O outono e sua influência

As folhas estão a cair.No clima já se notam mudanças substanciais. É o outono que chegou às 2h48 deste 20 de março.

Percebo que ano após ano as estações não são mais as mesmas, uma se mistura e se confunde com a outra. As vezes num mesmo dia temos frio, chuva, sol escaldante, brisa primaveril e um céu gris que nos faz esmorecer.

Mas é outono.

Os pensamentos divagam e dentro de nós as folhas secas também caem e em movimentos metafóricos se preparam para enfrentar, logo adiante, um forte e intempestivo inverno.

A mente, internamente, prepara o corpo que, externamente, responde com adequações ao meio.

Os sentimentos se confundem e como no clima, são afetados ora pelo frio, ora pelo calor e muitas vezes um sorriso, um gesto, uma palavra dita ou ouvida muda tudo, podendo levar à chuvas e trovoadas ou ao balé de um beija-flor que rouba o nectar das flores mais belas e cheirosas.

Diminuir os picos entre o mínimo e o máximo e buscar o equilibrio é a nossa função.

Deixemos as folhas despencarem, suavemente, dos galhos , sintamos os efeitos das temperaturas baixas, chuvas molhadas e ventos cortantes em forma de tempestades que as vezes tornam se furacões ou leves brisas dependendo da nossa sensibilidade e interpretação.

Férias merecidas - Parte final

É quarta-feira, 30/01/2008, lá fora chove, estamos terminando de arrumar as malas para o nosso retorno, 7 dias nestas praias é pouco, pouquíssimo tempo.

Último café da manhã neste hotel, que já pareceu-me mais competente.

A viagem de volta corre normalmente ( apesar dos transtornos causados pela duplicação da BR 101), são 470 km de estrada o que dá para fazer uma retrospectiva dos fatos.

O início da viagem, a visita a São Joaquim, a descida da Serra do Rio do Rastro, a chegada ao hotel, a ida às praias, o museu da Baleia Franca, a mudança completa nos hábitos, inclusive conseguindo fazer com que os teus companheiros não assistam ao Big Brother Brasil 8, o que é uma vitória.

O que me encanta neste litoral catarinense é a mistura de praia com mata. Está-se numa praia, vai-se até o fim (ou início) e sobe-se pelo morro caminhando por trilhas sinuosas que os circundam, até chegar-se em outra praia e, é assim em quase todas elas.

Gostei muito da Praia Vermelha, que fica logo após a Praia do Rosa, cujo acesso só é possível via morro e a pé. Mas o que mais gostei mesmo foi da forma com que administram o acesso as praias, conservando as estradas estreitas, sem paralelepípedos ou asfalto, preservando árvores, dunas e morros, como por exemplo no acesso a Praia do Rosa e a Praia da Luz, em cujas areias, já perto do mar, quase atolamos.

Vale salientar que a mais urbana das praias é Garopaba, apesar de manter na orla as casas dos pescadores que dão um charme especial a cidade.

Já estamos programando um retorno para breve.

Foram sete belos dias que ficarão gravados em nossas retinas, apesar de bater-nos um sentimento de culpa, pois agora, já em casa, recebemos a notícia que nosso destemido gato Fredy desapareceu. Procuramos, chamamos por ele, perguntamos aos vizinhos, fizemos um cartaz com a foto dele comunicando o ocorrido e colamos na pizzaria, no armazém, na padaria vizinha, anunciamos na emissora de rádio local oferecendo até uma gratificação, mas nada, nenhum miado, nenhuma manifestação, ninguém viu o FREDY, que é um gato muito esperto, apesar de dócil não se relacionava facilmente com outras pessoas.

Não sabemos o que pensar.

Será que foi atropelado?Será que fugiu? Será que alguém vendo o sofrimento dele por estar tanto tempo longe de nós, demonstrando uma carência afetiva enorme, o pegou e está agora tentando preencher esta lacuna?

Precisamos notícias urgentemente. Se alguém levou o Fredy por engano, devolva-o. O sofrimento da família é enorme (não imaginava que existissem laços tão estreitos entre homens e animais) mas não perdemos as esperanças de encontrá-lo.

