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	<title>Movido a Vapor &#187; Pensamentos</title>
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	<description>Por que a vida não é simples assim</description>
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		<title>Conclus&#245;es conclusivas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 01:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A cabe&#231;a dolorida rola em dire&#231;&#227;o as pequenas teorias que n&#227;o solucionam a dor. Escravizados pelos efeitos rebuscados de imagens projetadas e de espectativas criadas os pensamentos se afastam dos objetivos e aceleram a sua busca do nada. O que seria o nada se a aus&#234;ncia total da cor &#233; que caracteriza o branco?
Os  pensamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">A cabe&ccedil;a dolorida rola em dire&ccedil;&atilde;o as pequenas teorias que n&atilde;o solucionam a dor. Escravizados pelos efeitos rebuscados de imagens projetadas e de espectativas criadas os pensamentos se afastam dos objetivos e aceleram a sua busca do nada. O que seria o nada se a aus&ecirc;ncia total da cor &eacute; que caracteriza o branco?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Os  pensamentos invadem os vazios e criam ecos que ningu&eacute;m escuta.</strong></p>
<p style="text-align: center;">Palavras aos ventos s&atilde;o escritas e sobrepostas em folhas  de papel colorido. Volto &agrave;s cores sem perceber, mas porque n&atilde;o misturar cores e palavras e dores e amores e sabores e dissabores,  se elas se manifestam aleatoriamente e sem convites formais?</p>
<p style="text-align: center;">Fugir de constru&ccedil;&otilde;es metaf&iacute;sicas e confundi-las com as filosofias existentes n&atilde;o me atrai. N&atilde;o quero, mas preciso, entender o mundo em que vivo e para isto me isolo em sil&ecirc;ncio no meio dos barulhos naturais e dos artificialmente produzidos.</p>
<p style="text-align: center;">Basta. N&atilde;o h&aacute; conclus&otilde;es conclusivas, mas as busco, desenfreadamente, e continuo nesta medita&ccedil;&atilde;o em meio aos sons que n&atilde;o identifico, em meio as luzes que penetram pelas frestas das janelas  e em meio aos cheiros e odores que me remetem a lembran&ccedil;as esquecidas e armazenadas na &#8220;caixa-preta&#8221; da vida.</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Loucas loucuras</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 01:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo &#233; dos loucos. Loucos, loucos, cada vez mais loucos. Somos todos. Loucos. E isto &#233; o que nos conduz a frente em busca de nossos sonhos. Ter&#227;o os loucos sonhos? Ser&#227;o sonhos ou ser&#227;o pequenas loucuras inseridas em bal&#245;es de ensaio a espera de solu&#231;&#245;es e de teorias conspirat&#243;rias sobre todas as coisas?
Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo &eacute; dos loucos. Loucos, loucos, cada vez mais loucos. Somos todos. Loucos. E isto &eacute; o que nos conduz a frente em busca de nossos sonhos. Ter&atilde;o os loucos sonhos? Ser&atilde;o sonhos ou ser&atilde;o pequenas loucuras inseridas em bal&otilde;es de ensaio a espera de solu&ccedil;&otilde;es e de teorias conspirat&oacute;rias sobre todas as coisas?</p>
<p>Que loucura!!!!</p>
<p>Seria a loucura um diferencial para nos destacarmos no meio em que vivemos e na sociedade? Mas quem, quem ir&aacute; nos julgar? Quem poder&aacute; assinalar que este, aquele, aquele outro, ou um terceiro &eacute; louco, se louco &eacute; quem me diz, como escreve o poeta?</p>
<p>Precisamos de atos de loucura para convencermos aos nossos amigos, aos nossos clientes, aos nossos colegas, aos nossos patr&otilde;es, que somos normais&#8230;</p>
<p>O que &eacute; a loucura sen&atilde;o uma aus&ecirc;ncia de raz&atilde;o onde nunca ouve raz&atilde;o?</p>
<p>Sei l&aacute;&#8230;</p>
<p>Louco &eacute; o gato que desenrola o novelo e nem sabe tricotar ou serei eu o louco que falo com o gato, que falo com o c&atilde;o que falo com o p&aacute;ssaro e as vezes comigo mesmo em frente ao espelho que reflete um outro eu que tamb&eacute;m est&aacute; envolto em meio a toda esta loucura.</p>
