O fim da CPMF
Eu tinha tanta certeza que a prorrogação da CPMF seria aprovada que deixei um artigo escrito para publicar hoje pela manhã. Antes de publicar verifiquei o noticiário e ocorreu justamente o contrário.
Cancelei o artigo e passei a refletir sobre o que teria acontecido.
Sempre achei a CPMF uma contribuição justa pois era proporcional a movimentação bancária que se fazia. Aos poucos fui entendendo que novamente o consumidor final era o único prejudicado pois os empresários repassaram o custo aos seus produtos e praticamente recuperavam tudo.
Alguns senadores votaram com o governo, outros votaram contra o governo e tem os que votaram contra a prorrogação para beneficiar o povo que já paga muitos impostos (ou será que estão de olho nas eleições de 2008).
Mas como beneficiar o povo se o maior beneficiado é o empresariado?
Será que os 40 bilhões de reais que não entrarão nos cofres do governo via CPMF entrarão por alguma outra via?
Ninguém é tão idiota a ponto de achar que não será criada uma nova maneira de arrecadar este dinheiro para dar vazão aos investimentos do governo. (talvez demore um pouco)
Esperamos que os empresários tão preocupados com o crescimento do país e dos trabalhadores se sensibilizem e de imediato retirem do custo dos produtos o percentual que acrescentaram quando da criação da CPMF.
Ou isto ou receberemos em seguida um novo imposto que novamente será repassado ao custo dos produtos e sem questionamentos pago por nós, consumidores.
Até quando?
Os que votaram contra a prorrogação da CPMF o fizeram com o objetivo único de cortar receita para restringir a atuação do Governo Federal. É a tática do “quanto pior, melhor”, que a oposição usa sem nenhum constrangimento.
A carga tributária suportada pelos brasileiros pouco será afetada pelo fim da CPMF. Até porque, é provável que o governo aumente alíquotas de outros tributos para compensar um pouco a perda de receita e atenuar os cortes no PAC. Sob FHC, quando houve um atraso na votação da prorrogação da CPMF, o governo compensou aumentando a alíquota de outro tributo (se não me engano, foi do IOF) no exato percentual da perda de receita.
Acho que o problema da carga tributária tem relação direta com o montante da dívida pública, multiplicada por 10 durante os anos FHC. Os “serviços da dívida” consomem uma enorme fatia da receita, deixando pouco para bancar serviços públicos de qualidade e investimentos estratégicos.
Devemos continuar bancando esses “serviços da dívida”? O Lula se comprometeu, no fim da campanha, a “honrar os contratos”, como queria a classe média brasileira.
A oposição a serviço do empresariado. A mídia contra Lula. E todos a favor do “$eu” Brasil.
[...] acabaram com uma agora já estão criando outra contribuição. E o benefício para a [...]