Novos “chefes”, novos desafios

Quando menos esperamos, estamos de “chefe” novo. Todos temos algum tipo de reação.

O João fica feliz porque não agüentava mais o “chefe” anterior; O Pedro não gostou porque perdeu aquela carona certa das sextas-feiras; A Patrícia, sempre solícita, até já colocou flores na mesa dele; A Elisa pensando em reestrear todos aqueles minivestes e sandálias; O Milton mantendo-se neutro porque, já estando a muito tempo na empresa, sabe que vem chefe, vai chefe e pouca coisa muda, pouca coisa acontece…

Mas e o chefe.

Qual é a expectativa dele?
O que ele estaria pensando ou sentindo? Desligar-se de determinado setor, (ou loja ou departamento) onde trabalha com uma equipe formada e dirigir-se a outro, as vezes em outro bairro ou outra cidade, largar a equipe formada que, logicamente, não é a melhor ou a mais perfeita, para trabalhar com outra que precisa ser moldada?

Nestas hora, é evidente, o profissionalismo predomina mas a emoção também toma conta dos envolvidos, uns por despedirem-se de um longo convívio, outros pela expectativa e pela novidade.

Quando menos se espera está-se chefe de uma nova equipe, em um outro local, enfrentando novos desafios e tentando entrar no coração ou na cabeça de cada novo colaborador para conseguir tirar o máximo que cada um pode dar para atingir conjuntamente os objetivos e metas estabelecidos.

Este é o meu desafio a partir do dia 10 e esforço-me para alcançá-lo.

É evidente que se o Augusto já tivesse postado algo sobre isso minha tarefa seria facilitada…

Primeiro de abril

Não estava muito a fim de escrever hoje, pouca inspiração, assuntos indefinidos, e, estas histórias de 1° de abril que desde sempre me enchiam o saco deixavam irritado, mas agora ao ler os artigos dos blogs que assino deparei-me com o do Jânio e da Nathália que aguçaram em mim o interesse pela postagem.

Pegadinhas infames, mentirinhas descabidas, histórias inventadas por quem não tem o que fazer ou simples brincadeiras inocentes da infância? É dificil mensurar.

Lembro-me de uma destas brincadeiras que ao fim e ao cabo parou-se no hospital porque alguém não gostou, e, da piada indesejada à agressão foi um passo.

Lembro-me da Revolução/Golpe de 1964 (não que estive presente, lembro-me através dos livros) que ocorreu num 1° de abril mas que se conta como ocorrida em 31de março para fugir da concorrência.

Mas o que mais me lembro, e todos os anos é festejado (espero que o convite venha logo) é do aniversário de minha querida irmã, nascida, sem culpa, num 1° de abril, a alguns anos.

E isto não é mentira!!!

As emoções do dia a dia

Ontem me emocionei.

As lágrimas cairam dos meus olhos e rolaram pelo rosto onde foram discretamente secadas. Chorei.

Já mencionei, anteriormente, que trabalho numa grande empresa varejista que tem mais de oitenta filiais distribuídas pelo Rio Grande do Sul. Exerço minhas atividades numa das oitenta filiais, no cargo de gerente. Minha principal função é manter os dez colaboradores desta filial motivados. Trabalhamos com vendas e o fator primordial para efetuar vendas e fechar metas é a união do grupo e sua constante motivação.

A empresa é familiar, mas é dirigida profissionalmente e dá aos seus colaboradores inúmeras oportunidades de crescimento. Todos os anos acontece um concurso interno onde são selecionados vinte,  para através de treinamentos, reuniões para estudos , conhecimentos na própria empresa, ocupar um cargo de gerenciamento, de liderança (já passei por isso).

Pela manhã em mais uma reunião de trabalho, já focando o próximo mês, discutimos os assuntos pertinentes e quase ao final solicitei que a Ana Paula nos falasse sobre a sua aprovação no acima citado concurso.

“Estar entre os vinte, ser uma de tantos que tentaram, é algo indescritível. É um privilégio. É uma ascensão profissional e financeira que se consegue com muito trabalho e dedicação”.

A menina chorou e contagiou a todos. Para nós, que lideramos um grupo pequeno e deste grupo um se destaca e é selecionado para o treinamento, é gratificante.

Chorei. Chorei de orgulho por poder contribuir ainda que minimamente neste processo.

Agora, bem, agora vou em busca de  outras lágrimas, pois daqui a um ano o processo se renovará e nosso trabalho será árduo se quisermos contribuir novamente na formação do próximo grupo.

Parabéns Ana Paula.

