Histórias da mãe

Sempre gostei muito da mãe, principalmente da mãe dos meus filhos, mas com a minha aprendi muito.

Nasci em casa porque naquela época as crianças eram geradas e concebidas para trabalhar na roça, porque meu pai era “Caixeiro-viajante” e só aparecia de quando em vez em casa e porque não dava tempo e nem se tinha dinheiro para ir ao hospital.

Ensinou-me, ela, a pensar cedo na vida isolando-me no cercado para bebês onde entre um pensamento e outro, eu chorava e batia a parte de trás da cabeça na parede, tentando chamar atenção.

Ensinou-me, ela, as primeiras noções de organização, a mim e aos meus irmãos, orientando-nos:

Tu lavas a louça, tu a secas, tu varres a casa, tu limpas o pátio…

Ensinou-me, ela, os princípios da hierarquia - Primeiro o pai, depois o pai, mais tarde o pai e só então os demais.

Ensinou-me, ela, os princípios da solidariedade quando punha-nos naquela banheira grande onde o irmão mais velho tomava banho, depois a irmã, depois a escada ia descendo até o caçula, todos na mesma água.

Lembro-me de um episódio em que, no alto dos meus 12/13 anos, fui convidado para o aniversário de uma colega, dinheiro para presente não tinha e ela colheu uma rosa no quintal para que eu presenteasse. Claro que joguei a flor fora para não pagar este mico, mas hoje entendo melhor o gesto.

Tive algumas muitas diferenças com ela, mas quem não as tem e procurei procuro agir com os meus filhos baseado na experiência que vivi.(Não vou contar todas porque no ano que vem tem mais artigos)

Hoje curtimos o dia das mães em família e apesar de acharmos que todos os dias é dia da mãe, do pai, do filho, do amigo, do pedreiro, do carpinteiro, do estudante, da criança, do fulano, do beltrano… reunimo-nos , nosso filho e nossas filhas e seus companheiros(as) para aquele churrasco glorioso.

Cada filho tem uma história para contar e de muitas até participei, mas isto vou deixar para que eles contem.

Feliz dia das mães e quanto menos comercial melhor.

O mal que me assola

Sofro de uma doença (in)curável. É difícil para mim falar sobre ela, mas após mais um episódio do Dr. House encorajei-me.

É uma doença que me acompanha a muito. Trata-se de um vírus que instalou-se no meu organismo e afetou, principalmente, o cérebro e o coração. No início mexeu com meu raciocínio lógico o que me fez ter atitudes e tomar decisões irracionais que normalmente não tomaria.

Meus amigos íntimos filhos sabem, pois convivem comigo, que esta doença, por vezes, até diminui os sintomas, mas quando menos esperamos lá está ela manifestando-se novamente.

Já morei em diversas cidades para variar o clima. Já trabalhei em diversas empresas para conviver com outras pessoas. Já passei férias com a esposa em diversos lugares, no frio, no calor, no sol ou nas sombras onde as temperaturas são mais geladas.

Já tentei tratamentos milagrosos, já tentei a religião, até tentei charlatões, mas nada de cura.

A doença foi aos poucos tomando conta do coração que se tornou, além de uma bomba que administra o corpo, uma peça chave nas decisões extra corpóreas que tomamos.

O amor realmente é uma “doença”. Por trinta anos ele me acompanha e vai dia, vem dia, parece que aumenta.

Vou confessar:

Sofro do “Mal do amor!!”

Esta “doença” que foi crescendo aos poucos tornou-se crônica tomando conta por completo do meu corpo e minha alma.

Tá certo. A medicina evolui ano após ano, mas torço para que não descubram nunca a cura para este mal, que a doença permaneça causando todos os efeitos que causa e que esta paixão que sinto se eternize.

Torço para que o “Mal do amor” se espalhe e tal qual a dengue se infiltre onde possível for.

Que o “Mal do amor” atinja todos vocês.

Novos “chefes”, novos desafios

Quando menos esperamos, estamos de “chefe” novo. Todos temos algum tipo de reação.

