O vendaval e os ventos assustadores

A temperatura aqui nestes nossos “pagos” está um pouco acima do normal.

É julho. São 12:00 h da noite e o vento sopra fortemente em direção ao sul. Lá na fronteira já chove. No rádio as descargas elétricas se ouvem.

Alguns trovões ecoam pelo céu escuro, sem lua, sem estrelas. A força do vento aumenta: 70,80,90 Km/h. As árvores se vergam como que a abrir espaços para o vento que insiste em passar, batendo nas telhas das casas que se seguram umas nas outras para não voarem em direção ao chão. O som é assustador. Parece que tudo vai desabar. Encolhidos sob o edredom tentamos dormir, mas o sono foi esconder-se de medo, reagindo como os cães que fogem do estampido dos foguetes em véspera de ano novo.

Chove fracamente. Pára. Chove mais forte. Ouvem-se pingos caírem em etapas, parece que as nuvens mais carregadas atropelam as menos carregadas e o vento empurra a água horizontalmente. Tem casas que são lavadas por cima, por baixo e pelos lados. O vento diminui sua velocidade e a chuva aumenta.

Agora só chove. Torrencialmente.

Pela manhã não há vento, a temperatura não diminuiu e prevemos mais chuva. Pelas ruas e avenidas percebe-se o efeito do vendaval. Galhos, lixo, sujeira por todo lado. Árvores caídas. Algumas cidades sem energia elétrica e sem internet, muitas flores na calçada, em frente ao cemitério, que aproveitaram o vento para fugir dos túmulos. Os garis já fazem o seu trabalho.

Que venha uma frete fria para normalizar a temperatura deste nosso inverno.

A tempestade passou e a vida volta ao normal.

18 comentários para “O vendaval e os ventos assustadores”

  1. Quem sabe escrever, simplesmente escreve, descreve, nos faz sentir. Aqui também choveu, se soubesse escrever assim, talvez tivesse um história para contar.

  2. Affe, já vejo que isso vai parar aqui no RJ! Tava tão bom esse solzinho sem frio por aqui… O tempo ideal. Nem calor, nem frio, nessa terra que parece mais um forno… rs

    Bjs

  3. Dama:
    Veja este texto.
    http://movidoavapor.com/a-procura-do-clima-perfeito/
    Bj.

    Sempre modesta, Paula, sempre modesta.
    Bj

  4. Que tempo é esse?
    Aqui estamos com um sol lindo! Vou nem elogiar mto…

  5. Opa! Parabéns pelo texto cara!

    Sow de bola…Muito interessante…

    abraços.

  6. Eu também tenho medo desses fenômenos naturais! Acho que esses medos herdamos dos “homens das cavernas” =P Como você disse, também sou como um cão medroso que tem medo dos fogos de artifício!
    Gosto de um dia bem azul, com nuvens bonitinhas e um sol bem lindo! =)

    bjs

  7. Mas não pode ser muito quente, Ana
    Bj.

    Felipe:
    Valeu

    Aqui já melhorou, Nina.
    Obrigado pela visita. Já, já retribuo.

    Bj.

  8. Eu adoro chuvas e tempestades. Isso realmente me encanta. Os sons, as sensações, os medos, os infortúnios. Gosto dos clarões surgindo por entre a escuridão e os fantasmas se formando ao longo do caminho. Tudo é sensação e delírio…
    Hummmm. Saudades meu caro, há tempos não desfruto do prazer de uma tempestade.
    Abraços meus

  9. Adoro esta categoria, o cotidiano sempre me encanta!

    bjos

  10. Vivemos tempos tão diferentes. Às vezes penso que a natureza está nos alertando…Sei lá. Mudar o comportamento humano diante da grandiosidade que é o todo do universo. Agora, depois da tempestade, é arregaçar as mangas e começar o trabalho.
    Um abraço

  11. Ao trabalho, Jacinta.

    É encantador, Renata.
    Bj.

    Lunna:
    Gosto exótico. São poucos.
    Bj.

  12. Consegui sentr tudo que vc escreveu!!
    Muito legal a sua forma de escrever!
    Como moro no nordeste tenho certeza que não pegarei uma frente fria desse tipo.Graças a Deus,rsrs.
    Bjos e Luz

  13. E se vier a frente fria nunca mais tu cura esta tua gripe.
    Bj.

  14. O importante é que volte ao normal. Sempre temos de reparar os estragos causados.

    Beijo!

  15. ontem aqui fez um calor do cão.

  16. Logo logo chove, Rayol

    Nathália:
    Os textos sempre são um pouco exagerados.
    Bj.

  17. Vc não imagina como tá a coisa aqui pelo Pará… quando não se quase-morre de calor, se quase-morre afogado debaixo de tanta água desabada do céu, DIARIAMENTE.

    Se há um lugar onde o clima desistiu de fazer sentido, esse lugar é aqui.

    Beijos ;)

  18. Todos temos do que reclamar.
    Mude-se para cá, Flávia

    Bj.

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