Focos de luz

porKeeperCookie

Focos de luz

Para todos os lados que olho, vejo e não vejo, observo e não observo, penetro e não penetro na mensagem da imagem que se esconde no fundo da gaveta, pra todos os lados que o olhar – datas marcadas.
Reformulando :   nada de gavetas,
está bem a mostra, claramente, lucidamente. Não. Não há gavetas. Calma!
Pra todos os lados o olhar e se esconde no fundo da gaveta, faz de conta, lucidez das datas marcadas… nao tem lucidez, não há datas marcadas…
Balde de tinta vazio, pincéis pincelam mensagens.
O relógio do tempo traçando partidas e chegadas,
badala, badala e avisa.

Ofertas:  lágrimas e sorrisos.
As malas recheadas de álbuns de retratos, autorretrato completamente sentir.
Ver e rever, ver e ver-se, preto e branco, colorido. As vozes conhecidas na sensação, tremores, pele eriçada…

Malas prontas pra viagem.

E do ver e rever ingredientes que fermentam e recriam e criam e são absorvidos…

Cartões-postais de antiga cidade.

Ruas, ruelas, becos.

O vestígio aparente por trás da porta do armário, trancado com a chave perdida. O que se esconde em pequenas caixas, ou no fundo das gavetas.
O outdoor da vida computadorizado, ocupando espaços que, se não, seriam abstratos. Com o céu escuro e em questão de segundos…
relâmpagos e trovões apavoram.
Madrugadas, gavetas e amor.

Ouve-se os passos no corredor, a porta entre, aberta entreaberta.

Mente à decoração das letras.
obviedades simulam conclusões,
letras se transformam
em palavras, e versos rompem toda máscara exterior.

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