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Não conseguimos nos livrar dos nossos pesadelos – o povo não merece os políticos que o governam
Quando e se eu acordar espero que este pesadelo já tenha terminado. Sim pois só pode ser pesadelo. Canso-me de escrever sobre as falcatruas que existem na área política, protesto e vejo colegas também escrevendo indignados, mas a roubalheira não acaba, a roubalheira continua.
Dói-me na alma o posicionamento destes donos do poder (será que eles não sabem que um dia acaba a mamata?) quando algo é descoberto. Dizem juram de pés juntos que não é verdade, que estão mentindo, que quem acusa não tem credibilidade, que o tempo é senhor da razão, mas quando o tempo passa, os conchavos não vingam e os fatos, os documentos e as provas falam por si só, eles se sentem perdidos, acuados.
Como pode uma senhora, paulista de nascimento, economista, que trabalhou por anos na maior empresa jornalística do Rio Grande do Sul (RBS), foi deputada, ministra do FHC e hoje está governadora gaúcha, pensar que um Caixa 2 deste tamanho e forma não seria descoberto? E claro que o principal acusador teve de morrer para que a Veja conseguisse as gravações e o depoimento da viúva, mas agora, para mim, está tudo esclarecido, ou quase.
Será que a governadora Yeda pensa que os gaúchos dormem de bombachas? Será que por muitos andarem pilchados, comemorarem a Revolução Farroupilha, cavalgarem, fazerem seus churrascos em fogo de chão e se reunirem nos CTG’s para cultivar e eternizar as tradições gaúchas, ela pensa que somos burros, alienados, sem noção? Espero que não.
Aguardemos os próximos atos desta peça que se desenrola lentamente, como convém. Impeachment como estão falando, só na última cena do último ato, se for necessário. Desejo que a atriz principal releia o roteiro e veja que o desempenho do seu papel está confuso e que na linha 22 da folha 5 está escrita a seguinte fala:
-”Gaúchos e gaúchas de todas as querências, Â Â eu renuncio…”
Desejar “merda” a eles só mesmo na estréia…
Comecei falando em pesadelo, torci para que logo acabasse, mas terminei o artigo falando em teatro e tenho a sensação de estar assistindo a um verdadeiro circo, onde o palhaço sou eu, onde o palhaço somos todos nós.
Algumas palavras sobre a crise econômico/financeira que também é política
A crise econômico/financeira parece que atingiu a todos, em cheio. Ela veio lentamente, sorrateiramente e desde setembro/2008 foi se instalando em todos os níveis. Ninguém está imune a esta que parece ser a mais grave de todos os tempos. Primeiro foram os bancos, depois o setor imobiliário, problemas nas ações (na bolsa de valores, dólar, euro, real), as empresas bem e mal administradas, os governos tentando salvar parte do que já está perdido e por fim, ou no começo, ou quem sabe tenha sido no meio de toda a catástrofe, os trabalhadores, os consumidores, os contribuintes, os clientes dos bancos, nós os seres humanos que de uma forma ou outra sempre somos atingidos.
Mas porque isto nos afeta se poucos aplicam na Bolsa, poucos tem dólares, poucos conseguem chegar ao fim do mês com algum dinheirinho no bolso? Será que nós somos muito sensíveis, não podemos ver um princípio de confusão que logo vamos nos chegando, espiando e nos atirando com todas as forças tentando exercitar este nosso mazoquismo?
Sei lá, cada um deve ter a sua razão ou talvez nem tenha, mas que estamos envolvidos, estamos.
As crises são debeladas, ao meu ver, por meio de trabalho. Cada um na sua área, direciona as suas atenções ao trabalho, a criação de alternativas e diferenciais que podem ali adiante influenciar na conduta e na obtenção de melhores resultados e isto deve ser feito por todos, cada um dá a sua cota de sacrifício e criatividade, inclusive os governos e a classe política que parece viver no mundo da lua e pensam que o queijo nunca vai acabar.
A eleição dos EUA, a esperança e a ilusão mundial
Um sentimento de esperança invade o mundo inteiro. Todos os planetas estão em festa e saem às ruas a comemorar. Até os marcianos, que são os mais verdes céticos, deram a mão a palmatória e enviaram congratulações via internet.
Aqui na terra tem países como o Quênia, terra dos parentes de Obama, que até feriado decretaram para festejar tão importante conquista.
E tudo em nome de que?
De mais um presidente (lembra-me um certo caçador de marajás que eleito presidente do Brasil, tornou-se o maior marajá de todos)Â maquiado pelos marqueteiros para convencer os governos, o FMI, a ONU, os presidentes e o povo em geral de que “todos os seus problemas acabaram?”
De um cidadão afro-americano de mãe branca e pai preto que nasceu e cresceu sem dificuldades econômicas e financeiras, que estudou em bons colégios, que já teve outros cargos públicos e que agora fez tudo e mais um pouco para morar na “Casa branca”?
