terça-feira, 22 de julho de 2008

O vendaval e os ventos assustadores

A temperatura aqui nestes nossos “pagos” está um pouco acima do normal.

É julho. São 12:00 h da noite e o vento sopra fortemente em direção ao sul. Lá na fronteira já chove. No rádio as descargas elétricas se ouvem.

Alguns trovões ecoam pelo céu escuro, sem lua, sem estrelas. A força do vento aumenta: 70,80,90 Km/h. As árvores se vergam como que a abrir espaços para o vento que insiste em passar, batendo nas telhas das casas que se seguram umas nas outras para não voarem em direção ao chão. O som é assustador. Parece que tudo vai desabar. Encolhidos sob o edredom tentamos dormir, mas o sono foi esconder-se de medo, reagindo como os cães que fogem do estampido dos foguetes em véspera de ano novo.

Chove fracamente. Pára. Chove mais forte. Ouvem-se pingos caírem em etapas, parece que as nuvens mais carregadas atropelam as menos carregadas e o vento empurra a água horizontalmente. Tem casas que são lavadas por cima, por baixo e pelos lados. O vento diminui sua velocidade e a chuva aumenta.

Agora só chove. Torrencialmente.

Pela manhã não há vento, a temperatura não diminuiu e prevemos mais chuva. Pelas ruas e avenidas percebe-se o efeito do vendaval. Galhos, lixo, sujeira por todo lado. Árvores caídas. Algumas cidades sem energia elétrica e sem internet, muitas flores na calçada, em frente ao cemitério, que aproveitaram o vento para fugir dos túmulos. Os garis já fazem o seu trabalho.

Que venha uma frete fria para normalizar a temperatura deste nosso inverno.

A tempestade passou e a vida volta ao normal.

Categorias: Cotidiano
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18 Comentários

22 de julho de 2008

Quem sabe escrever, simplesmente escreve, descreve, nos faz sentir. Aqui também choveu, se soubesse escrever assim, talvez tivesse um história para contar.


22 de julho de 2008

Affe, já vejo que isso vai parar aqui no RJ! Tava tão bom esse solzinho sem frio por aqui… O tempo ideal. Nem calor, nem frio, nessa terra que parece mais um forno… rs

Bjs


22 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Dama:
Veja este texto.
http://movidoavapor.com/a-procura-do-clima-perfeito/
Bj.

Sempre modesta, Paula, sempre modesta.
Bj


23 de julho de 2008

Que tempo é esse?
Aqui estamos com um sol lindo! Vou nem elogiar mto…


23 de julho de 2008

Opa! Parabéns pelo texto cara!

Sow de bola…Muito interessante…

abraços.


23 de julho de 2008

Eu também tenho medo desses fenômenos naturais! Acho que esses medos herdamos dos “homens das cavernas” =P Como você disse, também sou como um cão medroso que tem medo dos fogos de artifício!
Gosto de um dia bem azul, com nuvens bonitinhas e um sol bem lindo! =)

bjs


23 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Mas não pode ser muito quente, Ana
Bj.

Felipe:
Valeu

Aqui já melhorou, Nina.
Obrigado pela visita. Já, já retribuo.

Bj.


23 de julho de 2008

Eu adoro chuvas e tempestades. Isso realmente me encanta. Os sons, as sensações, os medos, os infortúnios. Gosto dos clarões surgindo por entre a escuridão e os fantasmas se formando ao longo do caminho. Tudo é sensação e delírio…
Hummmm. Saudades meu caro, há tempos não desfruto do prazer de uma tempestade.
Abraços meus


23 de julho de 2008

Adoro esta categoria, o cotidiano sempre me encanta!

bjos


23 de julho de 2008

Vivemos tempos tão diferentes. Às vezes penso que a natureza está nos alertando…Sei lá. Mudar o comportamento humano diante da grandiosidade que é o todo do universo. Agora, depois da tempestade, é arregaçar as mangas e começar o trabalho.
Um abraço


23 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Ao trabalho, Jacinta.

É encantador, Renata.
Bj.

Lunna:
Gosto exótico. São poucos.
Bj.


23 de julho de 2008

Consegui sentr tudo que vc escreveu!!
Muito legal a sua forma de escrever!
Como moro no nordeste tenho certeza que não pegarei uma frente fria desse tipo.Graças a Deus,rsrs.
Bjos e Luz


23 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

E se vier a frente fria nunca mais tu cura esta tua gripe.
Bj.


23 de julho de 2008

O importante é que volte ao normal. Sempre temos de reparar os estragos causados.

Beijo!


23 de julho de 2008

ontem aqui fez um calor do cão.


23 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Logo logo chove, Rayol

Nathália:
Os textos sempre são um pouco exagerados.
Bj.


24 de julho de 2008

Vc não imagina como tá a coisa aqui pelo Pará… quando não se quase-morre de calor, se quase-morre afogado debaixo de tanta água desabada do céu, DIARIAMENTE.

Se há um lugar onde o clima desistiu de fazer sentido, esse lugar é aqui.

Beijos ;)


24 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Todos temos do que reclamar.
Mude-se para cá, Flávia

Bj.


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