O lixo está tomando conta das cidades

Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acabará com nós.

As grandes, as pequenas, as médias, todas as cidades estão entusiasticamente produzindo lixo. É lixo de todos os estilos, tem o lixo ligth, tem o lixo pesado, tem o lixo selecionado e tem o lixo organizadamente misturado.
Fico puto da vida irritado quando vejo papéis, latinhas, cigarros e todos os tipos de objeto (as vezes não identificados) voarem dos automóveis em movimento.

Outro dia parei o meu carro na padaria para comprar aquele pão de centeio, de soja, sete grãos, quando deparei-me com outro carro estacionado à minha frente, a moça ao volante degustava um pastel ou algum salgado e no banco traseiro sentado estava seu filho, que também comia algo. Refeição acabada, guardanapos brancos devidamente amassados e jogados janela a fora sobre o asfalto preto.

Mas que lixeira é esta?

Pior que o constrangimento foi meu, pois desci do carro, juntei os papéis coloquei-os na lata de lixo que tinha em frente a padaria e recebi aquele olhar de despreso da moça poluidora.

Aqui em casa procuramos ser o mais “ecologicamente corretos” possível. Já temos um saco para recolhimento do lixo dentro do nosso carro a muitos anos, muito antes de haver campanhas para este fim, pois isto é questão de consciência de cada um e procuramos, assim, educar os nossos filhos que esperamos que eduquem, assim, os seus se algum dia os tiverem.

Colocar o lixo no lixo é uma necessidade primária. Abandonar o lixo em vias públicas afeta os lençóis freáticos, entope bueiros provocando as enchentes que toda hora vemos nas coberturas sensacionalistas da TV.

Ou nós acabamos com o lixo ou o lixo acaba com nós.

Que cada um faça a sua parte e contribua com a seleção e separação do lixo, para que possa ser reciclado danificando o menos possível o meio ambiente.

Estou tentando fazer a minha.

14 comentários para “O lixo está tomando conta das cidades”

  1. Certa vez eu estava andando pela rua. Daí vi que um homem que passeava com seu cachorro, deixou as necessidades do mesmo ali no chão.
    Eu fiquei tão nervosa que fiz algo que jamais imaginei -
    Cheguei pra ele e disse:
    - Oi! Tudo bom? Olha só, eu percebi que o senhor esqueceu de pegar a sujeira que seu cachorro fez. Sabe, alguém pode pisar, e isso é tão ruim, não é mesmo? Já pensou se o senhor pisasse em cocô de cachorro quando estivesse andando tranquilamente pela rua? Ruim né? Então… Não se esqueça de pegar o que seu cachorro faz por aí, pelo bem de todos, pelo bem da cidade.

    Depois nem acreditei que disse aquilo, mas foi um momento de loucura.

    Eu não consigo jogar lixo na rua, ainda bem. Fui educada a esse respeito. E brigo com meus amigos que fazem isso.
    Certa vez fui limpar minha bolsa e ela estava repleta daqueles papeizinhos de propaganda. Se não acho uma lixeira, jogo tudo na bolsa.

    Seria ótimo se todos tivessem essa consciência.

    Beijo!

  2. Temos que cuidar.Tem gente que fica louco.

    O mundo não tem conserto. Quer dizer o mundo tem, quem não tem são os homens.

    Bj.

  3. É incrível como o sentimento de cuidar da questão “lixo” toma conta de cada um de nós. As pessoas que ainda não foram contagiadas por este sentimento, não possuem consciência. Sempre deixo uma sacolinha no carro para colocar lixo, geralmente a esvazio no fim de semana. Um dia esqueci de colocá-la no carro. Comi uma barra de chocolate e estaava lá o papel, joguei pela janela do carro, confesso que joguei. Depois que atravessei o sinal, me deu uma dor na consciência, mas daquelas de punição mesmo. Nunca mais fiz isto. Todas as vezes que chove e a gente vê o lixo boiando na rua, percebemos como o ser humano se auto prejudica. Além da falta de consciência, acho que falta também a contribuição do governo em se esforçar para reciclar todo o lixo que produzimos.

