domingo, 18 de maio de 2008

Não é fácil ser paraplégico

Minha filha tem um amigo paraplégico.

Era um rapaz saudável, viviam em festas e no fim de uma delas, nestas tantas curvas voltas que as estradas dão e impulsionado por aquilo que hoje e sempre impulsiona os jovens, uma derrapada com a moto e o (in)feliz deu de cara no chão, estatelado e desacordado. Do tombo para a paraplegia é um pulo.

Amigos, então, sobram poucos e o acesso às festas, às lojas, às escolas, aos bancos, aos restaurantes, aos ônibus, aos “xopins”, aos cinemas, aos etc é praticamente inexistente.

O que fazer então para que o Julio (o tal rapaz que sobreviveu ao acidente e que enfrenta a paraplegia com um sorriso no rosto e um otimismo que eu não teria) siga a sua vida normal, podendo freqüentar os lugares que todos podemos freqüentar?  Ajudá-lo com sua cadeira de rodas? Carregá-lo para lá e para cá apesar dos seus 75 Kg?

Ontem eles tentaram ir no Cia Bar em Estrela/RS, no Café Virtual em Lajeado/RS (cito estes dois lugares mas poderia relacionar uma infinidade deles) e acabaram desistindo. Sem rampas, sem banheiros especiais sem a paciência dos freqüentadores dos locais sem acesso, mesmo.

O que fazer então?  Fica em casa, Julio, quem manda tu seres paraplégico.

Penso que os nobres deputados, senadores, prefeitos, legisladores em geral, se sensibilizem e se interessem mais por este assunto (sei que já existem algumas leis) e façam algo mais no lugar de aumentar seus salários, suas ajudas de custo, suas verbas de representação.

Minha filha tem um amigo paraplégico e, aos nossos olhos, ele não está morto e merece uma vida normal por mais difícil e dificultada que seja.

Categorias: Coisas do Brasil
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31 Comentários

18 de maio de 2008

espere sentado


18 de maio de 2008
dama de cinzas

Eu tenho uma colega de trabalho, que virou amiga, que é paraplégica. Ela me conta todas as adversidades pelas quais tem que passar! É uma barra! Eu a admiro muito ela tem uma força interior incrível!

Beijos


18 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Não percamos as esperanças, Rayol

Abraço

E se não fosse esta força interior como seria, Dama?
Beijo.


19 de maio de 2008

E preciso ter muito cuidado!

Mas eles têm o mesmo direito que toda a gente!


19 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Direito eles têm, Andréia
O problema e fazer respeitá-los.

Bj.


19 de maio de 2008

Paulo, concordo contigo.

Que história triste, mas espero que este rapaz saiba enfrentar, aliás, consiga enfrentar todas as dificuldades com resignação.
Sabe, Bakunin dizia que é preciso ser louco ou mal intencionado para imaginar que uma constituição, por melhor que seja, vai melhorar as relações de um Estado com os seus cidadãos. No Brasil, é evidente que existe um abismo entre a lei e o nosso dia-a-dia… infelizmente…

Abraços.


19 de maio de 2008

Nao tem uma lei que obriga a ter acesso facil, banheiro, e tudo mais?


19 de maio de 2008

Tirando toda via cruci que um deficiente sofre, ainda xiste a burocracia d liberação de estudos com células tronco…

Mereciam ir para o tronco isto sim…

Ps.: Aqui em SP por ausa de uma luta de uma deficiente, hoje já é permitido cães guias em metrôs,restaurantes e repartições públicas…Fico pensando nos cadeirantes; colocar na cabeça?

bjos Paulo


19 de maio de 2008

Leis de acessibilidade já existem. Não sei se tem que ter alguma legislação municipal. Aqui têm as leis, como tantas outras, o problema é serem cumpridas. Fazer lei até fazem, fiscalizar e fazer cumprir é uma dificuldade.
abraços


19 de maio de 2008

Paulo,

Vim conhecer seu blog. Gostei muito. Em minha cidade (Curvelo- Minas Gerais) começaram agora um processo de transformação para se adequar à lei de acessibilidade… mas acho que ainda estamos longe do ideal. Realmente é algo complicado e que precisa do olhar atento de todos.

