Ladrões roubam em Clube de Naturismo

As vezes dizemos que estamos pelados, sem grana, desprovidos de dinheiro, como desculpa para não assumir aqueles compromissos.

As vezes estamos pelados mesmos.

Nus, como no Clube Naturista Colina do Sol,

ali em Taquara, interior do RS, onde se pratica o naturismo a 12 anos.

Neste 28/11 os larápios penetraram de madrugada no clube, assaltaram e por consequência houve a morte de um morador (provavelmente enfarte ocasionado pelo pânico)

Seria cômico se não fosse trágico.

Os ladrões não aceitaram que os moradores do clube ali pratiquem o naturismo e estejam literalmente pelados, roubando de suas casas dinheiro, celulares, e, até, um Ford Fiesta que usaram para a fuga.

Agora, se nem os naturistas têm segurança, imaginem nós pobres mortais.

Exigir mais segurança é nosso dever. Exigir uma polícia mais enérgica e que ronde as nossas casas e dos habitantes do clube de naturismo é o mínimo que devemos fazer, pelados ou não.

A violência e a impunidade caminham lado a lado no Pará

A história é interessante.

Uma menor, culpada ou não, foi presa e encarcerada com mais ou menos 20 homens, na mesma cela, durante 20 dias. O tempo passa, a carne é fraca, a mulher é fraca, os homens se servem. O estupro é evidente. A moça é solta. A mídia toma ciência. A repercução é imediata.

Exames, IML, delegados entrevistados, governadora dando e pedindo explicações.

A cidade - Abaetetuba. O estado - Pará.

Poderia ser a tua cidade, poderia ser o teu estado, poderia ser a tua filha, poderia, poderia, poderia.

Justiça, no mínimo justiça.

Hoje um delegado, na audiência, declarou que “a menina provavelmente tem um distúrbio, deve sofrer de algum mal, pois não declarou que era menor, em nenhum momento disse que era menor…”

O que devemos concluir?

Uma menor, presa por furto, não diz a idade e por isto é presa numa cela com muitos homens.

Será que este delegado disse que era delegado?

Será que não seria melhor a menor voltar para a cela porque aqui fora está bem pior do que lá dentro?

Punição aos (i)responsáveis antes que esta “doença” se alastre por este Brasil a fora e faltem celas para nos refugiarmos.

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