Eu não consigo entender esta fissuração que a mídia e, consequentemente, o povo tem pelo jogo do poder e pela figura do Sr. Obama, presidente eleito de um país que falsamente domina o mundo através da economia ou do poder bélico em suas investidas nos países do terceiro mundo, ou nos que tiver interesse, a título de combater determinada praga (drogas, armas…)
Tantos e tantos ítens poderíamos arrolar para comprovar que mudaram somente as moscas, mas só a notícia de que os assessores principais escolhidos, vem do ex-governo Clinton, já supera toda a minha expectativa.
A esperança continua.
A lágrima rola na face da senhora, o povo comovido ouve e repete frases feitas proferidas pelo eleito, aplaude entusiasticamente, mas a fome, a miséria, a poluição, o desmatamento, o aquecimento global e a exploração pela exploração de fracos e oprimidos se faz sentir cada vez mais.
A esperança continua, mas eu já não acredito mais em Papai Noel, apesar de, como todos, também gosto de ganhar aquele presentinho e saber que mais cedo ou mais tarde terei de ajudar a pagar o carnê.
As eleições no Brasil e nos Estados Unidos
Arrasto-me em meio as turbulências televisivas do horário eleitoral obrigatório e fico feliz pela redução de gastos com a energia elétrica que isto me proporciona. Desligo o televisor e mergulho nas páginas de livros que me fazem viajar no tempo e no espaço. Não preciso do “horário brasileiro de verão” para economizar.
Primeiro, segundo turno, candidatos e mais candidatos desfilando na tela transparente das emissoras que adentram nossa sala e se apresentam como salvadores de uma pátria que não é a minha, não é a nossa.
Moradores de cidade do interior, somos obrigados a assistir um duelo entre dois prefeituráveis de uma cidade, a bela Porto Alegre/RS, que neste instante nada significa para nós. Já escolhemos os nossos vereadores, já escolhemos o nosso prefeito e continuamos na mira deste poderio da mídia que domina nossas cabeças e nos influencia rumo as eleições a governador, deputado, senador que só ocorrerão daqui a dois anos. Quem vencer as eleições, ou quem não vencer seguirá em frente, pois “a luta continua” e o voto do povo é soberano.
Sempre a mídia. Mas porque não? Porque ela dá uma cobertura extraordinária sobre as eleições nos EUA que ocorrerão daqui a 11 dias e não esclarece a população brasileira da forma como se a dá la pelos lados da América do Norte, a nação que é tão forte como uma ação de banco que faliu (PQP).


Quem decide se B. Obama ou J.Mc Cain presidirá nos próximos 4 anos esta potência (?) mundial está em dúvida. Os delegados dos estados (viram, não é o povo e sim os delegados eleitos pelo povo que escolhem o presidente) até já haviam se decidido, mas agora, com esta crise, esta falta de confiança no mercado, esta falência e quebradeira geral, o risco de recessão, repensarão os seus votos e analisarão se vão para um lado mais liberal ou se se aliarão ao conservadorismo puro que é mais de sua índole.
Eu penso que elegerão J.Mc.Cain e pode ser por dois a um.


O homem é um ser em extinção, os políticos não.
O homem é um ser em extinção.
O homem, alguns animais, algumas árvores, frutas, até a água já foi dito que um dia acabaria, mas tem uma raça que nunca se extinguirá:Â a raça dos políticos corruptos. E que raça.
Desde que consigo somar, multiplicar, dividir (sou do tempo em que aprendíamos a tabuada na escola) acompanho estas discussões sobre os atos dos políticos, vereadores, prefeitos, deputados, governadores, presidentes e senadoes. Eles, invariavelmente, trabalham, e muito, em benefício próprio ou dos seus comparsas, seus parentes e seus mais próximos cabos eleitorais. Não têm escrúpulos e se for preciso, usam sua influência, fazem conchavos, encaminham e se esforçam para aprovar leis, camuflam e saem ilesos a qualquer sindicância, CPI ou qualquer outro tipo de investigação.
Escândalos e mais escândalos, envolvendo esta espécie que nunca se extinguirá, ocorrem desde sempre, e, não tem partido, não tem cidade, não tem estado, nem câmara de vereadores, assembleia legislativa ou congresso nacional que escape.
Já ouvimos muito falar em todo e qualquer tipo de falcatrua, desde porcentagens sobre comissões de comissões, até roubo escancarado, mas cá prá nos, secretamente, esta última modalidade que surgiu é realmente inusitada.
Atos secretos? Atos ingênuos? Atos que melhorariam a vida de alguns servidores, de parentes dos parentes dos senadores, dos amigos e cabos eleitorais de governadores.
Sinceramente, penso que estamos exagerando pois os senhores feudais só estão tentando repassar parte dos recursos que tem no orçamento e talvez se eles não assim o fizerem, os recursos acabarão se perdendo no ralo do senado.
O homem é um ser em extinção, mas antes que ele suma do mapa, rogo que se conscientize e num mutirão, num esforço maior, trabalhe contra este espetáculo que nos é oferecido diariamente. Já que não dá para eliminar os que estão hoje por aí, (sabemos que serão sumariamente punidos todos os envolvidos, como por exemplo, o mordomo, o motorista a senhora da limpeza, a senhora do cafezinho, o servidor recem contratado e só) em atividade, que selecionemos e votemos com mais consciência nas próximas eleições.
Vai ser difícil.