quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições nas cidades virtuais ou não

Nossa imaginação é fértil e quanto mais imaginamos mais vivemos.

Viajo, as vezes, para a minha cidade virtual, onde passo horas observando as perfeições de um mundo que construímos à nossa imagem. Como não somos perfeitos, a cidade também não o é, e neste 05/10/2008, domingo, que coincidência, também haverá eleições.

Novos prefeitos, novos vereadores, novos secretários, novos assessores.

Acompanho eleições a um bom tempo e sempre tem candidatos que prometem, prometem e não cumprem, mas também tem aqueles que prometem, prometem e não cumprem, quer dizer, ninguém cumpre nada.

Gosto de escutar o discurso deles, tudo decorado, mas se é apresentado algum argumento contrário se perdem em minúcias ou dão voltas até chegar a lugar nenhum.

Mas uma vez eleitos, como suportá-los? Todos democraticamente autoritários, se auto nomeando donos da prefeitura, da cidade, do município e tudo passa por eles. A sangria aos cofres da prefeitura inicia, indicação de secretários, de assessores, de funcionários em cargos de confiança e o começo da aplicação dos recursos visando a reeleição, ou indicação de “A” ou “B” para daqui a 4 anos.

Será que isto só acontece na minha cidade virtual?

Chega.

A cidade virtual é minha. Não vou deixar que alguns episódios reais corrompam a minha imaginação e me façam relatar inverdades, mesmo porque, na minha cidade virtual, eu já vendi a administração para um grupo privado, que aplica os recursos visando o bem estar dos habitantes e, fundamentalmente, administra a cidade dentro de diretrizes pré estabelecidas e numa visão empresarial.

Na virtualidade funciona, quem sabe colocamos esta teoria em prática na vida real?

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10 Comentários

02 de outubro de 2008

Era só cada um cumprir o prometido. Não prometer o que não pode ser cumprido.

Bastava pensar no outro, como ser humano, apenas isso. Se colocar no lugar do povo.

abraços.


02 de outubro de 2008
Paulo R. Diesel

Fizemos um comentário quase que simultâneo.
Tu aqui e eu lá.

Será que tem alguém que um dia fará
isto, Paula?
Penso que não.


02 de outubro de 2008

Vixe. Se eu te disser que tô num paralelismo desse, você crê? O duro é ter que continuar comparecendo às urnas, apesar das picaretagens generalizadas. Enfim… buena suerte para nosotros. :)


03 de outubro de 2008

Lembro que, quando tirei meu título de eleitor, no finzinho da adolescência, acreditava que aquele pedacinho de papel tinha o poder de mudar o rumo da história. Nos 12 anos que se sucederam entre aquele dia e hoje, muita coisa mudou, principalmente no meu modo de encarar as coisas. A minha antiga crença na mudança do rumo da história virou uma vaga esperança, tão vaga que chega a ter vergonha de ainda existir e de não morrer de uma vez. E acredito que é por isso que essa conjuntura não muda. Porque as esperanças, não só as minhas mas a de praticamente todo mundo, andam se escondendo envergonhadas de não morrerem de uma vez. Nos adaptamos com o automatismo. Será que um dia conseguiremos resgatar o sentido dos nossos pedacinhos de papel?

Beijão, moço.


03 de outubro de 2008
Paulo R. Diesel

Flávia:
Tenho a impressão que o meu título é mais antigo que o teu, mas a história, a esperança, a crença eram muito semelhantes.
Ainda não desisti mas penso este resgate nunca chegará.

Beijo.

Srta.Rosa:
O voto deveria ser facultativo.


04 de outubro de 2008
paula barros

Acho que não Paulo, infelizmente. A ganância, o poder, o querer mais, as manobras por trás…..corrompe fácil.

boa noite.


05 de outubro de 2008

eu não generalizo, minha cidade Belo Horizonte, há 16 anos é admistrada pelo PT, maravilhosamente bem, nosso atual prefeito foi o melhor avaliado entre todos os prefeitos da América do Sul..sempre te m alguém que mereça ser votado, que tenha boas intenções. acho um perigo essa generalização, como se não fizesse nenhuma diferença qual o nome que vai cravar na urna..e faz..

beijos Paulo..um bom voto.


05 de outubro de 2008

É. Quem sabe? Só sei que é um saco votar! Aff…!

Que Estado democrático que nada!

Beijos, lindão.


05 de outubro de 2008
Paulo R. Diesel

Layla:
Realmente, generalizar não é legal, mas tem cada prefeito, cada vereador…
Estamos tentando implantar uma idéia petista em nossa cidade. É dificil, muito conservadorismo.
Beijo

Paula:
As vezes penso que devemos exercitar a nossa condição de cidadão, as vezes penso que é melhor deixar tudo como está.
Beijo.


05 de outubro de 2008

Hehehe!!! O bom das cidades virtuais é que não somos obrigados a votar, Paulo! As cidades reais deviam seguir o mesmo caminho. Nos paises desenvolvidos, já é assim. Mas, no Brasil…
Aquele abraço!!


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