<p>O mundo &eacute; dos loucos. Hitler, Einstein, Pel&eacute;, John Lennon, Zezinho, Jo&atilde;ozinho, Pedrinho, n&atilde;o importa. Um dia todos os gens de transmutar&atilde;o e se igualar&atilde;o em caracter&iacute;sticas e os execrados loucos e os festejados g&ecirc;nios se misturar&atilde;o em meio a multid&atilde;o e nunca mais ser&atilde;o identificados.</p>
<p>De louco e de g&ecirc;nio e de poeta e de sonhadores, todos temos um pouco.</p>
<p>O qu&ecirc;? Vai me dizer que voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; nem um pouquinho louco?</p>
<p>Eu sou&#8230;</p>
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		<title>Estado de esp&#237;rito</title>
		<link>http://movidoavapor.com/estado-de-espirito/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 00:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[




&#8220;Voltando, percebo que tudo est&#225; t&#227;o vazio,  sinto saudades at&#233; das gramas mal cortadas, do capim que cresce l&#225; ao fundo e das arauc&#225;rias que expelem as suas pinhas.&#8221;

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2010/04/arauc&aacute;rias.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2739" title="arauc&aacute;rias" src="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2010/04/arauc&aacute;rias-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Voltando, percebo que tudo est&aacute; t&atilde;o vazio,  sinto saudades at&eacute; das gramas mal cortadas, do capim que cresce l&aacute; ao fundo e das arauc&aacute;rias que expelem as suas pinhas.&#8221;</strong></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Outonos e quadros e mudan&#231;as e cores</title>
		<link>http://movidoavapor.com/outonos-e-quadros-e-mudancas-e-cores/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 03:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim, lerda e sorrateiramente, ele vai se apresentando e tomando o lugar deste ver&#227;o que nos mostrou um sol t&#227;o forte que queimou muitas planta&#231;&#245;es e muitas &#225;rvores e muitos arbustos e muitos gramados e muitos cora&#231;&#245;es solit&#225;rios e apresentou suas garras atrav&#233;s dos terremotos, das tempestades, das chuvaradas e das enchurradas, das quedas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim, lerda e sorrateiramente, ele vai se apresentando e tomando o lugar deste ver&atilde;o que nos mostrou um sol t&atilde;o forte que queimou muitas planta&ccedil;&otilde;es e muitas &aacute;rvores e muitos arbustos e muitos gramados e muitos cora&ccedil;&otilde;es solit&aacute;rios e apresentou suas garras atrav&eacute;s dos terremotos, das tempestades, das chuvaradas e das enchurradas, das quedas de barreiras e quedas de pontes e mortes por inunda&ccedil;&otilde;es e mortes por soterramentos e mortes&#8230;</p>
<p>Mas ele vem diminuindo o efeito do sol, abrandando o seu calor e vem diminuindo os dias e vem diminuindo a claridade que ofusca os olhos dos que tem pouco a ver. E vem aumentando a escurid&atilde;o da noite  e aumentando o brilho das estrelas e tornando as noites mais agrad&aacute;veis e vem espalhando as folhas secas, pelas cal&ccedil;adas esburacadas ou pelos passeios das pra&ccedil;as, que caem das &aacute;rvores frondosas como que preparando a metamorfose necess&aacute;ria para a sobreviv&ecirc;ncia nossa.</p>
<p>Lerda e sorrateiramente ele se apresenta e sem delongas vamos incorporando esta nova esta&ccedil;&atilde;o aos nossos sentimentos que necessitam destes ciclos para renov&aacute;-los.</p>
<p>O outono e suas mudan&ccedil;as nos conduzem por caminhos servindo de elo entre dois tempos extremos e, como em um <a href="http://sumartins.wordpress.com/2010/03/20/novas-cores/">quadro pintado</a>, abstratamente, por um pintor famoso, <span style="text-decoration: line-through;">ou que um dia alcance a fama</span> nos deixa a op&ccedil;&atilde;o de gostar ou n&atilde;o, apreciar ou n&atilde;o. Podemos comprar o quadro e fix&aacute;-lo na parede da sala do apartamento ou ir diariamente a galeria onde o quadro est&aacute; exposto para sorver toda a atmosfera e todo clima do local, todo entusiasmo das demais pessoas que tamb&eacute;m vieram a galeria em busca da paz e da tranquilidade que o<span style="text-decoration: line-through;"> outono</span> quadro emana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2010/03/outono.jpg"><img class="size-medium wp-image-2659 aligncenter" title="outono" src="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2010/03/outono-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a></p>