O João fica feliz porque não agüentava mais o “chefe” anterior; O Pedro não gostou porque perdeu aquela carona certa das sextas-feiras; A Patrícia, sempre solícita, até já colocou flores na mesa dele; A Elisa pensando em reestrear todos aqueles minivestes e sandálias; O Milton mantendo-se neutro porque, já estando a muito tempo na empresa, sabe que vem chefe, vai chefe e pouca coisa muda, pouca coisa acontece…

Mas e o chefe.

Qual é a expectativa dele?
O que ele estaria pensando ou sentindo? Desligar-se de determinado setor, (ou loja ou departamento) onde trabalha com uma equipe formada e dirigir-se a outro, as vezes em outro bairro ou outra cidade, largar a equipe formada que, logicamente, não é a melhor ou a mais perfeita, para trabalhar com outra que precisa ser moldada?

Nestas hora, é evidente, o profissionalismo predomina mas a emoção também toma conta dos envolvidos, uns por despedirem-se de um longo convívio, outros pela expectativa e pela novidade.

Quando menos se espera está-se chefe de uma nova equipe, em um outro local, enfrentando novos desafios e tentando entrar no coração ou na cabeça de cada novo colaborador para conseguir tirar o máximo que cada um pode dar para atingir conjuntamente os objetivos e metas estabelecidos.

Este é o meu desafio a partir do dia 10 e esforço-me para alcançá-lo.

É evidente que se o Augusto já tivesse postado algo sobre isso minha tarefa seria facilitada…

Primeiro de abril

Não estava muito a fim de escrever hoje, pouca inspiração, assuntos indefinidos, e, estas histórias de 1° de abril que desde sempre me enchiam o saco deixavam irritado, mas agora ao ler os artigos dos blogs que assino deparei-me com o do Jânio e da Nathália que aguçaram em mim o interesse pela postagem.

Pegadinhas infames, mentirinhas descabidas, histórias inventadas por quem não tem o que fazer ou simples brincadeiras inocentes da infância? É dificil mensurar.

Lembro-me de uma destas brincadeiras que ao fim e ao cabo parou-se no hospital porque alguém não gostou, e, da piada indesejada à agressão foi um passo.

Lembro-me da Revolução/Golpe de 1964 (não que estive presente, lembro-me através dos livros) que ocorreu num 1° de abril mas que se conta como ocorrida em 31de março para fugir da concorrência.

Mas o que mais me lembro, e todos os anos é festejado (espero que o convite venha logo) é do aniversário de minha querida irmã, nascida, sem culpa, num 1° de abril, a alguns anos.

E isto não é mentira!!!

As emoções do dia a dia

Ontem me emocionei.

As lágrimas cairam dos meus olhos e rolaram pelo rosto onde foram discretamente secadas. Chorei.

Já mencionei, anteriormente, que trabalho numa grande empresa varejista que tem mais de oitenta filiais distribuídas pelo Rio Grande do Sul. Exerço minhas atividades numa das oitenta filiais, no cargo de gerente. Minha principal função é manter os dez colaboradores desta filial motivados. Trabalhamos com vendas e o fator primordial para efetuar vendas e fechar metas é a união do grupo e sua constante motivação.

A empresa é familiar, mas é dirigida profissionalmente e dá aos seus colaboradores inúmeras oportunidades de crescimento. Todos os anos acontece um concurso interno onde são selecionados vinte,  para através de treinamentos, reuniões para estudos , conhecimentos na própria empresa, ocupar um cargo de gerenciamento, de liderança (já passei por isso).

Pela manhã em mais uma reunião de trabalho, já focando o próximo mês, discutimos os assuntos pertinentes e quase ao final solicitei que a Ana Paula nos falasse sobre a sua aprovação no acima citado concurso.

“Estar entre os vinte, ser uma de tantos que tentaram, é algo indescritível. É um privilégio. É uma ascensão profissional e financeira que se consegue com muito trabalho e dedicação”.

A menina chorou e contagiou a todos. Para nós, que lideramos um grupo pequeno e deste grupo um se destaca e é selecionado para o treinamento, é gratificante.

Chorei. Chorei de orgulho por poder contribuir ainda que minimamente neste processo.

Agora, bem, agora vou em busca de  outras lágrimas, pois daqui a um ano o processo se renovará e nosso trabalho será árduo se quisermos contribuir novamente na formação do próximo grupo.

Parabéns Ana Paula.

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