quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Economizar nem que seja trocando de produtos

“Quando eu era pequeno, eu achava a vida chata…” já dizia o Lulu Santos e eu concordo plenamente com ele. Também achava a vida chata, quando eu era pequeno.

Infância pobre, muita necessidade, mas uma educação dura e exemplar. Rígida e patriarcal onde o pai nunca precisava falar alto ou gritar para explicar. Era só olhar com aquele olhar característico e já sabíamos o momento de nos adaptarmos a nova situação.

Foi assim, também, no quesito “poupar”. Aprendíamos desde cedo a não esbanjar. Ao servir-se de uma determinada comida, comia-se-a até o último grão de feijão. Ao se tomar um banho, tomava-se-o rapidamente para poupar a água e a luz do chuveiro (isto quando se tinha chuveiro). E assim era com tudo: roupas, brinquedos, cadernos, livros, calçados…, tudo era usado com cuidado para durar muito e até a exaustão, quando, então, realmente o produto era atingido pela “fadiga”.

Hoje algumas coisas são diferentes, por conta de uma psicologia de responsabilidade e de pretensos complexos que podem afetar o desenvolvimento motor e psiquico das crianças e adolescentes, adotou-se procedimentos mais brandos. onde muitos pais confundem-se e, mal preparados, não conseguem preparar os filhos da melhor maneira.

Se mal preparados, ou, se preparados para a fartura, sem valorizar as coisas menores (poupar) e sem saber ao certo o que é o certo ou o errado, como vamos enfrentar, por exemplo, a Colgate quando faz com que as bisnagas do seu/meu creme dental preferido aumente o buraco por onde sai o creme e toda vez que apertamos expulsamos uma quantidade desnecessária? Ou como controlar o buraco, novamente buraco, do sache da Maionese Arisco que também aumentou de tamanho e nos induz a usar uma quantidade acima do que queremos?

É lógico que nós adultos poderíamos controlar mas e os adolescentes?

Será que depois de retirarmos o creme e/ou a maionese conseguiremos devolver parte pelo mesmo orifício?

Sei não.

Ainda prefiro: “Apaga a luz!!!”   “Fecha a torneira!!!”      “Serviu? Come”   “Toma este banho ligeiro”   “Cuida bem dos brinquedos”..

Poupe. Quem poupa tem.

Já estou usando outro creme dental e consumindo outra maionese

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5 Comentários

19 de novembro de 2009

Hoje em dia descobriram uma nova psicologia (que ninguém sabe ao certo quem inventou, Freud não foi). Enfim: tudo pode, os filhos sabem tudo e os pais nada sabem. O resultado é filho gritando a plenos pulmões com os pais. Pais aborrecidos andando pelo shoppings com seus filhos falando ao celular lá atrás e uma ponte enorme vai surgindo entre as distintas realidades.
Eu fui criada com aqueles dizeres “qdo um adulto estiver falando, ouça” “quando eu disser não, é não e ponto final” “quando ganhar algo diga obrigado” “lembre-se de pedir por favor” e por aí…
Minha infância não foi pobre, sem tive muito mais que muitas crianças, mas nem por isso deixei de aprender muitos valores essências que seguem comigo até hoje.
Sinceramente, quando olho para as crianças e adolescentes de hoje fico pensando em como será o país do futuro amanhã. aff

Ps. Sabe que eu nunca prestei atenção no tamanho do buraco do meu creme dental… rs


19 de novembro de 2009
neusa

É as coisas mudaram e muito
Lembro dessas coisa tbem.
Pai fala, filho ouve e obedece.
Hoje filho fala e os pais obedecem….incrivel
Comida no prato era assim
Serviu comeu….
Come a metade e depois a outra metade…..
Como sera o futuro dos nossos filhos e netos?
Espero estar aqui para ver
BJO


19 de novembro de 2009

Hoje em dia tudo é muito diferente.
Mudou muito e para pior!
Filhos?? Nem ouvem os pais. Não precisam…eles acham que sabem tudo.
Concordo com seu texto Paulo.
Só discordo de Lulu…rs, “Quando eu era pequeno, eu achava a vida chata…”
Eu achava a vida bela e adorava viver. Hoje nem tanto…

Bom dia!


23 de novembro de 2009

Acho que a atual geração está meio confusa, mas talvez seja culpa da falta de responsabilidade dos atuais pais. Outro dia vi uma criança “educando” outra criança. A mãe tinha 15 anos e a filha quatro ou cinco. Estavam aos berros uma com a outra. Dá pra imaginar o futuro a partir disso, não? Grande abraço


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