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		<title>O enredo de um filme que todos j&#225; vivemos e viveremos por muito tempo</title>
		<link>http://movidoavapor.com/o-enredo-de-um-filme-que-todos-ja-vivemos-e-viveremos-por-muito-tempo/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 01:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O esp&#237;rito natalino est&#225;, vagarosamente, se manifestando neste nosso dezembro equatorial em que nas ruas, nos shoppings movimentados, nas publicidades de revistas, jornais, r&#225;dios, tv&#8217;s&#8230; os papai-no&#233;is em suas vestimentas importadas do polo norte, suados e cansados, derramam simpatia, esperan&#231;a e o velho e contagiante  &#8220;HOHOHO&#8221;, enquanto que as lojas, os camel&#244;s, os vendedores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O esp&iacute;rito natalino est&aacute;, vagarosamente, se manifestando neste nosso dezembro equatorial em que nas ruas, nos shoppings movimentados, nas publicidades de revistas, jornais, r&aacute;dios, tv&#8217;s&#8230; os papai-no&eacute;is em suas vestimentas importadas do polo norte, suados e cansados, derramam simpatia, esperan&ccedil;a e o velho e contagiante  <strong>&#8220;HOHOHO&#8221;</strong>, enquanto que as lojas, os camel&ocirc;s, os vendedores de b&iacute;blias, enciclop&eacute;dias, perfumes, potes de pl&aacute;sticos de todos os tamanhos e sem utilidade, as floriculturas, os supermercados, as lojinhas que vendem enfeites, guirlandas de natal e presentinhos de dez a quinze reais para satisfazer a enormidade de &#8220;amigos secretos/ocultos&#8221; que participamos, as vendedoras aut&ocirc;nomas de <span style="text-decoration: line-through;">quinquilharias</span> bijouterias, aproveitam a ocasi&atilde;o para obter o maior lucro do ano, ainda mais que neste dezembro/2009 n&atilde;o se fala em crise financeira vinculada a crise dos Estados Unidos que tanto se falava em 2008.</p>
<p>E o aumento do consumo das drogas? E os acidentes com mortes fatais? E a corrup&ccedil;&atilde;o que se alastra tal qual erva daninha em todas as esferas administrativas do governos municipal, estadual, federal? (at&eacute; o governador do distrito federal!!!) E a fome e a mis&eacute;ria que aumentam proporcionalmente a <strong>natal</strong>idade? E os soldados enviados por Obama, o sr.nobel da paz, ao Afeganist&atilde;o? E  as bombas at&ocirc;micas que uns (EUA, R&uacute;ssia) podem ter e outros (Ir&atilde;) n&atilde;o. E os congestionamentos om&eacute;ricos logo ap&oacute;s um pouco de chuva? E as enchentes e vendavais que assolam os estados do sul? E o Flamengo que pensa novamente em ser campe&atilde;o?</p>
<p>Tudo, tudo fica para depois.  Depois do natal, depois do ano novo, depois da praia, depois da f&eacute;rias, depois&#8230;de a humanidade perceber que as coisas/fatos n&atilde;o s&atilde;o excludentes e que todos caminham lado a lado na mesma dire&ccedil;&atilde;o e em busca dos mesmos objetivos.</p>
<blockquote><p>PS:</p>
<p>E se eu acreditasse em &#8220;Papai-noel&#8221;, pediria a ele este novo refrigerador que a <a href="http://www.brastemp.com.br/produto/detalhes.aspx?pc=1692&amp;cc=39&amp;sc=0&amp;fc=0&amp;vc=0&amp;nm=REFRIGERADOR+BRASTEMP+INVERSE+INOX+480L">Brastemp</a> lan&ccedil;ou e que revolucionar&aacute; o mercado. Id&eacute;ias boas merecem ser aplaudidas.</p>
<p>T&aacute; bom, com um cd ou dvd do Raul Seixas tamb&eacute;m j&aacute; me contentaria.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminhando na solid&#227;o</title>
		<link>http://movidoavapor.com/caminhando-na-solidao/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 02:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caminhar, exercitar-me numa cidade onde as ruas e avenidas s&#227;o planas n&#227;o me cansa.
