dia, vem dia, escrevo, visito e comento, tô indo amor, ainda ontem descobri o blog da Ana que é mais um que adicionei e que visito e que comento e tem o da Renata, o do Oscar, o do Mytho, e deste e daquele, já vou querida, vejam que a pressão é grande mas o viciado não se entrega…

Vou ali mas volto logo.

Fazer a social

A Nathália é uma mutante. Não, ela não tem asas. Não, ela não lê pensamentos. Não, ela não fica invisível. Não, ela não isso e não aquilo. Tá bom, ela é inquieta, acometida de uma metamorfose camaleônica típica dos adultos adolescentes. Nunca está satisfeita com o que produz e isso é bom e está sempre buscando a excelência.

Neste artigo aqui ela fala do “Fazer a social” e pelos cometários parece que a maioria concorda com ela, mas eu me questiono: Como vamos acabar com esta praga? Quem é que a alimenta através de todas as gerações? Não acho a resposta mas concluo que hoje somos nós os atingidos mas amanhã faremos as mesmas coisas com os nossos filhos e nossos netos.

Por onde começam os nossos erros?

Tornar os nossos bebês uns bibelôs fazendo com que dêem “tchauzinhos”, atirem beijinhos, dancem o créu, imitem isto ou imitem aquilo. Assustá-los com a nossa psicologia de botequim criando “bichos-papões”, “sapos que pegam”, “papais-noéis”, “coelinhos da páscoa” e tudo o mais que facilita a vida dos adultos cada vez mais baseados preguiçosos.

É claro que a culpa toda não é nossa, pois por vezes tentamos e tentamos, mas aí vem os familiares, vem a escola, vem a sociedade em geral e confunde a cabeça dos filhos cuja educação tentamos direcionar da melhor maneira possível.

Neste ponto entra a nossa concientização:

Se sentimos hoje, na pele, tudo isto que citei, temos o dever de mudar esta história, melhorando a educação que damos aos nossos filhos e revendo o que nos aconteceu para não reeditarmos e amanhã ou depois, apertarmos as bochechas dos filhos de nossos amigos/amigas, ou tenhamos vontade de matar alguns ou a todos…

CQC no congresso

Estava demorando, a grande máscara está caindo. Barrar o CQC não permitindo reportar naquele lugar é o fim.

Vamos colaborar e mudar esta  decisão. Votem aqui

O sentimento dos animais

Quando o ex-ministro Magri (faz tempo) disse que “Cachorro também é gente…” todos nos surpreendemos, pensamos tratar-se de mais uma história criada por quem pouco tinha pra fazer fazia, mas hoje, passado algum tempo sou obrigado a concordar com ele.

Vocês já sabem que temos os gatos mais gatos do mundo e que o Fredy certo dia fugiu  e que certo dia ele voltou para a felicidade geral da família, mas o que me levou a compreender a frase incrível do ex-ministro é que eles realmente têm sentimentos, por que o coitado agonizava, chorava, uivava, miava e miava de dor. Algo lhe sucedeu pois um furo nas costas quase lhe expunha o que tinha por baixo daqueles lindos pelos.

A minha esposa, solícita (mesmo porque o filho gato é dela) o levou a veterinária Renata que prontamente o socorreu.

Como o martírio prosseguia, levamo-lo ao veterinário Luciano - Clínica Quatro Patas - a 50 km da nossa cidade, que fez uma ecografia, aplicou uma ingeção, receitou doses homeopáticas de remédio e agora o gato já está melhorando.

O Fredy sofre junto com a família que se esmera em atendê-lo (até dormiu ao lado da cama do casal em seu berço), em acariciá-lo, em ministrar os remédios e vê-lo novamente a correr pela casa e a demarcar o seu espaço nos móveis, na sala, na cozinha com seus rastros e seus pelos.

O Magri tinha razão…

Filé à Parmegiana

Já escrevi poesias para o nascimento de filhos, já escrevi artigos para exaltar amigos, familiares, acontecimentos e até para matar saudades através das lembranças, mas nunca, nunca publiquei uma receita para homenagear uma filha querida que um dia pensou ser adotada que está de aniversário neste 15 de junho.

A carne preferencial é o filé, mas geralmente usamos a alcatra que é tão macia quanto e o preço é bem menor.

É um ou dois bifes por pessoa. Temperar a gosto e fazê-los “à milaneza”, ou seja passá-los, um por um, na farinha de rosca, em seguida no ovo batido e novamente na farinha de rosca. Fritá-los e colocá-los num refratário. em seguida cobrí-los com queijo muzzarela, um molho de tomates (pronto ou feito na hora) e queijo parmesão ralado a vontade. Vai no forno elétrico, a gás ou microondas, para gratinar.  Para acompanhar um arroz branco ou uma massa caseira e as saladas que o gosto de cada um permitir.

Tá, e daí? Dirão os menos avisados. Uma receita tão simples e só isto para o aniversário da filha? É que vocês não sabem o serviço que dá convidar o pessoal para o almoço, ir ao supermercado, comprar a carne, preparar os bifes, fritá-los, providenciar os acompanhamentos, servir os pratos, as bebidas (refrigerante cerveja ou vinho) e depois como “gran-finale”, lavar toda a louça e deixar a cozinha no mesmo estado em que a encontrou. Kkkkkkk.  Ainda bem que a Marlene me ajuda…


Feliz aniversário Camila

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