Volta Fredy, volta…

Férias merecidas - parte 3

Já estamos em Imbituba. A descida da Serra do Rio do Rastro não foi como esperávamos, pois a neblina tomou conta de toda a serra e pouco pudemos ver daquelas curvas espetaculares.

Saímos de São Joaquim com uma chuva fininha e um frio de 16ºC, atravessamos a cidade de Bom Jardim da Serra  com chuva e neblina. No mirante da polícia federal onde a vista em dias normais é linda estava tudo fechado, um dos policiais disse-nos que esta era a Pensilvânia de Santa Catarina tanta semelhamça com a original.

Descemos. Tiramos algumas fotos.

Andamos, andamos, atravessamos a cidade de Tubarão e por fim chegamos ao hotel, a Praia da Vila em Imbitua, o termômetro marcava 38º C.

Almoçar, preencher o cadastro no hotel, tomar posse do quarto (que demorou um pouco pois o nosso apartamento ainda estava sendo preparado) descansar um pouco, piscina do hotel e por fim a praia, a areia, o mar.

As águas estavam frias, no início, mas logo nos acostumamos e nos deliciamos com elas, mornas e límpidas.

Duas horas depois retornamos para o hotel, chimarrão, internet e já estava na hora do jantar. Muita salada, massas, arroz, filé ao molho madeira, peixe, frango e nem dá para colocar tudo pois a variedade era bem grande (sem esquecer as sobremesas).

A cidade de Imbituba não é uma cidade muito grande tem lá a sua avenida central, alguns prédios centenários e uma arquitetura mesclada com os edifícios modernos e casas bem antigas. Aqui ainda não chegou aquele boom imobiliário das praias do litoral gaúcho, o que talvez seja bom (está faltando um gaúcho aqui para instalar um bom restaurante).

Amanheceu nublado, já choveu mas o sol agora já está a pino e é para a praia que vamos.

Férias merecidas parte 2

A viagem a Imbituba começou, é terça-feira, são 9:05 h.

Saímos de Teutônia e fomos via Caxias do Sul (pela serra), almoçamos em São Marcos, na Vinícola Sinuelo (muito bom e preço acessível, além de ter descoberto que já se faz suco de uvas brancas).

Quem conhece pode pensar que é loucura, ir para Imbituba que fica no litoral catarinense (a 90 km ao sul de Florianópolis), atravessando a serra (da uva) gaúcha fazendo uma volta e tanto.

Explico:

Em SC tem a Serra do Rio do Rastro que é uma beleza (ver próximo artigo) e com a intenção de descer a serra, subimos subimos e fomos parar em São Joaquim que é considerado o lugar mais frio do Brasil e amanhã (quarta-feira) desceremos até as praias (o calor nos espera).

Aqui em São Joaquim, hoje pela manhã, a temperatura atingiu 9,6°C (não será este o clima perfeito?) ainda bem que não estivemos aqui, pois agora o frio continua (16° e baixando). Estamos batendo pernas no centro da cidade a procura de comida, um lanche, um pãozinho, uma pizza, um café.

Não sei se é por ser fora de época, mas não encontramos nada, tem uma pizzaria que ainda não abriu e uma lanchonete que não nos agradou. Tivemos que voltar à Rodovia SC 438, no sentido de Lages, por indicação da Sra. dona da Pousada Monte Carlo na qual nos hospedamos (que tinha um ambiente bastante familiar), onde encontramos uma boa padaria com lancheria.

Quanto a cidade, pareceu-nos um pouco abandonada, muito lixo jogado, muitas calçadas com defeitos, as ruas secundárias esburacadas, sem falar da alimentação que não encontramos. Talvez tenhamos criado uma expectativa muito grande por ser um dos maiores pontos turísticos de SC.

Mas vamos deixar as constatações não tão agradáveis para lá e curtir este friozinho que já está em 11°C e daqui a pouco, logo pela manhã, pegar novamente a estrada e ver de perto esta descida da serra que… bem isto é assunto para o próximo artigo.

PS: Este artigo foi escrito ontem e pude só publicá-lo hoje por dificuldades de acesso a internet.

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