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O primeiro dia do ano
2008 já está aí. O Natal já passou (e eu nem ganhei o iphone).
Levantei mais cedo só para ter mais tempo para não fazer nada.
A caminhada na avenida vazia sinaliza o primeiro dia do ano. Uma serração bem espessa que limita o horizonte aos olhos e anuncia um sol escaldante para logo. Algumas pessoas também caminhando a espantar a solidão da manhã. Poucos carros.
O cemitério municipal (Segura na mão de deus,…) repleto, a marcar a primeira morte do ano. Passa um conhecido que buzina e grita algumas palavras que não entendo (talvez queira desejar um ano de muitas conquistas).
Um aglomerado de pessoas em frente ao supermercado que está fechado.
Caminho, caminho e sinto que já está na hora de voltar.
A cabeça ainda reflete a noite anterior, um bom jantar, algumas cervejas e a “champagne” (Miollo) que foi aberta e sorvida no Morro da Harmonia de onde se via os fogos que estouravam na nossa cidade e nas cidades vizinhas. Foi uma entrada de ano estilosa.
A avenida continua vazia.
No celular a filha comunicando que vem almoçar.
Ainda restam algumas horas do feriado. Continuar a não fazer nada, sentar no jardim e ouvir o canto dos pássaros. Os gatos já se manifestaram, a ração foi servida.
Aos poucos a terça-feira com aparência de domingo se esvairá e amanhã, como numa Quarta-feira de Cinzas, tudo se reiniciará até que surja o próximo feriado e tenhamos novos motivos para comemorar, bebemorar e realimentar esta corrente comercial.
A caminhada recomeça. (rumo a 2009)