Mas também ficam um alerta a todos: jovens e não-jovens para a velha máxima: se for dirigir não beba! Claro, que todos os casos não resultam da inconsequência, mas é em grande número.

Abraços!


19 de maio de 2008

Sabe admiro as pessoas que passam por isso. E os acessos aos locais realmente não existem. Aqui em POA ainda existe lugares em ônibus e tal, mas falta espaço no cinema em festas. Realmente é uma vida complicada!
beijos


19 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Ana, Paula, Meire, Tânia, Leticia:

Parece que todos concordamos. As leis não são suficientes, mas sem elas é pior.

Ká:

Seja bem vinda. Beber, realmente, é a principal causa destes acidentes.

Beijos e abraços.


19 de maio de 2008
Camila

Além da falta de acesso, existe todo um preconceito por parte da sociedade. São poucos os que agem como nós: o Júlio não consegue entrar? Bom, então vamos todos embora e achar outra coisa pra fazer.

Adorei o texto..
Kisses, my lovely dad!


20 de maio de 2008

Poisé, e o povo enche a boca pra dizer a máxima: se dirigir, não beba; se beber, me chame! O cerumano, vou te contar, é uma coisa: vive pra se matar, eu hein? Mas qto ao Julio, a sorte dele é ele ter essa força (às vezes, é preiso se obrigar a encontrá-la), pq se depender dos seus – HUM!!! – semelhantes, vai viver preso na própria casa (como se não bastasse estar preso no próprio corpo, né?) Well… Bjo, queridão!


20 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Que bom que ages assim, Camila

Bj

Tem coisas (e muitas) incompreensíveis., Shi.

Bj.


20 de maio de 2008

Paulo, aí na sua cidade não existe lei municipal que estabeleça que o Poder Executivo garanta adaptação para os portadores de deficiência física? É nesta hora que o povo tem que exigir dos vereadores. Isto deveria ser lei municipal, se é que já não é. Disso me orgulho da cidade onde moro. As leis de administração publica são cumpridas e onde se vai tem meios de locomoção e socialização dos cadeirantes – é o chamado turismo adaptado – Mas não só na minha cidade, em todo o Estado do Rio foi instituida a Lei de Acessibilidade com políticas públicas no sentido de se fazer cumprir a legislação pela população. A última medida foi a criação de uma Cooperativa de Táxis Especiais. Acho que neste caso, existindo as leis, o povo é que tem que ser conscientizado, senão obrigado!

*Sobre a postagem abaixo, viu que em Brasília também estão no sufoco? Quer dizer, a cidade mais moderna do país, com vias expressas sente também a invasão automotiva. Bons tempos aquele em que um carro servia toda a família, que eram usados somentes em viagens ou finais de semana.

Beijus,


20 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Acho que aqui não tem esta lei. Vou procurar, Luma.

Quanto aos carros, não veja saída.

Bj.


20 de maio de 2008

Eu te digo que fico “triste” quando ouço falar de uma situaçao dessas, moro aqui na França e aqui existe todos os meios pra pessoas com deficiência, e vejo como eles podem se integrar na sociedade como qualquer outra pessoa…e logico, nunca estao satisfeitos…
Espero que o Brasil abra os olhos e veja que essas pessoas sao dignas de respeito!
Liz


20 de maio de 2008

Minha mãe dizia que :”amigos, poucos e bons”, são esses que vão estar por perto, e que bom que ele consegue manter a alegria, pois as dificuldades para a minoria estarão sempre presente, pois a sociedade não atende, a gente pode brigar, mas mudar é muito difícil!!
Beijos!!


20 de maio de 2008

Eu fico impressionada com as pessoas que ficam fisicamente impossibilitadas e ainda assim não se deixam levar pelo desânimo e tal.

Sabe qual minha vontade? Quebrar a coluna de cada um desses políticos pra eles perceberem o quanto é difícil ser um deficiente físico nesse país. Só assim pra eles darem a devida importância ao assunto.

Beijo!


