Lágrimas

Os olhos

se abrem

e respondem

às súplicas.

Delas.

Caem

lágrimas

que se petrificam no ar.

Estalactites.

Estalagmites.

Um sorriso e a dor

que por si só se explicam.

Fecham-se,

novamente,

os olhos

a chorar…

Namorar sempre

Um encontro,

uma data,

uma garrafa de vinho

à véspera.

O vinho desce

e aquece os corações.

Reações intempestivas

atiçam a libido

dos corpos

que se acasalam

em todos

ou em qualquer lugar.

Uma data,

um encontro…

É isto

e é assim.

PS: Normalmente sou mais racional nestas

datas como a de hoje mas como li aqui na Tita

e concordo com o que ela escreveu,  fiz um texto mai, mais, fiz este poema,

O sentido do sentimento

Percorrendo as curvas do teu corpo

Reduzo a velocidade do meu andar

Apreciando o que sinto.

A pele macia

as mãos

o sorriso

o gozo.

Carícias que nos ascendem

Carícias que acendem em nós

o desejo, o amor, o tesão.

São dois corpos entre lençóis

que vão se perdendo no chão

do quarto.

O quarto que se transforma

e as quatro paredes se expandem

e se comprimem

tal qual nossos corpos

que atingem o ápice da relação.

Não há limites,

Não há limites.

Não há segredos.

Não há começo

E não há fim

POEMA MÉTRICO

Quando estive a cem metros

Pensei em ir em frente.

Refleti e percebi que

Se fosse mais cem metros

Estaria duzentos metros a frente dos

cem metros que estive

quando tu estavas cem metros atrás

dos duzentos metros deste poema infiel e

ridiculamente medido.

O passageiro

 

A casa,

o quarto,

a janela,

a cortina,

a rua.

A calçada cheia de pessoas que olham

e me vêem passar.

Pessoas que pensam

e me vêem passar.

Pessoas que falam

e me vêem passar.

Pessoas que sorriem

e me vêem passar.

Pessoas que caçoam

e me vêem passar

Pessoas que andam

e me vêem passar.

Pessoas que passam

e me vêem passar…

Clicky Web Analytics