O silêncio acabou
O som estridente e sistemático das batidas de um martelo sobre um ferro que penetra e solta o concreto do andar de cima está começando a me irritar.
É um barulho que desperta em mim a curiosidade sobre os sons do ambiente.
Sentado numa sala refrigerada e em silêncio, percebo o som do ar gelado impulsionado por um condicionador. Na sala ao lado um diálogo entre mulheres confunde-se com um filme que passava na televisão. No corredor passos. Passos apressados que vão e vem, de mulher que usa tênis. Uma das mulheres, do diálogo, se despede e interrompe a conversa caminhando a passos largos sobre uma sandália de salto alto. Outro som, de passos firmes e objetivos, batendo fortemente sobre o piso, identificando o seu dono. A senhora da limpeza acaba de passar, arrastando o saco e recolhendo o lixo. Alguém, em uma sala a frente, está usando uma mangueira de pressão sobre os equipamentos e o pó do corredor. O telefone toca. Alguns alôs até se saber para quem era. As conversas se seguem até o fundo do corredor onde ouço somente um murmúrio. Alguém estressado levanta a voz.
As batidas do martelo continuam, agora acompanhado de outro e outro, multiplicam o som que provoca enxaquecas. Da janela vejo o vôo rasante de um pássaro que pela pressa não consigo identificar. O telefone toca novamente. Alguém faz uma batucada sobre o balcão. As conversas nunca acabam.
Os sons se confundem e de forma harmoniosa estabelecem esta sinfonia, que interrompo com a nítida intenção de me preservar. Saio da sala em disparada fugindo do som que me persegue, agora não externa mas internamente e teima em não me abandonar.
Fujo, mas para onde eu vou os sons se renovam, as batidas se modificam e a percepção é igual.
Não existe mais silêncio, nem na imaginação!
somos tomados de assaltos pelos cheiros e sons do dia-a-dia. E inferno se conseguimos nos isolar.
Meu deoooooooosssss… Que lugar é esse?!
Peramordedeeeeeeeeeeoooooossssss… Eu já tinha pirado!!!
Beijos e… Psiu! Silêncio. (;
Ricardo:
Os sons que nos perturbam são semelhantes aos
sons que produzimos para perturbar os outros.
Paula:
Se olhares ao redor verás muitos destes locais.
Pira, pira e silencia………se conseguires.
Bjs.
Paulo….
Posso lhe afirmar como musicista e musicoterapeuta
que o silêncio absoluto inexiste.
Tudo o que é vivo emite ondas sonoras.
O nosso próprio corpo é composto de sons.
Somos todos música!!!
Já cantava sabiamente Walter Franco:
“Viver é afinar um instrumento
de dentro pra fora, de fora pra dentro
a toda hora, a todo momento…”
Obrigada pelos comentários fiéis e tão mergulhados em minhas palavras. Sempre bom te ler.
Eu resolvi manter o INNER-ME como um blog para convidados.
Portanto eu preciso convidar você, via email, para ter acesso a ele.
Pra qual e-mail posso mandar o convite?
Vc pode entrar em contato comigo pelo meu email:
vanluchi@gmail.com
Obrigada, querido.
Beijuca
Obrigado Van.
Os teus textos é que nos fazem mergulhar.
(é muita rasgação de seda, Hehehe..)
Já mandei o e-mail
[...] requereu exames de sangue, Endoscopia, Colonoscopia, cujo processo acompanhei, no mesmo hospital e cujos resultados ficamos sabendo [...]