A Páscoa e nossos pecados

As vezes fico imaginando o futuro e as pesquisas que farão sobre o nosso tempo daqui a 100/200 anos.

-”Olha só o que descobri: reuniam-se em um prédio de concreto, arredondado, alguns cobertos, e bem no centro tinha um gramado onde alguns corriam de lá para cá atrás de uma circunferência de couro”;

-”Observem estas imagens: parecem veículos de transporte, andam no chão e numa velocidade muito lenta (160 km/h)”.

Muitas coisas interessantes e profundamente inéditas poderão ser estudadas. Tem os cemitérios, os postos de gasolina, a dança do créu, as praias, mas como ainda não existe o teletransporte, ou a viagem através do tempo (será que não existe mesmo?) não consigo ir até o futuro e fico só na imaginação, continuando a escrever sobre o passado e o presente.

Dia 23 de março será o Domingo de Páscoa, precedido do sábado de aleluia, da sexta-feira santa, enfim da semana santa.

Na minha infância/adolescência estes dias santificados eram muito mais considerados datas religiosas do que hoje em dia em que a maioria do povo aproveita o “feriadão” e nem sabe o real significado da Páscoa.

Morando no interior do interior, numa época em que o consumismo não era tão desenfreado e que fabricávamos nossos próprios brinquedos com sucatas, a sexta-feira santa era sagrada. Não se podia falar alto, subir nas árvores frutíferas para degustar os frutos, correr ou jogar bola nos potreiros (campo cercado onde se prendia o gado). A molecada jasia prostrada aos quatro cantos da casa ou da área que englobava a propriedade.

Tudo era pecado. Nem tudo, ou, nem para todos tudo era pecado.

Os pais do Milton, meu amigo de infância, tinham uma enorme propriedade agrícola e de pecuária, onde todos os dias ordenhavam as vacas e as soltavam no potreiro, mas nas sextas-feiras santas deixavam o gado confinado nas estrebarias (local onde o gado ficava de noite ou quando chovia e era alimentado) e liberavam o campo, onde, imediatamente, colocávamos as golerias já fabricadas, demarcávamos o gramado e após a escolha dos times, em média 15 para cada lado, jogávamos, jogávamos e jogávamos.

As vezes nem almoçávamos, as vezes o jogo iniciava após o almoço, as vezes já estava escuro, anoitecendo, e continuávamos a jogar.

Por alguns anos nos encontrávamos na casa do Milton, nas sextas-feiras santas e nossos pais nem sabiam que era para jogar futebol (qualquer movimento mais brusco era proibido)

Era uma época de restrições mas também de procura de alternativas e quando encontrávamos alguém com uma visão mais liberal dos fatos, como os pais do Milton, em quem podíamos nos apoiar, chegávamos a conclusão que muitas coisas ainda, e sempre, poderiam ser alteradas e que nem todos os pecados são tão pecados assim

Dia internacional da mulher - sou contra

Vou falar hoje, não vou esperar até 8 de março:

Sou contra o dia internacional da mulher.

Porque estabelecer um dia especial para as mulheres se o mesmo não é feito para os homens? Não se trata de machismo ou anti-feminismo, trata-se de igualdade de direitos como a muito é reinvindicado por todos.

A mulher é especial. Comparando com o homem, ela é mais sensível, é mais amiga, é mais amante, é mais honesta, é mais meticulosa, é mais batalhadora, é mais companheira, é mais confiável, é mais calma, é mais perspicaz, é mais objetiva, é mais lúcida, é mais otimista, é mais feliz, é mais coerente, é mais expressiva, é mais inteligente, é mais sentimental, é mais forte do que ele, mas mesmo assim, sou contra.

Sou contra porque desde sempre considerei a mulher como algo impressindível na sociedade em geral e tem um papel importantíssimo na engrenagem do dia a dia em todos os segmentos. Sou contra porque um dia só é pouco e não adianta fazer todas as homenagens em um dia e nos demais estuprá-las, escravizá-las sexualmente, agredí-las e engravidá-las em meio a um porre e outro.

Vamos amar as mulheres e deixar que elas nos amem. Vamos compreendê-las e fazer com que nos compreendam. Vamos andar lado a lado, pois assim alcançaremos com mais segurança os nossos objetivos.

Sejamos sensíveis e junto com a sensibilidade delas construamos um mundo mais humano, sem reeditar preconceitos que escravizam a todos.

Sou contra o dia internacional da mulher, mas infinitamente a favor delas.

PS: Dedico este artigo a minha esposa e às minhas duas filhas.

 

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