O que fazer para amenizar a fome no mundo?
Fico pensando no que fazer para contribuir nesta luta inglória que é a fome no mundo, no Brasil e principalmente aqui, mais perto, no Rio Grande do Sul.
O IBGE divulgou recentemente que o nosso estado tem 800 mil gaúchos passando fome, conforme matéria do Correio do Povo que enfoca as ações das instituiçoes para angariar alimentos e amenizar os efeitos nas comunidades carentes.
Confesso que fico um pouco constrangido, ( na medida do possível auxilio nas ações que se apresentam ), mas ontem, domingo de inverno que tinha mais cara de outono, com temperatura amena e sol fraco, visitamos em família um festival gastronômico na serra gaúcha, mais precisamente em Carlos Barbosa/RS, o FESTIQUEIJO 2009.
Visitamos a cidade, assistimos a um show com uma banda na praça principal da cidade, compramos casacos e blusas nos estandes das Malharias locais e como atração principal, entramos em um amplo salão mediante o pagamento de R$ 48,00 de ingresso por pessoa, onde disponibilizavam vinhos, espumantes, refrigerantes, queijos, pizzas, pão de queijo, polenta, salsichão, frango, pastéis…
De posse do ingresso, passava-se por uma roleta e adentrava-se no salão onde haviam inúmeros estandes com as bebidas e as comidas e com um garfinho e uma taça de vidro que recebia-se na entrada, podia se comer e beber a vontade.
Ficamos em torno de 3 horas, mas não conseguimos experimentar todos os vinhos, espumantes, queijos… Rodava-se no salão, escolhia-se o vinho, usava-se o garfo para pegar o queijo (tinha um provlone muito bom), o salamito, o frango, os pastéis, as pizzas, até brigadeiros tinha.
É uma festa tradicional da região e se estende por todo mês de julho (02 a 26) .
Tá e porque falar em um Festival de gastronomia e em pessoas passando fome?
Precisava fazer este alerta. Penso que todos têm o direito ao lazer, mas ao mesmo tempo, têm a obrigação de olhar ao próximo que tem necessidades semelhantes e não tem acesso a, nem mesmo, um prato de feijão e arroz diariamente.
8 Comentários
Bom dia Paulo, engraçado o olhar que vc nos permitiu com esse post. Digo engraçado porque lembrei-me do constante desperdício de alimentos que ocorrem nos diversos lares brasileiros. Soube de um restaurante aqui em SP que joga por semana oitocentos quilos de comida fora. OITOCENTOS!!! Li várias vezes para ver se eu não estava equivocada com a quantidade. Pensei comigo: talvez seja por mês e mesmo assim seria muito.
Enfim, enquanto uns passam fome, outros jogam no lixo a comida que poderia ir para a mesa de muitos.
Em compensação, li uma matéria sobre uma família no interior de SP que depois de ficarem desempregados, montaram uma horta de onde tiram seu sustento. Vendem verduras e legumes sem agrotoxos e já incomodam mercados da cidade. hahahahaha. E viva o consumismo.
Enfim, acho que algo precisa ser feito, mas não pelo governo, acho que por nós mesmos. Aqui em casa evita-se ao máximo o desperdício, mas as vezes acaba ocorrendo e eu sempre me incomodo com isso. Porque hoje temos, mas e amanhã?
Beijos moço
Precisava fazer este alerta. Penso que todos têm o direito ao lazer, mas ao mesmo tempo, têm a obrigação de olhar ao próximo que tem necessidades semelhantes e não tem acesso a, nem mesmo, um prato de feijão e arroz diariamente.
Isto que você disse é o que diferencia um homem de um enérgumeno. Parabéns! Por ser um homem de caráter como é!
Abraços
Concordo contigo Paulo: todos tem direito a lazer, mas é importante não esquecer que algumas pessoas passam fome e são muitas.
A primeira coisa que me pergunto é sobre o programa fome zero sabe? Aquele que virou politicagem ao invés de ser levado a sério pelo governo marolinha que o criou.
Outra coisa que penso é no desperdício de alimento que acontecem em restaurantes e nos lares do Brasil… É demasiado e se houvesso algum programa que destinasse esse alimento para quem não tem o que comer, não necessitariamos nem de um programa fictício como é o fome zero no Brasil.
Abraço
Eu sempre me indaguei sobre a questão da fome, afinal, vivemos num país riquíssimo, mas cheio de incoerências. Uns tem demais, enquanto outros nada tem. E viva a farra orçamentária e o descaso com os famosos esquecidos. Não sei se isso será diferente um dia, mas ao menos há aqueles que lançam seus olhares sobre tal questão. Grande abraço
Admirável final!!!!!!!!!!… Que não seja enterrado vivo!


Paulo.
Antes de mais nada, perdoe a falta de acentos: o navegador do celular mostra-se um tanto incompleto nesse aspecto.
Entendi perfeitamente, creio, o ponto do teu texto. Entretanto devemos lembrar que entre os mais nocivos sentimentos reside a culpa. se formos fazer algo pelo semelhante, tanto melhor se movidos formos pela generosidade em vez deste sentimento negativo da culpa.
Se tu e os teus ticvestes possibilidade de locupletarem-se na farta festa de Carlos Barbosa, foi porque fizestes por merecer, e muito nobre se mostra a atitude de honrar o trabalho dos organizadores e colaboradores da festa.
E aprende comigo a comentar sem acentuar nem ferir as regras de ortografia!