Artigos da categoria ‘Soluções fáceis’

10 de maio de 2010

Segunda igual a terça igual a quarta igual a quinta…

Então termina o domingo que nada mais é do que véspera de segunda, que é considerado o dia nacional da preguiça e ao mesmo tempo é desprezado por 90% da população brasileira que pensa que a segunda é o dia mais chato da semana.

Tá bom, segunda-feira é um dia diferente.

É o dia em que as máquinas nas fábricas novamente são ligadas, é o dia em que os bancos novamente abrem, é o dia em que as mães clientes vão ávidos às lojas trocar os presentes que receberam e que ou não gostaram ou não serviram, é o dia em que o porteiro do prédio faz aquela mesma piadinha de todos os anos sobre o futebol, é o dia em que recomeçam as preocupações sobre  a Bolsa e as cotações do dólar, é o dia em que são publicadas aquelas pesquisas sobre as eleições que todos já conhecemos, é o dia em que a loira do 203 sai correndo para não perder o ônibus e todos os operários da construção ao lado do prédio ficam observando sua corrida,

é o dia em que as professoras instigam os seus alunos do ensino médio a fazerem uma redação sobre o tema “como foi o meu fim de semana”, é o dia em que o caminhão do lixo passa mais apressado, pois tem muito mais lixo para recolher e acaba deixando uma boa parte para trás, é o dia em que o prato predileto e obrigatório é o “requentê” pois sobrou muito do churrasco de domingo e os produtos alimentícios são os que mais subiram de preço e estão alimentando a alta da inflação, é o dia em que as manchetes dos jornais falam menos de mortes e assaltos dando espaço ao futebol e a importantíssima lista de convocados para a copa do mundo feita pelo Dengoso,  Zangado, Dunga,

é o dia em que os deputados e senadores permanecem em suas bases prolongando o fim de semana, é o dia em que já se anuncia o fim de uma e o começo de outra novela, é o dia em que as horas passam mais devagar e o trabalho é mais penoso e a meta fica mais difícil de ser atingida e o reflexo do espelho não é o que se espera e que o vento leva as folhas secas e a poeira em tua direção como que anunciando o início de uma terrível tempestade.

Perceberam que com este poucos exemplos que descrevi a segunda-feira tem tudo para ser o melhor dia de nossas vidas?

Perceberam que se tangenciármos veremos que são pequenos desvios que ocorrem tanto na segunda, como na terça, na quarta na…?

Observem e concluam que se tratarmos a segunda-feira como sendo um dia de primeira, conseguiremos iniciar de forma mais leve a semana e sem stress, sem culpas, sem cansaços, alcançaremos com muito mais motivação nossos objetivos e atingiremos muito mais rapidamente o sábado e o domingo, passando pela quarta do futebol, que são os dias preferidos por aqueles 90% da população.

Tá, não me venham dizer que logo já vem a outra segunda e que…

…assim todas as minhas teorias tornar-se-ão impossíveis.

27 de março de 2010

Pare de fumar, vizinho

Não sou preconceituoso, pelo menos tento, mas a cada momento esta máxima é posta a prova.

Primeiro os mais atingidos foram os negros afro-brasileiros e eles sofriam e continuam sofrendo todo tipo de preconceito (até vagas especiais nas universidades eles conseguiram), mas aos poucos muitos segmentos foram também atingidos: os homosexuais; as prostitutas; os paraplégicos; os bêbados; os pobres; os viciados; os blogueiros; os homens que gostam de assistir o futebol nas tardes de domingo; os rockeiros; os cães; os gatos; as mulheres que insistem em organizar a casa e o trabalho e a academia e o supermercado e as lojas do shopping; o povo, induzido por uma mídia sedenta, que se desloca à porta de um fórum para assistir o massacre dos Nardoni como se julgamentos parecidos não ocorressem diariamente em outros fóruns do país; os fumantes e tantos outros…

Cheguei onde queria chegar!!!

Os fumantes estão sofrendo preconceitos que afetam o seu dia a dia. Nunca fumei nem mesmo quando o meu pai fumava e os “Minister” “Hollywood” “Carlton” rolavam pelas gavetas.


Não podem fumar no trabalho, não podem fumar nas repartições públicas, não podem fumar nos restaurantes, nos ônibus, nos metrôs, nos shoppings, não podem fumar em locais públicos e agora descobri que nem em sua própria casa o fumante tem a liberdade de fumar. Descobri isto com o vizinho de porta. Moro numa cidade pequena, o prédio tem 3 andares, ficamos no 2º andar, tem uma sacada onde nos sentamos a noite, após o trabalho, para conversar, tomar chimarrão, curtir a noite observando as estrelas e sentindo a brisa deste início de outono, tomando aquela taça de vinho “Cabernet” que tanto gostamos, ou o copo de cerveja para amenizar o calor que por vezes nos ataca.