  4. Você me fez lembrar o que ocorreu outro dia comigo. Estava andando de manhã, como de costume. Adoro caminhar logo cedo e fui encontrando de tudo pelas ruas. Como saio com o cachorro (meu amorcão) levo saquinhos para pegar sua caca. Afinal, ele não tem banheiro privativo, mas as pessoas não precisam conhecer seus detritos fecais. Pois bem, encontrei latinhas de cerveja, sacos de biscoitos e como odeio essa atitude, resolvi fazer a minha parte e fiz - recolhi o lixo em um saquinho e depositei numa lixeira que estava a meio metro do lixo espalhado pela calçada.
    Dois taxistas olharam pra mim com cara de espanto. Tudo bem, eu fiquei espantada com o espanto deles.
    E hoje, vi um senhor gentil, recolhendo o lixo deixado por pessoas estupidas numa praça aqui do bairro. Fiquei feliz e fui ajudá-lo. Conversamos e percebi que ele faz isso sempre. “Me disse que não poderia esperar que a prefeitura fosse responsável por isso porque afinal, o lixo é responsábilidade do indíviduo e não do poder público.”
    Sempre pensei assim e acho um absurdo uma cidade como São Paulo ter milhares de garis porque nós não sabemos jogar o lixo no lixo. Meu sonho de consumo é um vento forte, daqueles que fazem o lixo voar para cima de quem os joga pela rua.
    Abraços meus e boa semana a sua alma.

  5. acho que informações a maioria tem. falta o hábito. e isso só se consegue través da repetição de campanhas e de cada um de nós insistindo em reeducar quem está ao nosso entorno.
    não é fácil, mas mudança de hábito nunca é fácil, né?
    beijo

  6. Olha quem eu encontrei!!!
    Vejo que comenta sempre em meu blog mas nunca deixou rastro p/ eu te encontrar, e somente hj ví seu comment no blog do meu querido amigo Oscar e vim dar uma olhadinha…
    Ví que até me linkou, nossa, brigada!
    Farei o msm!
    Mas p/ completar. bem que vc poderia colocar sua foto em meu mapa né? Rs…
    Depois volto p/ ler td com mais calma ok?
    Beijos
    Boa semana! =)

  7. Eu também faço tudo o que está ao meu alcance.
    E pretendo fazer cada vez mais.

    Beijucas, Paulo.

  8. tchê nossas cidades são porcas mesmo! Tipo, uma pergunta que fiz um dia no meu blog: sequestraram as lixeiras de Porto Alegre? Pq me dei ao trabalho de contar quantas tinham e se achei 5 em um percurso bem longo foi muito!
    Mas o povo é porco mesmo, ninguém se respeita! Deveriam multar quem coloca lixo no chão!
    beijos

  9. Eu moro em uma das cidades mais limpas do Brasil e estou tão acostumada com isso que sinto muita diferença quando saio daqui. Sinto de imediato a poluição visual, imagino o que sente a natureza.
    É burrice poluir. Sabe que a China e Japão começaram um acordo, a bastante tempo de reciprocidade com o lixo. O Japão comprava todo o lixo da China e os transformava em produtos que eram novamente vendidos para a China. O negócio foi tão viável, que o Japão a certa altura, passou a desenterrar os seus aterros sanitários. E tudo é transformado! Desde o plástico até os componentes quimícos encrustrados em placas de computadores.
    O lixo gerando emprego e riqueza. Deve ser por isso que eles produzem tantas bobagenzinhas! :) Obrigada pela visita!! Beijus

  10. Lixo no lixo. Simples assim.

    A vida é idiota mesmo. E o ruim é que a gente vive se ferrando nela. Às vezes ela nos proporciona momentos incríveis, sabia? Muito felizes. Ou muito tristes. A parte do tristes é melhor apagar, afinal.

    Comentário tolo o meu. Beijo, menino. :*

    P.S.: Lixo no lixo. Again.

  11. Boa idéia Letícia.

    Faça, Van, faça

  12. [...] De alguns veículos que passam caem, inadvertidamente, latinhas, cigarros, papéis… [...]

  13. Estou fazendo um trabalho sobre o lixo.

    É completamente normal ver pessoas jogando lixo nas ruas.

    Mas é bom saber que existem pessoas que pensam como eu , e percebem que é muito importante dar um fim digno ao lixo : a compostagem , a coleta seletiva ou a reciclagem,

    UM ABRAÇO,

    - J U L I A !

  14. É difícil, Julia, ver o que as pessoas fazem e nos calarmos.
    Coloque aí no seu trabalho que o lixo vai tomar conta de tudo e de todos.
    Tinha uma época que eu achava que a humanidade tinha saída, hoje não me iludo mais…

    Obrigado pela visita e veja outros artigos cá escritos.

    Abraço

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