20 de maio de 2008

Oi Paulo,
Penso que, infelizmente, vivemos na sociedade que é feita para a pessoa que obedece o “padrão de funcionamento no que ela estabelece que seja 100% o tempo todo”. Mas, não podemos deixar de perceber que existem algumas ações, eu sei – poucas ações- sendo desenvolvidas no sentido de se pensar a sociedade que se compreenda composta de pessoas especiais, com situações diferentes e necessidades diferentes. Por aqui, a passos lentos, já se percebe rampas em ruas e prédios públicos, ônibus com degrau e espaço para o cadeirante. Repito, sei que é pouco, são vitórias conquistadas com muita luta, inclusive a de mostrar para a sociedade que os cadeirantes, os cegos, os surdos, enfim, a pessoa diferente, como toda pessoa, continua com seus desejos, vivendo, comendo, sonhando, saindo de casa…continua
Abraços


20 de maio de 2008
Paulo R. Diesel

Liz:
Espero que um dia chegue por aqui.

Jade:
Os amigos contamos nos dedos das mãos.

Nathália:
Nao, Nathália, quebrar colunas não.

Jacinta:
O povo é muito pacífico (pelo menos por aqui) e acaba se resignando e aceitando as coisas como elas são…

Beijos.


27 de janeiro de 2009
AMARILDO

QUANTA HIPOCRESIA!


19 de maio de 2009
VITA

OLÁ, ESTOU FAZENDO UM TRABALHO NA FACULDADE E O TEMA É DEFICIENTE FISICO PORTAORE DE CADEIRA DE RODA, ENTAO ME PERGUNTEI O QUE FARIA PARA ESSAS PESSOAS QUE NAO TENHO MUITO CONHECIMENTO, E ACHEI DE MOMENTO MUITO DIFICIL POIS SO SENTINDO NA PELE OU PASSANDO PELO PROBLEMA E QUE PENSAMOS DIFERENTES E PASSEI POR AQUI POR CONHECIDENCIA, PESQUISANDO NO SITE ME VEIO VARIOS ASSUNTOS E QUANDO CHEGUEI NESTEI SITE ACHEI INTERRESANTE E COMEÇEI ALER. ME CHAMOU ATENÇAO UMA FRASE ABAIXO.

Eu fico impressionada com as pessoas que ficam fisicamente impossibilitadas e ainda assim não se deixam levar pelo desânimo e tal.
Sabe qual minha vontade? Quebrar a coluna de cada um desses políticos pra eles perceberem o quanto é difícil ser um deficiente físico nesse país. Só assim pra eles darem a devida importância ao assunto.

COMENTARIOS: INFELISMENTE SO DAMOS IMPORTANCIA MUITAS DAS VEZES QUANDO PASSAMOS PELO PROBLEMA, INFELISMENTE, MAS GOSTARIA DE SABER DE VOCE SE TERIA ALGUMA SUGESTAO DO QUE INVENTAR PARA DEIXARMOS O DIA DE VOCES MAIS FELIZ. ALGO QUE FARIA A VIDA DE VOCES MAIS AGRAVEL. NAO SEI SE SERIA ESTA PALAVRA CERTA.


21 de agosto de 2009
Ronise

Fiz há pouco um trabalho sobre acessibilidade na faculdade, e realmente a situação é alarmante. Nem mesmo a própria faculdade está preparada para receber um cadeirante, um cego, um surdo ou até mesmo um obeso. Espero que, quando me formar em arquitetura, possa colaborar para melhorar esta situação, projetando edifícios acessíves.


