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A psicologia entre pais e filhos
Todo pai e toda mãe tem que usar muito de psicologia para administrar os filhos, dar exemplos, compreendê-los, encaminhá-los. Nestas minhas andanças já vi muita coisa sendo usada e tem uma que o meu cunhado sempre usava e outra que nós criamos lá em casa, que tinha e tem um efeito sobre os nossos filhos e que repassamos a nossos amigos que usaram na educação dos filhos deles.
-Bagunça generalizada e o Cristiano tentando por ordem na casa, filho pequeno, amiguinhos, correria, pulos na piscina, bola pra cá e pra lá, mais correria, a água da piscina invadindo o espaço da churrasqueira, crianças, pulando na água, água voando sobre as mesas, bolas, crianças, água e ninguém ouvindo os apelos carinhosos do churrasqueiro na tentativa de amenizar os efeitos negativos das brincadeiras que já estavam extrapolando o bom senso, até que do alto da sua experiência de pai-psicólogo ele pega seu filho pela mão, arrasta-o para um canto, abaixa-se e explica falando baixo, explica falando normal e por fim explica GRITANDO já que era só desta maneira que o garoto entenderia. E entendeu. Depois deste episódio, sempre que necessário, dizíamos : Queres que eu explique como o tio Cristiano explica? Claro que não precisava pois a lição ficou na memória de todos.
-Almoço servido, purê de batatas, molho de frango, salada e nossa filha de três anos não querendo comer. Tentativas da mãe, tentativas do pai e nada da criança comer, mais tentativas, mais conversas e nada. A criança chora e reclama e chora e não quer comer. O pai e a mãe já irritados e sem mais idéias para convencer a filha, até que na última hora o pai-psicólogo entra em ação, pega o prato, divide ao meio o purê que tem nele e diz: Dividi tua comida ao meio, primeiro tu comes esta metade e depois tu comes a outra metade. Pronto. Criança feliz, mãe feliz, pai feliz. A guria comeu tudo e mais uma máxima na psicologia foi criada.
Estudos são feitos, livros são escritos, mas a experiência que os pais adquirem com os próprios filhos não tem preço.
Entenderam? Não? Última chance: Primeiro leiam a metade de cima, depois a outra metade ou vão querer que o tio Cristiano EXPLIQUE…
Trabalho, vícios, férias, calor infernal e alimentação saudável
Chegar do trabalho depois de mais um dia cansativo, mas gratificante, onde as metas que estipulamos foram alcançadas, é algo inexplicável. Caí 40° (parafraseando) quando não é quente chove e inunda como na foto, suor tomando conta do corpo das 8:00 h da manhã até às 8:00 h da noite, corpo e mente pedindo sossego e você o que faz?
A roupa do dia a dia é jogada num canto, visto bermuda e camiseta e tênis e vou caminhar? (volta Lene que contigo é mais prazeiroso) Sim, eu vou. Caminho, caminho e me reabilito para a vida. Colocar os pensamentos em ordem, fazer aquela reciclagem e deletar alguns problemas que surgiram no dia ou encontrar a solução de outros.
Isto aqui está parecendo um diário Depois, para não deixar de cultivar meu vício, aquela cuia de porongo, aquela erva mate, a bomba, a água no ponto e o chimarrão vou sorvendo. Mas que vício que nada. Esta é uma das maiores e melhores tradições dos gaúchos que mesmo neste calor infernal tem gente que não entende tomam o seu chimarrão.
Mas aí eu fico pensando, se o diabo (e seu inferno) mudou-se para esta parte do planeta e implantou sua indústria calorífica para acabar com a esperança de um clima quase perfeito, o que poderemos fazer?
Abandonar o hábito do chimarrão? Não mais comer o nosso churrasco que já faz parte da culinária mundial?
Não, eu não estou aqui para trazer respostas, eu quero é implantar cada vez mais perguntas para que quem tiver capacidade ou inteligência ou vontade, responda.
Bom, agora, aqui, no meio do texto a água acabou e chega de chimarrão. Fazer aquele sanduíche saudável, pois a tempos já aderi a este lanche noturno, além das cenouras e beterrabas raladas, muita alface, brócolis, beringela, abacaxi, mamão, mangas. Hoje fiquei sabendo que sementes de girassol é muito bom, quem sabe um dia eu experimente.
E a noite cai xavão e o calor não passa e o BBB insiste em invadir a sala aqui de casa e o ar já está ligado no quarto e os pensamentos me levam ao início do texto e penso nas férias que serão em fevereiro e lembro do Cruzeiro que ganhamos naquela promoção interna da empresa ( Fernando de Noronha que nos espere)
e percebo que realmente é gratificante trabalhar e fechar metas e ganhar prêmios e sair de férias e retornar para o trabalho, mas rezando para que o calor diminua para que possamos continuar com os nossos pequenos vícios.
Vê-se que nem tudo está perdido, como dizia o Renato Russo.
Criança sorri e emociona quem as faz sorrir
“Botei meu sapatinho na janela do quintal,
papai noel deixou meu presente de natal.
