O futuro presidente dos EUA

Agora já temos candidato.

A disputa entre Obama e Hilary dentro do Partido Democatra nos EUA durante estes meses todos recebeu da mídia nacional e internacional status de eleição  e no entanto era só uma disputa de candidatos a candidato ao cargo.

Os americanos sabem fazer uma festa. Sabem promover a si e aos seus e entre uma ex-primeira dama que passou bons e maus momentos na “Casa Branca” ao lado do ex-presidente Clinton (lembran da Mônica Lewinsky?) e um afro-descendente com nome parecido com um dos maiores inimigos da nação (lembram 11 de setembro de 2001) que já se elegera senador por Illinois, escolheram Obama.

Agora começará a segunda festa verdadeira campanha e a disputa promete ser bem acirrada.

B.OBAMA (Democratas)      X      J.McCAIN (Republicanos)

O que podemos esperar? Porque deveremos esperar algo?

Sem ironias.

Vamos torcer para que o menos ruim vença porque todos sabemos que, por enquanto e por muito tempo ainda, é eles os EUA que ditarão as regras, diretrizes, normas, leis e tudo mais que nós tupiniquins deveremos seguir, com o atual, com o anterior e com o futuro presidente do Brasil.

Verba indenizatória

Depois quando falo que todos estamos na profissão errada não querem entender.

Devíamos ter feito a faculdade para nos formarmos deputados, senadores (o que? Não tem faculdade para isto?), que aí não estaria tão difícil arcar com todas as despesas do nosso orçamento.

As notícias nos dão conta, hoje, que os mui dignos senadores terão de comprovar as despesas que fizerem a título de Verba indenizatória que cobre transporte, alimentação, hospedagem, divulgação da atividade parlamentar, despezinhas estas que podem chegar todo o mês a R$ 15.000,00. Ainda recebem salário, passagens de avião, verba para envio de correspondências e pagamento de contas telefônicas.

“E eu aqui descascando batatas no porão.”

É por estas e outras que está cada vez mais difícil votar em alguém, pois logo que eleitos, aderem aos benefícios criados por eles mesmos e o eleitor (ah! o eleitor) que se exploda.

É o fim.

O fim da CPMF

Eu tinha tanta certeza que a prorrogação da CPMF seria aprovada que deixei um artigo escrito para publicar hoje pela manhã. Antes de publicar verifiquei o noticiário e ocorreu justamente o contrário.

Cancelei o artigo e passei a refletir sobre o que teria acontecido.

Sempre achei a CPMF uma contribuição justa pois era proporcional a movimentação bancária que se fazia. Aos poucos fui entendendo que novamente o consumidor final era o único prejudicado pois os empresários repassaram o custo aos seus produtos e praticamente recuperavam tudo.

Alguns senadores votaram com o governo, outros votaram contra o governo e tem os que votaram contra a prorrogação para beneficiar o povo que já paga muitos impostos (ou será que estão de olho nas eleições de 2008).

Mas como beneficiar o povo se o maior beneficiado é o empresariado?

Será que os 40 bilhões de reais que não entrarão nos cofres do governo via CPMF entrarão por alguma outra via?

Ninguém é tão idiota a ponto de achar que não será criada uma nova maneira de arrecadar este dinheiro para dar vazão aos investimentos do governo. (talvez demore um pouco)

Esperamos que os empresários tão preocupados com o crescimento do país e dos trabalhadores se sensibilizem e de imediato retirem do custo dos produtos o percentual que acrescentaram quando da criação da CPMF.

Ou isto ou receberemos em seguida um novo imposto que novamente será repassado ao custo dos produtos e sem questionamentos pago por nós, consumidores.

Até quando?

Renam é absolvido em mais um processo

“A influência é tudo, culpa ou inocência são meras questões diplomáticas”

Um quadro com esta frase, devidamente emoldurado, estava pendurada numa agência do INSS , onde as vezes eu era atendido pelo meu amigo Mário, segundo ele, autor desconhecido mas adotada por ele.

Fico triste por não ser o autor dela mas, cada vez que acontece um fato como este agora da absolvição do senador Renan Calheiros em mais um processo, ela me volta a memória.

A influência realmente é tudo, pois do contrário como um senhor como este consegue sua absolvição se as provas contra ele foram todas apresentadas?

São contas pessoais pagas por construtora, é interferência no INSS e Receita Federal favorecendo a cervejaria, são sociedades em duas rádios e em jornal de Alagoas, etc, etc e nada de condenações.

Os conchavos nas “casas” que deveriam nos representar e zelar pela lisura de todo o mandato dos senadores, deputados e até presidente, nos envergonham.

Muitos senadores nem perderam tempo examinando o processo e portanto nem julgaram Renan.

A influência realmente é tudo e num futuro bem próximo, em nome do bem estar dos brasileiros, até a CPMF será aprovada e o Renan, que renunciou a presidência do senado, em nova eleição será o mais votado em seu estado pelos mesmos eleitores que foram lesados por ele.

Políticos : Ame-os ou eleja-os

Porque elegemos governantes que nos enganam ano após ano?

Porque lhes damos procuração para tomar decisões em nosso nome que só nos prejudicam? Seremos nós masoquistas ou será que somos humoristas e divertimo-nos com as próprias piadas que contamos?
Vem eleição, vai eleição e as promessas de saneamento e enxugamento da máquina estatal são feitas aos quatro ventos para todos os eleitores ouvirem.

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