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Trabalho, vícios, férias, calor infernal e alimentação saudável
Chegar do trabalho depois de mais um dia cansativo, mas gratificante, onde as metas que estipulamos foram alcançadas, é algo inexplicável. Caí 40° (parafraseando) quando não é quente chove e inunda como na foto, suor tomando conta do corpo das 8:00 h da manhã até às 8:00 h da noite, corpo e mente pedindo sossego e você o que faz?
A roupa do dia a dia é jogada num canto, visto bermuda e camiseta e tênis e vou caminhar? (volta Lene que contigo é mais prazeiroso) Sim, eu vou. Caminho, caminho e me reabilito para a vida. Colocar os pensamentos em ordem, fazer aquela reciclagem e deletar alguns problemas que surgiram no dia ou encontrar a solução de outros.
Isto aqui está parecendo um diário Depois, para não deixar de cultivar meu vício, aquela cuia de porongo, aquela erva mate, a bomba, a água no ponto e o chimarrão vou sorvendo. Mas que vício que nada. Esta é uma das maiores e melhores tradições dos gaúchos que mesmo neste calor infernal tem gente que não entende tomam o seu chimarrão.
Mas aí eu fico pensando, se o diabo (e seu inferno) mudou-se para esta parte do planeta e implantou sua indústria calorífica para acabar com a esperança de um clima quase perfeito, o que poderemos fazer?
Abandonar o hábito do chimarrão? Não mais comer o nosso churrasco que já faz parte da culinária mundial?
Não, eu não estou aqui para trazer respostas, eu quero é implantar cada vez mais perguntas para que quem tiver capacidade ou inteligência ou vontade, responda.
Bom, agora, aqui, no meio do texto a água acabou e chega de chimarrão. Fazer aquele sanduíche saudável, pois a tempos já aderi a este lanche noturno, além das cenouras e beterrabas raladas, muita alface, brócolis, beringela, abacaxi, mamão, mangas. Hoje fiquei sabendo que sementes de girassol é muito bom, quem sabe um dia eu experimente.
E a noite cai xavão e o calor não passa e o BBB insiste em invadir a sala aqui de casa e o ar já está ligado no quarto e os pensamentos me levam ao início do texto e penso nas férias que serão em fevereiro e lembro do Cruzeiro que ganhamos naquela promoção interna da empresa ( Fernando de Noronha que nos espere)
e percebo que realmente é gratificante trabalhar e fechar metas e ganhar prêmios e sair de férias e retornar para o trabalho, mas rezando para que o calor diminua para que possamos continuar com os nossos pequenos vícios.
Vê-se que nem tudo está perdido, como dizia o Renato Russo.
O dia em que ele flutuou
Era um salão antigo, tipo aqueles que se vêem nos filmes americanos. Duas entradas, uma mais à esquerda, porta de madeira, grande, pesada, que só era aberta em ocasiões especias: festas, casamentos, exibições de filmes e outra , mais à direita, menor, mas também de madeira que era usada no dia a dia para dar entrada e saída aos frequentadores da ala menor do salão onde ficava o BAR; um balcão de pedras rebocadas, mas com algumas falhas, lascas nas pontas, umas mesas de madeira quadradas com cadeiras de palhas, onde alguns sentavam a jogar baralho: canastra, “schow ckopf”(nem sei se é assim que se escreve este jogo de origem alemã), tomando a sua gazosa ou o “martelinho” de cachaça; um freezer cheio de sorvetes, caseiro, gostoso, fabricado pelo próprio proprietário, uma mesa de sinuca com bolas azuis e vermelhas e cujos tacos “viciados” disputávamos aos tapas, uma pia amarelada pelo tempo e uma torneira, de plástico, preta, cuja peça decorativa não sei o que fazia ali. Poucas luzes, eu diria, uma penumbra mesmo de dia, pois havia somente uma janela de oitenta centimetros com vidros quadriculados e em cuja transparência o sol se negava a penetrar.
No salão mais amplo um piso de madeiras largas, escuras, pintadas a óleo cru, que rangiam por onde se andava. Filmes do “Teixeirinha” assistíamos ali, sentados nas cadeiras de palha, uma atrás da outra e até uns bancos de madeira mais lá pro fundo, num telão improvisado.

Da porta para fora uma escada com sete degraus que dão ao pátio de chão batido circundado por pedras de cascalho pintadas a cal branco, uma árvore de cinamomo dando sombra a quem dela precisasse.

