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A imagem no espelho
Um espelho
uma imagem.
A caverna que esconde os morcegos
mostra a escuridão
de um poço sem fundo.
A imagem se despedaça
o espelho quebrado
dilacera a face
que não mais se agrupa
A máscara cai.
A verdade
transforma em cacos
os reflexos
de uma imagem
que não era
a minha,
nem a tua,
nem de ninguém.
É o destino (para quem acredita nele)
Os medos
se alternam e se
encontram no final das frases.
As culpas percorrem a consciência e se
alojam onde podem.
Chove
e
os olhos vão junto,
lágrimas molham o rosto
e as histórias contadas
em prosa e verso
neste livro reescrito
sinalizam
o final num
destino
já traçado.
Devagar
Sento e sinto
Penso e reflito
Imagino e digo
Corro e fujo
Mato e morro
Você me atormenta
Por vezes acalenta
Em câmera lenta
Destino infinito.
Andanças
Invado
a minha privacidade
E perturbo o
meu retiro.
Esperneio,
reclamo,
grito.
Mas não ouço
a minha própria voz.
Meus pensamentos
somem entre as nuvens.
Saio do privado
e em público
me abandono.
Agora
as lágrimas substituem
o sorriso
que chora
pelo objetivo
alcançado…


Mãos
Trêmulas
mãos
minhas.
Procuram e encontram
as tuas.
Mãos nas mãos
tranquilizam o momento
e o voo se realiza.
Mãos, minhas
nas mãos, tuas
destino infinito
Mãos nas mãos
nos levam
e trazem
de volta
ao caminho.
Mãos…