Harmonia
A cidade quase dorme.
Observamos as luzes que a iluminam do alto do morro em que nos encontramos. Elas piscam e se concentram e se alastram até onde a vista alcança. Lá ao longe vemos a torre da igreja iluminada e ouvimos o sino tocar. A lua desponta e aos poucos ilumina a escuridão. Estamos sentados nesta grande pedra olhando o horizonte e percebendo que o dia se esvai. Os pássaros já se calaram e agora as corujas tomam o seu lugar.
Será que o paraíso é aqui e nem percebemos?
O terreno é íngreme, há árvores, há flores. Vez por outra descemos o gramado até a fonte daquela água límpida que usamos para beber e para molhar o gramado que plantamos. E cortamos as gramas e arrancamos o inço e plantamos ibíscos
e comemos bergamotas e observamos os tucanos que sobrevoam o mato de eucaliptos e trocamos idéias sobre a planta da casa que tu desenhastes e sorrimos felizes com nossos feitos, mas cansados saímos do paraíso harmonioso e voltamos à cidade.
A cidade agora dorme e nós em retorno passamos pelas ruas desertas de homens, de cores e de sentimentos.
A plantação e a construção continuam.
2 Comentários
Bela harmonia.


a noite possui um fascínio todo particular … na natureza e nas cidades