07 de setembro de 2009

SOU PARAPLEGICO DESDE 80, ESTOU COM 50 ANOS.NO INICIO BRIGAVA MUITO PELA MINHA VAGA NOS ESTACIONAMENTOS, AGORA QUANDO POSSO COLOCO O MEU CARRO ATRAS DO IMBECIL QUE ESTA UTILIZANDO MINHA VAGA E ENTRO NO BANCO E FICO POR LA NO MINIMO 1 HORA.A IDADE ESTA CHEGANDO E SE ME ESTRESSO PASSO MAL DEPOIS.E MELHOR IRMOS COM CALMA; DE 80 PARA CA MELHOROU MUITA COISA, E CERTO QUE A MUITO A DESEJAR.PROCURE LUGARES MAIS TRANQUILOS MENAS AGITAÇAO, SE NAO TIVER RAMPA CHAME O PROPIETARIO E PEÇA QUE ELE O AJUDE, UM DIA ELE VAI ACHAR MELHOR FAZER UMA RAMPA, NAO PARA TE AJUDAR MAS PARA SE VER LIVRE DE TER QUE TE AJUDAR.QUANDO ME AJUDAM A SUBIR DEPOIS EU FALO; SE EU CAISSE IRIA TE PROCESSAR POIS AQUI DEVERIA TER UMA RAMPA. E ASSIM QUE FUNCIONA NAO ADIANTA CHORAR TEMOS QUE EXIGIR O QUE NOSSO POR DIREITA, ACESSIBILIDADE.SEMPRE RECLAME QUANDO PASSIVEL, SEM SE EXALTAR NAO ADIANTA VC SE ESTRESA E E PIOR PARA VC. RECLAME POIS E UM ATO DE CONCIENTIZAÇAO. DAKI A UNS 10 ANOS ELE SE CONVENCE E FAZ O ACESSO.USO COLETOR URINARIO, QUANDO VOU AO BANHEIRO E NAO DA PARA PASSAR NA PORTA ESVAZIO O COLETOR NO CHAO, TENHA CERTEZA ELE VAI PENSAR EM TROCAR A PORTA. E CLARO DEPOIS DE LIMPAR O CHAO UMAS 50 VEZES NO MINIMO.E ASSIM NAO DESISTA NUMCA,VC PLANTA E OUTROS DEFICIENTES COLHERAO NO FUTURO.LEMBRO-ME DE RECLAMAÇOES DE 1980 QUE SO FORAM ATENDIDAS NA ANO PASSADO OUTRAS CONTINUAM A MESMA. NA MINHA IGREJA OFERECI ATE O SACO DE CIMENTO E NAO FIZERAM A RAMPA.AGORA VOU EM OUTRAS QUE TEM RAMPA, ESSIM,E ASSIM MESMO….


05 de novembro de 2009
elizabeth sales

Gente tenho um grande amor por uma pessoa paraglégica, amo-o com todas as minhas forças. O fato dele ser especial não tem nada a ver com o ele fala pensa ou sente.Existe dificuldades para amar, para o amor? Então estes obstáculos irão sempre existir, na rua em casa, nas Unicversidades em qualquer lugar mas precisamos ser sensatos.Além do mais ele é mais velho que eu 20 anos e nada me impede de ama-lo sentir ciumes, ver os olhinhos azuis maravilhosos e ser feliz.

beijos!!!!


20 de fevereiro de 2010
anna karla

eu gostei muito e muma situação muito vivida por todos da sociedade e q as pessoas çn us ver prq eles ~s difernte de nos todos q temos 2pernas 2braços 2olhos e etc e espero q qm le essa historia q se toq q a vida e muito + do q se pensa.


27 de março de 2010

olha esta é uma questão cultural
de educação.
temos que respeitar e ajudar, mas a pressa e o egoismo acbam com qualquer iniciativa de solidariedade.
e um AJUDAR “NORMAL,” NÃO DE “PENA”, OU DE ” AHH EU AJUDEI CADEIRANTE, OLHA COMO EU SOU BOOOM”
abraços
lilly


17 de agosto de 2010
Luisa

Tenho muito respeito pelas pessoas com dificiencia cheguei a apaixonar-me perdidamente pou um moço paraplegico ,admirava muito a sua coragem e força interior ,até ao dia em que descobri que ele não era dificiente fisico mas sim mental ,precisava se relacionar com várias mulheres ao mesmo tempo para se afirmar como homem e passou a fazer da vida um poço de mentiras .
Espero que qualquer pessoa com dificiencia fisica consiga manter a saude mental em perfeitas condições ainda que tenha que recorrer á psicologia .
Força ,coragem e animo para todos ,afinal o que faz de nós boas pessoas são as atitudes e não o fisico.


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