Lupicínio Rodrigues
Trouxe, nesta nova edição do “Abre Aspas”, um poeta brasileiro, gaúcho, que muito fez pela música brasileira. Sou apaixonado pelas letras dele e quero aqui prestar esta homenagem. Copiei sua história da Wikipédia e transcrevo logo a seguir a melhor, segundo o meu ponto de vista, de todas as letras do Lupe:
Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 — Porto Alegre, 27 de agosto de 1974) foi um compositor/poeta brasileiro.
Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática, comum nos bares, do homem ou mulher que se senta no balcão, crava os cotovelos no mesmo, pede um uísque duplo, e chora o amor que perdeu. Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.
De 1935 a 1947, trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS. Nunca saiu de Porto Alegre, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo.
Boêmio, foi proprietário de diversos bares, churrascarias e restaurantes com música, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.
Torcedor do Grêmio, compôs o hino do tricolor, em 1953: Até a pé nós iremos / para que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / com o Grêmio onde o Grêmio estiver. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube.
Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate.
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Ao lado de um tipo qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do seu pode ser
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
12 Comentários
Excelente escolha, esse homem era um verdadeiro poeta. Meu pai costumava ouví-lo com outros interpretes no tempo do “bolachinho”. Não eram aqueles discos grandes ainda e eu era moleque e acabei decorando algumas de suas músicas. Bons tempos em que a música dizia alguma coisa, era poesia realmente.
Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito
Ainda mora e é por isso que eu gosto
Lá de fora, onde sei que a falsidade
Não vigora
A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou em um segundo
Quando começo a cantar
E o pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa
Quando começo a pensar
Grande abraço
Bom dia Paulo, nossa que delícia, eu adoro Lupicinio Rodriguês, mas conheço poucas músicas dele, sei por exemplo que foi ele quem compôs o hino do Grêmio e há muitas lindas canções dele como por exemplo “se acaso você chegasse”.
Excelente sua participação porque sem dúvida alguma ele era um poeta. Bjs
Ahhhh, lindas essas músicas que foram transcritas aqui, inclusive o hino do meu amado time, pq eu sou gremista desde que nasci!!!! Essa nervos de aço é linda. Letras mto poéticas mesmo e cheias de sentimento. Adorei!
E sobre o hino do gremio eu nem vou falar mais, pq eu babo mesmo =P
Essa que o Marco colocou ali em cima eu ouvia o meu pai cantar, tocando violão pra eu dormir. Nem preciso dizer o quanto esses momentos foram especiais pra mim. Depois aprendi a tocar violão, só pra poder cantar com ele. Momentos lindos marcados por músicas lindas!!!! Obrigada pelas lembranças!!!!!
Bjos pra ti!!!!
…bom dia, moço!
belíssima lembrança de um dos ícones
da nossa boa música.
Lupicínio cantava a realidade das
histórias de amor.
adoro…
beijos
Oi Paulo, que legal a sua escolha, eu não conheço muita coisa dele, mas eu conheço esse que o Marco postou ali no comentário e adoro. Num dos eventos que eu organizei um dos músicos tocou essa música. Realmente um poeta. Beijitos
Tb adooooooooooooooooooooro essa música! Ótima escolha!
Bjo, moço
Excelente escolha!!!
Gosto muito dessa música!
Beijos!
Tenha uma ótima semana!
Também estou nesta coletanea que fala de muito amor, alegria e vida.
Venha conferi.
Esta coletiva nos deixa muito feliz, pois traz conhecimento e e alegrias.
Falar de amor e poetas e falar da vida.
Valeu amigo.
http://sandrarandrade7.blogspot.com/
Te espero lá
Sandra
Boa noite Paulo!!!
Eu cantei com vc esses versos que me emociona completamente!!!
Obrigada por compartilhar conosco a beleza desses versos!!
Abraços meu querido!
Ah, sou suspeita para comentar, adoro Lupcínio e até escrevi um arremedo de conto com a letra de Ela disse-me assim. Excelente escolha. Abraço
Nossa! Que bela lembrança!
Conheci Lupicínio este ano, numa das minhas idas à Feira do Livro aqui em Porto Alegre, onde moro desde 2006. Peguei um livro em que havia alguns poemas e poesias de escritores do Estado e lá estava o nome dele.
Não comprei o livro, mas lembrei agora dele ao ler sua homenagem.
Linda a homenagem que você fez!
Desculpa a demora em comentar… A vida está demais corrida.
A sua participação foi maravilhosa!
Bjs e bom domingo!


Excelente a sua escolha – Lupicinio é mesmo um poeta dos melhores, ninguém cantou o desespero os tormentos do amor como ele. Eu contribuo com um poeta de Angola, ainda pouco conhecido entre nós.