O feriado de Natal está no fim

Tá. E daí.

O dia 25 está quase em seu final e nada aconteceu, ou tudo aconteceu.

A grande comemoração vai se apagando no infinito da alma de todos.

Uns pela crença se regozijando com deus e seu filho, outros pela motivação à festa, se recuperando da ressaca e já procurando outro motivo para festejar (quem sabe o fim do ano).

Os presentes já foram todos devidamente trocados proporcionando alegria para uns e frustração para outros.

Os papais-noéis batendo em retirada através das renas que puxam seus trenós de volta à terras distantes cujos caminhos são percorridos por 365 dias até chegar novamente o natal.

Onde se esconderá o bom velhinho que só aparece em dezembro ressucitado pelos grandes magazines que necessitam da sua motivação para completarem suas metas anuais?

Estou um pouco amargo neste fim de feriado natalino, mas ainda lembro-me dos tempos em que aguardávamos com ansiedade a manhã do natal  e corríamos  à árvore  enfeitada, na sala,  para procurar o nosso presente  deixado pelo noel.

Quando se é criança tudo parece mais fácil.

Os sonhos  realizáveis.

Um sorriso conseguido através de um simples brinquedo e a felicidade alí, tão pertinho, nem que seja pela ilusão de um natal embalado por um velhinho que nem conhecemos mas que de ano em ano vem nos visitar.

Devemos despertar a criança que temos dentro de nós e com ela sonhar  vivendo um pouco neste mundo imaginável que só ela é capaz de construir para fugir do mundo adulto cheio de responsabilidades e aspirações e ser feliz nem que seja pelo efeito de um presente, de um beijo, de um abraço  ou de um Feliz Natal.

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