O natal em nossas vidas

Tem natais e natais.

Lembro-me dos que vivi na infância onde os presentes eram raros pois era uma época difícil e a crise já estava instalada. Não entendia, na época, porque sempre recebia roupas dos pais “noel” e porque os amiguinhos recebiam brinquedos.

Lembro-me dos que participei como pai e nos esmerávamos para dar algo que alegrasse os filhos pequenos, além do “sapatinho na janela do quintal” para que todos recebessem balas e/ou chocolates, apesar da crise.

Na verdade nunca fui muito adepto a este consumismo desenfreado nestas datas festivas, até que fui trabalhar num ramo que vive em função delas.

Hoje, com toda a crise, reunimo-nos no trabalho (amigo secreto) e trocamos presentes. Reunimo-nos em família para cear e trocar presentes, ninguém fica sem e com isto o comércio (que meu patrão não me leia) sobrevive e a tão badalada crise é empurrada adiante em 15 - 18 - 20 - 25 prestações.

Será este o verdadeiro espirito natalino? Ou será que o espirito natalino está voltado às religiões, à deus e a toda a humaninade que (cada vez mais pobre) se irmana na fé agarrando-se e vivendo de ilusões.

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