Eleições nas cidades virtuais ou não
Nossa imaginação é fértil e quanto mais imaginamos mais vivemos.
Viajo, as vezes, para a minha cidade virtual, onde passo horas observando as perfeições de um mundo que construímos à nossa imagem. Como não somos perfeitos, a cidade também não o é, e neste 05/10/2008, domingo, que coincidência, também haverá eleições.
Novos prefeitos, novos vereadores, novos secretários, novos assessores.
Acompanho eleições a um bom tempo e sempre tem candidatos que prometem, prometem e não cumprem, mas também tem aqueles que prometem, prometem e não cumprem, quer dizer, ninguém cumpre nada.
Gosto de escutar o discurso deles, tudo decorado, mas se é apresentado algum argumento contrário se perdem em minúcias ou dão voltas até chegar a lugar nenhum.
Mas uma vez eleitos, como suportá-los? Todos democraticamente autoritários, se auto nomeando donos da prefeitura, da cidade, do município e tudo passa por eles. A sangria aos cofres da prefeitura inicia, indicação de secretários, de assessores, de funcionários em cargos de confiança e o começo da aplicação dos recursos visando a reeleição, ou indicação de “A” ou “B” para daqui a 4 anos.
Será que isto só acontece na minha cidade virtual?
Chega.
A cidade virtual é minha. Não vou deixar que alguns episódios reais corrompam a minha imaginação e me façam relatar inverdades, mesmo porque, na minha cidade virtual, eu já vendi a administração para um grupo privado, que aplica os recursos visando o bem estar dos habitantes e, fundamentalmente, administra a cidade dentro de diretrizes pré estabelecidas e numa visão empresarial.
Na virtualidade funciona, quem sabe colocamos esta teoria em prática na vida real?
10 Comentários
Fizemos um comentário quase que simultâneo.
Tu aqui e eu lá.
Será que tem alguém que um dia fará
isto, Paula?
Penso que não.
Vixe. Se eu te disser que tô num paralelismo desse, você crê? O duro é ter que continuar comparecendo às urnas, apesar das picaretagens generalizadas. Enfim… buena suerte para nosotros.
Lembro que, quando tirei meu título de eleitor, no finzinho da adolescência, acreditava que aquele pedacinho de papel tinha o poder de mudar o rumo da história. Nos 12 anos que se sucederam entre aquele dia e hoje, muita coisa mudou, principalmente no meu modo de encarar as coisas. A minha antiga crença na mudança do rumo da história virou uma vaga esperança, tão vaga que chega a ter vergonha de ainda existir e de não morrer de uma vez. E acredito que é por isso que essa conjuntura não muda. Porque as esperanças, não só as minhas mas a de praticamente todo mundo, andam se escondendo envergonhadas de não morrerem de uma vez. Nos adaptamos com o automatismo. Será que um dia conseguiremos resgatar o sentido dos nossos pedacinhos de papel?
Beijão, moço.
Flávia:
Tenho a impressão que o meu título é mais antigo que o teu, mas a história, a esperança, a crença eram muito semelhantes.
Ainda não desisti mas penso este resgate nunca chegará.
Beijo.
Srta.Rosa:
O voto deveria ser facultativo.
Acho que não Paulo, infelizmente. A ganância, o poder, o querer mais, as manobras por trás…..corrompe fácil.
boa noite.
eu não generalizo, minha cidade Belo Horizonte, há 16 anos é admistrada pelo PT, maravilhosamente bem, nosso atual prefeito foi o melhor avaliado entre todos os prefeitos da América do Sul..sempre te m alguém que mereça ser votado, que tenha boas intenções. acho um perigo essa generalização, como se não fizesse nenhuma diferença qual o nome que vai cravar na urna..e faz..
beijos Paulo..um bom voto.
É. Quem sabe? Só sei que é um saco votar! Aff…!
Que Estado democrático que nada!
Beijos, lindão.
Layla:
Realmente, generalizar não é legal, mas tem cada prefeito, cada vereador…
Estamos tentando implantar uma idéia petista em nossa cidade. É dificil, muito conservadorismo.
Beijo
Paula:
As vezes penso que devemos exercitar a nossa condição de cidadão, as vezes penso que é melhor deixar tudo como está.
Beijo.
Hehehe!!! O bom das cidades virtuais é que não somos obrigados a votar, Paulo! As cidades reais deviam seguir o mesmo caminho. Nos paises desenvolvidos, já é assim. Mas, no Brasil…
Aquele abraço!!


Era só cada um cumprir o prometido. Não prometer o que não pode ser cumprido.
Bastava pensar no outro, como ser humano, apenas isso. Se colocar no lugar do povo.
abraços.