Namorar sempre

Um encontro,

uma data,

uma garrafa de vinho

à véspera.

O vinho desce

e aquece os corações.

Reações intempestivas

atiçam a libido

dos corpos

que se acasalam

em todos

ou em qualquer lugar.

Uma data,

um encontro…

É isto

e é assim.

PS: Normalmente sou mais racional nestas

datas como a de hoje mas como li aqui na Tita

e concordo com o que ela escreveu,  fiz um texto mai, mais, fiz este poema,

O sentido do sentimento

Percorrendo as curvas do teu corpo

Reduzo a velocidade do meu andar

Apreciando o que sinto.

A pele macia

as mãos

o sorriso

o gozo.

Carícias que nos ascendem

Carícias que acendem em nós

o desejo, o amor, o tesão.

São dois corpos entre lençóis

que vão se perdendo no chão

do quarto.

O quarto que se transforma

e as quatro paredes se expandem

e se comprimem

tal qual nossos corpos

que atingem o ápice da relação.

Não há limites,

Não há limites.

Não há segredos.

Não há começo

E não há fim

POEMA MÉTRICO

Quando estive a cem metros

Pensei em ir em frente.

Refleti e percebi que

Se fosse mais cem metros

Estaria duzentos metros a frente dos

cem metros que estive

quando tu estavas cem metros atrás

dos duzentos metros deste poema infiel e

ridiculamente medido.

O passageiro

 

A casa,

o quarto,

a janela,

a cortina,

a rua.

A calçada cheia de pessoas que olham

e me vêem passar.

Pessoas que pensam

e me vêem passar.

Pessoas que falam

e me vêem passar.

Pessoas que sorriem

e me vêem passar.

Pessoas que caçoam

e me vêem passar

Pessoas que andam

e me vêem passar.

Pessoas que passam

e me vêem passar…

Carnaval

Entre os confetes

As serpentinas

E fantasias[bb]

Estamos nós:

Conflitantes serpentes fantasiadas.

Por três ou quatro dias,

Absortos - jamais,

Livres - sempre.

Largamo-nos,

Esquecemos.

E na empolgação

Desfilamos

Promovendo a expulsão

Dos nossos fantasmas.

Numa lavagem interna

Do nosso Ego,

Nosso Corpo,

Nossa Alma,

Nossa consciência (está tranqüila)

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