Todas estas lembranças afloraram madrugada passada na minha mente quando, no sonho, me vi flutuando escada abaixo, sem descer degrau por degrau. Simplesmente flutuando, não descia os degraus, lutava contra, mas os pés não tocaram o chão antes de chegarem na calçada do outro lado da rua.
Acordei atordoado, ainda e fiquei procurando razões para que estas lembranças se apresentassem desta forma para mim. O salão já foi, a tempos, demolido dando lugar a outro prédio, mas as imagens foram tão nitidas, a escada, o outro lado da rua, eu flutuando, e o filme todo passando.
Deve ser algum sinal, não sei, quem sabe em outro sonho…
A alma é a alma
O barulho da rua me incomoda. A cortina balança movimentada pelo vento que sopra na janela do apartamento. Outra moto passa e seu ronco barulhento penetra nos meus ouvidos e a voz do Bonner se emudece e não fico sabendo da notícia da hora. Continuo imóvel na poltrona a meditar sobre mudanças, conceitos, amizades.
O pensamento é uma coisa muito estranha. Um emaranhado de palavras e imagens que se acavalam e se sobrepõe, umas às outras. Uma simples imagem realimenta outra e nos coloca em ambientes tão pertos e, ao mesmo tempo, tão distantes, que nos perdemos em meio aos sonhos ou à realidade
O tempo modifica os nossos conhecimentos, os nossos conceitos.
O tempo modifica nosso corpo e parece que nossa alma o acompanha. A cor azul do vestido rosa confunde nosso discernimento e nossos ouvidos escutam o que querem escutar, nossos olhos veem o que querem ver, nossos lábios tocam o que querem tocar e nossas mãos agarram as oportunidade que se apresentam.
O calor do dia, com este sol escaldante, parece que danifica os nossos neurônios e eles, por vezes, são incapazes de se entender, uns com os outros.
Ouço sons de violinos e pianos, e os Bosques de Viena me fazem viajar. Percebo borboletas pretas sobrevoando o teto e pousando nas paredes do quarto.
A debilidade do corpo e a insanidade da mente não ofuscam a beleza da alma.
Compensações

Esta vida de trabalhador em empresa privada é muito desgastante.
Trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Mas quando as metas são atingidas, quando se consegue alcançar os objetivos e a filial em que trabalhas é uma das destaques da promoção em toda empresa e és convidado a passar dois dias num hotel 5 estrelas, com acompanhante e tudo, juntamente com colega da filial e de outras filiais e parte da direção da empresa, é muito gratificante.
Viagem, estadia, passeios, jantar festivo com música ao vivo para dançar e ainda prêmios, o que se pode des
ejar mais, senão, a
gradecer e se sentir orgulhoso de trabalhar numa empresa assim…




A viagem
Viajar nas férias pelo Brasil ou pelo mundo é o sonho de consumo de muitas pessoas. Conhecer a serra no sul, o Rio de janeiro, Santa Catarina, Bahia e o nordeste é importante para o nosso curriculum, mas a semana de 23Â a 27 de fevereiro/2010 jamais sairá da minha lembrança e ficará eternamente gravada em minha memória.
Como já escrevi neste texto, trabalho numa empresa que além de pagar salários razoáveis, realiza concursos internos onde os prêmios principais são viagens e em 2009, num dos concursos, ganhamos um Cruzeiro para Recife/Natal/fernando de Noronha (quem manda gerenciar uma filial onde os vendedores/crediaristas se esforçam tanto que ela fica entre as 15 que mais cresceram?)
Esta é uma viagem para fazer amizades, fortalecer laços, conhecer representantes/fornecedores que foram convidados (deu para ver que eles têm pegada) e até trocar ideias com os donos da empresa, pois dois diretores e até o diretor presidente acompanharam o Cruzeiro.
Como todo marinheiro de primeira viagem, sofri os impactos do balanço do mar no fim do primeiro dia e não houve “Dramim” que me salvasse, mas na quarta-feira (o dia seguinte) quando o navio CVC Orient Queen chegou a Natal/RN, pegamos carona (eu e minha acompanhante) com um casal que encontramos no navio, morador de Natal, mas que são do Rio Grande do Sul e que conhecíamos de lá. Eles nos deram algumas indicações e seguimos à Praia Ponta Negra.
Natal é uma cidade muito bonita, limpa, não tem lixo jogado nas ruas e o povo é muito solícito. Sabíamos que ali perto tinha o maior “Cajueiro” do mundo e depois de algumas informações, seguimos de ônibus de linha até a praia do Cajueiro,
voltamos até a Praia do Cotovelo (onde comemos um pastel de camarão divino e depois até o Porto, onde estava ancorado o navio. Estas praias são maravilhosas e conhecemos também a paisagem urbana pois fizemos um tour de ônibus a um custo bem menor do que se fizessemos de táxi, por exemplo.
A noite, no navio, percebi a dimensão daquela viagem. Além das praias de Natal e das do arquipélogo Fernando de Noronha, que ainda conheceríamos, tinha as atrações do navio que eram imperdíveis. De hora em hora shows musicais em ambientes diferentes, acabava um, íamos a outro, acabava este e íamos a outro… O show principal ocorria no deck 6, onde assistimos espetáculos como “A música no mundo do cinema”, “Elis – a força de uma voz”, “Latinidad”, “Brasil um século de show”
E que espetáculos!!!! Comentei com um colega: “Se o prêmio fosse só isto, já estaria de bom tamanho”… mas não, os bares e restaurante do navio ( saudades do chefe Nelson e do chefe Benjie), a festa Tropical e a Noite do Forró e toda aquela beleza da ilha de Fernando de Noronha ( só uma ilha é habitável), a luta pela preservação das espécies e do habitat natural encabeçada pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, nos deixam felizes e ao mesmo tempo estusiasmados e prontos para enfrentar o ano de 2010 em busca de mais vendas, mais crescimentos e bons resultados nos concursos que vem por ai. Já estou me inscrevendo para a próxima viagem. Vou ter que fazer mais artigos pois nem consegui falar sobre as praias, o azul do céu e do mar, o pôr do sol…