Artigos da categoria ‘Poesias’
Sem motivo aparente
Rompi
o hímen
da ignorância
e os ignorantes
catapultaram
as minhas esperanças.
Paixão
amor
paz
conhecimento
se perderam
no vácuo
do tempo
e da imaginação
Não importa
Sigo-te até onde
meus olhos alcançam.
Idade
identidade
ocultadas.
Sinto teu cheiro
que o vento
sopra
nas direções.
Curvo-me
e na curva
te perco.
o sol
ainda desenha
a silhueta tua
que se esconde
nas sombras
dos últimos raios.
Solidão
Inquieto
perambula pelos becos.
gatos, ratos, baratas
diminuem sua solidão.
O pé na poça d’água
interrompe a caminhada
A tristesa
o sentimento
não se modificam.
Inquieto.
A tristesa dos becos
interrompe a solidão
modificando a caminhada.
Gatos, ratos, baratas,
perambulam…
Finjo ou desisto?
Finjo e me
entrego e me
submeto e me
escondo e me
abro e me
explico e me
permito e me
embriago e me
triplico.
Finjo e me
aceito e
finjo e finjo e
desisto.



Palavras frias
Olho
insistentemente
o azul escuro
desta noite sombria.
Vejo
estrelas escondidas
atrás de nuvens carregadas
sopradas por um vento tímido.
Sinto
Mudanças
que arrepiam
e deixam a pele fria
Penso
nas perguntas e
nas respostas
que não alcanço.
Desisto
e volto
às estrelas e nuvens e ventos
a procura
de perguntas
e respostas
impregnadas
na pele fria
que se arrepia.