quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fazer a social

A Nathália é uma mutante. Não, ela não tem asas. Não, ela não lê pensamentos. Não, ela não fica invisível. Não, ela não isso e não aquilo. Tá bom, ela é inquieta, acometida de uma metamorfose camaleônica típica dos adultos adolescentes. Nunca está satisfeita com o que produz e isso é bom e está sempre buscando a excelência.

Neste artigo aqui ela fala do “Fazer a social” e pelos cometários parece que a maioria concorda com ela, mas eu me questiono: Como vamos acabar com esta praga? Quem é que a alimenta através de todas as gerações? Não acho a resposta mas concluo que hoje somos nós os atingidos mas amanhã faremos as mesmas coisas com os nossos filhos e nossos netos.

Por onde começam os nossos erros?

Tornar os nossos bebês uns bibelôs fazendo com que dêem “tchauzinhos”, atirem beijinhos, dancem o créu, imitem isto ou imitem aquilo. Assustá-los com a nossa psicologia de botequim criando “bichos-papões”, “sapos que pegam”, “papais-noéis”, “coelinhos da páscoa” e tudo o mais que facilita a vida dos adultos cada vez mais baseados preguiçosos.

É claro que a culpa toda não é nossa, pois por vezes tentamos e tentamos, mas aí vem os familiares, vem a escola, vem a sociedade em geral e confunde a cabeça dos filhos cuja educação tentamos direcionar da melhor maneira possível.

Neste ponto entra a nossa concientização:

Se sentimos hoje, na pele, tudo isto que citei, temos o dever de mudar esta história, melhorando a educação que damos aos nossos filhos e revendo o que nos aconteceu para não reeditarmos e amanhã ou depois, apertarmos as bochechas dos filhos de nossos amigos/amigas, ou tenhamos vontade de matar alguns ou a todos…

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12 Comentários

18 de junho de 2008

Muito certo o que disse! Eu mesma fui uma que comentei lá no blog da Nathália dizendo que odiava isso! E juro que se tiver um filho vou tentar fazer diferente, pelo menos tentar… rs

Beijos


19 de junho de 2008

Tudo passa pela educação! Quando realmente investirmos em educação de qualidade tudo muda.
abraços


19 de junho de 2008
Paulo R. Diesel

É isso, Dama, é isso Letícia
A educação de qualidade é que vai melhorar a qualidade de nossas vidas.
Bj.


19 de junho de 2008

Crianças crescem, não são eternas! E isso tem que ser entendido pelos pais, mas também a criança crescida tem que entender que nem sempre “fazer o social” é coisa ruim.

Deixei um comentário lá, colo aqui:

“Ainda existe fazer sala?
É terrível fazer algo forçado.
Os pais também nao devem gostar de receber nossos amigos em casa, nem sempre falam.
Melhor voce e sua mae conversarem sobre isso”

Bom fim de semana! Beijus


20 de junho de 2008
Paulo R. Diesel

Concordamos, então, Luma.

Bj.


21 de junho de 2008

Essa é uma discussão, realmente, difícil. Eu fui criada tendo que pedir a “benção”, não me meter na conversa dos adultos e, sim, fazer sala.

Achei legal isso que a luma falou, porque lá em casa sempre foi essa troca. Eles avisavam que não gostavam da presença do amigo “Beltrano” e eu avisava que não suportava tia “Fulana”… então… era 5 minutos e tchau!!!

Depois de um tempo aprendi que também podemos chamar isso de: Desconferência => “Se a qualquer momento você encontra-se em qualquer situação onde você não estiver nem aprendendo ou contribuindo – use seus dois pés e dirija-se para um lugar mais ao seu gosto”.

Beijos


21 de junho de 2008
Paulo R. Diesel

Obrigado, Tine, pelo comentário.

Bom fim de semana.

Bj.


24 de junho de 2008

Olá!
Belo recanto o seu, e de muito bom gosto, parabéns.
Estou te linkando. Obrigada pela visita no meu blog.

Eu fui criada pedindo a benção aos meus pais, avós, tios, mas hoje com meu filho não forço nada, o dia que ele quer pedir, eu o abenço-o, se não pedir o abenço-o de qualquer forma. O que penso é que devemos mostrar o certo e o errado, daí cada um segue seu caminho, é claro que devemos criar crianças educadas e ponderar muitas coisas, mas sou mais daquelas que sentam e conversam, acho que desta forma pode-se formar um adulto que compreenda o que é “fazer social”, sem que este se sinta forçado.
Bjuuu e boa semana pra ti.


24 de junho de 2008
Paulo R. Diesel

É isso então, Monika.
Vamos usar de psicologia.
E umas boas palmadas de vez em quando (brincadeirinha)

Bj.


24 de junho de 2008

Hahaha! Mutante!
Poxa, eu queria voar… Tsc.

Eu fui ensinada a receber as visitas com um belo sorriso e tenho de fazer com que elas se sintam em casa.
Pelo visto, não aprendi.
E quando não fico no meio do povo fingindo que gosto de tudo, assim que a visita vai embora minha mãe briga horrores comigo. E me chama de bicho-do-mato o tempo todo.

Mas juro que meu filho não vai precisar passar por isso!
Beijo!


25 de junho de 2008
Paulo R. Diesel

Eu já acho que estás sempre voando, Nathália.

Sorrisos amarelos também dispenso.

Bj.


25 de junho de 2008

muito bom, muito bem escrito, muito bem feito, claro e inteligente.
Parabens
maurizio


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