Como é que papai noel não se esquece de ninguém,
seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem…”
Cresci ouvindo e cantando esta música que nos encantava e nos envolvia nesta magia que era o Natal. Colocar o sapato na janela era uma de nossas práticas em tempo de criança (te lembra Neusa?) e sempre encontrávamos algo, nas manhãs em que acordávamos excitados em busca do presente que, financeiramente, não significava muito mas e a magia… Ah!!!! A magia…
Incentivamos este costume na nossa família e a repetição dos atos por nossos filhos nos deixava muito felizes. Lembro que certa vez a Camila, nossa filha mais nova, no alto dos seus quatro/cinco anos, não lembro bem, chamou-me e pediu ajuda para colocar o “sapatinho” na janela. Colocamos e ela com muita ansiedade queria ir dormir logo para que a noite passasse, para que a manhã chegasse, para que o papai noel deixasse um bombom, um chocolate seu presentinho.
Que beleza, pensei, mas logo percebi que nada tínhamos em casa, caramelo, bombom, chocolate, pirulito, para que o “papai noel” colocasse no sapato. Bateu o desespero, como interromper tão precocemente esta magia? Como dizer a filha que o “papai noel” nada tinha para deixar?
Ideia!!!!!
“Querida Camila! Faltam treze dias para o Natal. Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada, pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado. Eu voltarei. Abraços : PAPAI NOEL”
Um bilhete que a deixou feliz e que por muito tempo ela mostrava aos irmãos e colegas. Algum tempo depois falamos sobre o fato e sobre a importância que pequenos gestos podem colaborar com a felicidade e com a realização dos sonhos, mesmo que sejam sonhos pequenos, simples, como receber um bombom num sapato que se coloca na janela do quintal.
Feliz Natal a todos
A primeira gata ninguém esquece
Minha filha é uma gata e gosta muito de gatos, assim como seu marido que também gosta de gatos e gatas.
Não, não vou escrever aqui sobre casais e gatos e suas relações, mas sim sobre gatos de verdade, de pele e osso e alma, assim como o nosso gato Fredy.
A primeira gata deles foi a Piti, uma siamesa excêntrica, que tinha uma personalidade difícil, muito rebelde e autoritária e que só aceitava carinho dos dois. Se um outro gato ou outra pessoa se aproximava, rosnava, miava, quando não atacava ou arranhava.
Foi ela, a Piti, que fez a família crescer e os primeiros filhotes foram surgindo e dando ideia a formação de um clã que aos poucos foi aumentando.
O Lulu e o Fôfo nasceram e foram se misturando aos que foram adotados, encontrados em vias públicas ou como a Guna (muito magra e faminta) que foi trazido de Laguna em uma viagem.
Hoje eles têm 14 gatos (até trocaram de apartamento e se mudaram para uma casa onde tem mais lugar) que são:
Tulinho, Tinho, Tito, Lúcia, Chico, Narizinho, Cuca, Fôfo, Lulu, Lelo, Guna e os três mais recentes (os que estão abaixo nas fotos) a Musse, o Kiko e o sem nome, quem sabem o chamem de “blogue” ou de “artigo”.


Dá gosto de ver os gatos correndo de cima para baixo, vê-los perfilados nos seus potes de ração ou água quando se alimentam e ver a dedicação do casal com cada um deles (até um vocabulário próprio eles criaram).
Só falta escrever, agora, do Ariel e da Raíssa, os dois cães da casa que ajudam a cuidar dos gatinhos, que foram adotados e se safaram de uma morte prematura. O Ariel porque estava doente e com uma perna quebrada e a Raíssa porque o dono do cão não o queria mais.
Quase sempre a vida de cães e gatos é difícil, sofrida, mas estes 16 ganharam na loteria e vivem a vida que pediram a Deus…


Colcha de calças de jeans usadas
Aplaudo sempre as grandes idéias, mas quando a Marlene veio com esta, confesso que fiquei meio cético: Fazer uma colcha para cama de casal com calças jeans usadas, ao meu ver, seria impossível. Para ela não.
Arquitetou, pesquisou, desenhou, lubrificou a máquina de costura, abriu o bau, procurou no fundo das gavetas e dos roupeiros, cortou o cós, as partes rasgadas e o que não dava para utilizar, alinhavou, costurou e … fez a colcha.
Surgiram calças e mais calças e mais calças de anos e anos de uso, calças minhas, calças dela, calças dos filhos, calças bem lavadas, surradas, calças quase novas, calças usadas e usadas e usadas como aquela da Camila que já estava se desintegrando e ela insistia em usar, calças como aquela minha que rasgou toda naquele dia em que precisei fugir dos quero-queros me me perseguiam com rasantes e seu ferrão a mostra e ao pular a cerca fiquei preso no arame farpado, calças com o aquela em que… são tantas histórias envolvidas que um texto só não basta.
Não sei de onde ela consegui tanto jeans, porque muita roupa que não usamos mais doamos a quem delas possa, ainda, tirar proveito, mas enfim a colcha ficou pronta conforme a fotografia abaixo demonstra e o meu ceticismo deu lugar a alegria de ver uma colcha nova sobre a nossa cama.
Até o Fredy gostou da idéia e como disse lá no início, grandes idéias, muitos aplausos.