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Férias merecidas – Parte final
É quarta-feira, 30/01/2008, lá fora chove, estamos terminando de arrumar as malas para o nosso retorno, 7 dias nestas praias é pouco, pouquíssimo tempo.
Último café da manhã neste hotel, que já pareceu-me mais competente.
A viagem de volta corre normalmente ( apesar dos transtornos causados pela duplicação da BR 101), são 470 km de estrada o que dá para fazer uma retrospectiva dos fatos.
O início da viagem, a visita a São Joaquim, a descida da Serra do Rio do Rastro, a chegada ao hotel, a ida às praias, o museu da Baleia Franca, a mudança completa nos hábitos, inclusive conseguindo fazer com que os teus companheiros não assistam ao Big Brother Brasil 8, o que é uma vitória.
O que me encanta neste litoral catarinense é a mistura de praia com mata. Está-se numa praia, vai-se até o fim (ou início) e sobe-se pelo morro caminhando por trilhas sinuosas que os circundam, até chegar-se em outra praia e, é assim em quase todas elas.
Gostei muito da Praia Vermelha, que fica logo após a Praia do Rosa, cujo acesso só é possível via morro e a pé. Mas o que mais gostei mesmo foi da forma com que administram o acesso as praias, conservando as estradas estreitas, sem paralelepípedos ou asfalto, preservando árvores, dunas e morros, como por exemplo no acesso a Praia do Rosa e a Praia da Luz, em cujas areias, já perto do mar, quase atolamos.
Vale salientar que a mais urbana das praias é Garopaba, apesar de manter na orla as casas dos pescadores que dão um charme especial a cidade.
Já estamos programando um retorno para breve.
Foram sete belos dias que ficarão gravados em nossas retinas, apesar de bater-nos um sentimento de culpa, pois agora, já em casa, recebemos a notícia que nosso destemido gato Fredy desapareceu. Procuramos, chamamos por ele, perguntamos aos vizinhos, fizemos um cartaz com a foto dele comunicando o ocorrido e colamos na pizzaria, no armazém, na padaria vizinha, anunciamos na emissora de rádio local oferecendo até uma gratificação, mas nada, nenhum miado, nenhuma manifestação, ninguém viu o FREDY, que é um gato muito esperto, apesar de dócil não se relacionava facilmente com outras pessoas.
Não sabemos o que pensar.
Será que foi atropelado?Será que fugiu? Será que alguém vendo o sofrimento dele por estar tanto tempo longe de nós, demonstrando uma carência afetiva enorme, o pegou e está agora tentando preencher esta lacuna?
Precisamos notícias urgentemente. Se alguém levou o Fredy por engano, devolva-o. O sofrimento da família é enorme (não imaginava que existissem laços tão estreitos entre homens e animais) mas não perdemos as esperanças de encontrá-lo.
Volta Fredy, volta…