O vizinho até que é “gente boa”, discreto, na dele, mas sua esposa deve ser muito má, pois vez em quando ela o expulsa do apartamento, fecha a porta e só o deixa voltar quando terminou de fumar o cigarro e ele, fica, ali, resignado, na sacada, fumando e soltando as baforadas daquela fumaça “inofensiva” que, obviamente, vem em nossa direção fazendo com que nos recolhamos , fechando a porta e fugindo daquele cheiro que impregna o ar e até o apartamento quando esquecemos de fechar a porta, mas tentamos evitar de todas as formas  que a fumaça se aloje em nossos pulmões.

A esposa do “22″ remete o marido à sacada a cada cigarro que ele tenta fumar e eu é que sou o preconceituoso?

Com licença. Vou fechar a porta, novamente, pois a vizinha expulsou o marido e …

…Cigarros…

28 de janeiro de 2010

Colcha de calças de jeans usadas

Aplaudo sempre as grandes idéias, mas quando a Marlene veio com esta, confesso que fiquei meio cético: Fazer uma colcha para cama de casal com calças jeans usadas, ao meu ver, seria impossível. Para ela não.

Arquitetou, pesquisou, desenhou, lubrificou a máquina de costura, abriu o bau, procurou no fundo das gavetas e dos roupeiros, cortou o cós, as partes rasgadas e o que não dava para utilizar, alinhavou, costurou e … fez a colcha.

Surgiram calças e mais calças e mais calças de anos e anos de uso, calças minhas, calças dela, calças dos filhos, calças bem lavadas, surradas, calças quase novas, calças usadas e usadas e usadas como aquela da Camila que já estava se desintegrando e ela insistia em usar, calças como aquela minha que rasgou toda naquele dia em que precisei fugir dos quero-queros me me perseguiam com rasantes e seu ferrão a mostra e ao pular a cerca fiquei preso no arame farpado, calças com o aquela em que…   são tantas histórias envolvidas que um texto só não basta.

Não sei de onde ela consegui tanto jeans, porque muita roupa que não usamos mais doamos a quem delas possa, ainda, tirar proveito, mas enfim a colcha ficou pronta conforme a fotografia abaixo demonstra e o meu ceticismo deu lugar a alegria de ver uma colcha nova sobre a nossa cama.

(clique na imagem para ampliá-la)

Até o Fredy gostou da idéia e como disse lá no início, grandes idéias, muitos aplausos.

24 de janeiro de 2010

A psicologia entre pais e filhos

Todo pai e toda mãe tem que usar muito de psicologia para administrar os filhos, dar exemplos, compreendê-los, encaminhá-los. Nestas minhas andanças já vi muita coisa sendo usada e tem uma que o meu cunhado sempre usava e outra que nós criamos lá em casa, que tinha e tem um efeito sobre os nossos filhos e que repassamos a nossos amigos que usaram na educação dos filhos deles.

-Bagunça generalizada e o Cristiano tentando por ordem na casa, filho pequeno, amiguinhos, correria, pulos na piscina, bola pra cá e pra lá, mais correria, a água da piscina invadindo o espaço da churrasqueira, crianças, pulando na água, água voando sobre as mesas, bolas, crianças, água e ninguém ouvindo os apelos carinhosos do churrasqueiro na tentativa de amenizar os efeitos negativos das brincadeiras que já estavam extrapolando o bom senso, até que do alto da sua experiência de pai-psicólogo ele pega seu filho pela mão, arrasta-o para um canto, abaixa-se e explica falando baixo, explica falando normal e por fim explica GRITANDO já que era só desta maneira que o garoto entenderia. E entendeu. Depois deste episódio, sempre que necessário, dizíamos : Queres que eu explique como o tio Cristiano explica? Claro que não precisava pois a lição ficou na memória de todos.

-Almoço servido, purê de batatas, molho de frango, salada e nossa filha de três anos não querendo comer. Tentativas da mãe, tentativas do pai e nada da criança comer, mais tentativas, mais conversas e nada. A criança chora e reclama e chora e não quer comer. O pai e a mãe já irritados e sem mais idéias para convencer a filha, até que na última hora o pai-psicólogo entra em ação, pega o prato, divide ao meio o purê que tem nele e diz: Dividi tua comida ao meio, primeiro tu comes esta metade e depois tu comes a outra metade. Pronto. Criança feliz, mãe feliz, pai feliz. A guria comeu tudo e mais uma máxima na psicologia foi criada.

Estudos são feitos, livros são escritos, mas a experiência que os pais adquirem com os próprios filhos não tem preço.

Entenderam? Não? Última chance: Primeiro leiam a metade de cima, depois a outra metade ou vão querer que o tio Cristiano EXPLIQUE…

7 de dezembro de 2009

O poder da pontuação

Recebi, da Patrícia, este texto, por e-mail. Muitos já o conhecem, poucos, talvez, não, mas mesmo assim resolvi colocá-lo no blog para nossa reflexão.

Sobre a Vírgula



Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


A vírgula pode condenar ou salvar..
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!


Uma vírgula muda tudo.

Faça a sua escolha:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro a sua procura.


* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro a sua procura.

Se podemos dizer isto da vírgula, o que não poderemos dizer do ponto final.


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