Fim de expediente, t&#234;nis, bermudas, camiseta e &#8220;pernas na estrada&#8221;. Trinta minutos, uma hora, ducha quase fria e como todo bom ga&#250;cho, tomar um bom chimarr&#227;o.
O vento sopra e balan&#231;a o sininho pendurado na sacada e o som produzido passa um sentimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caminhar, exercitar-me numa cidade onde as ruas e avenidas s&atilde;o planas n&atilde;o me cansa.</p>
<p>Fim de expediente, t&ecirc;nis, bermudas, camiseta e &#8220;pernas na estrada&#8221;. Trinta minutos, uma hora, ducha <span style="text-decoration: line-through;">quase</span> fria e como todo bom ga&uacute;cho, tomar um bom chimarr&atilde;o.</p>
<p>O vento sopra e balan&ccedil;a o sininho pendurado na sacada e o som produzido passa um sentimento de tranquilidade, de paz.</p>
<p>O apartamento est&aacute; deserto, nem o Fredy est&aacute; hoje, para correr sobre o estofado, receber-me &agrave; porta quando chego, ou miar aqueles miados chorosos, implorando ra&ccedil;&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, colo ou cama.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2281" title="Freddy" src="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2009/11/Freddy-300x225.jpg" alt="Freddy" width="300" height="225" /></p>
<p>A TV ligada, sem o som, contribui para amenizar a solid&atilde;o. O jornal de ontem me conta velhas novidades em forma de not&iacute;cias, mas o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano">Eduardo Galeano</a> me envolve na leitura de suas &#8220;As palavras Andantes&#8221; e em sua &#8220;Janela sobre o medo&#8221; ele diz:</p>
<p style="text-align: center;">A fome come o medo. O medo do sil&ecirc;ncio atordoa as ruas. O medo amea&ccedil;a.</p>
<p style="text-align: center;">Se voc&ecirc; amar, vai pegar aids</p>
<p style="text-align: center;">Se fumar, vai ter c&acirc;ncer</p>
<p style="text-align: center;">Se beber, vai ter acidentes</p>
<p style="text-align: center;">Se respirar, vai se contaminar</p>
<p style="text-align: center;">Se comer, vai ter colesterol</p>
<p style="text-align: center;">Se falar, vai perder o emprego</p>
<p style="text-align: center;">Se caminhar, vai ter viol&ecirc;ncia</p>
<p style="text-align: center;">Se pensar, vai ter ang&uacute;stia</p>
<p style="text-align: center;">Se duvidar, vai ter loucura</p>
<p style="text-align: center;">Se sentir, vai ter solid&atilde;o.</p>
<p style="text-align: left;">E n&atilde;o preciso escrever mais nada&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apag&#227;o</title>
		<link>http://movidoavapor.com/apagao/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 01:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[verdades ou mentiras]]></category>

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		<description><![CDATA[E como a maioria, tamb&#233;m sinto os efeitos do apag&#227;o. Deletei Apaguei os links das tv&#8217;s porque not&#237;cias velhas eu leio no jornal das manh&#227;s e as novas/instant&#226;neas eu vejo no twitter.
Algumas fotos da &#250;ltima viagem ao nordeste e aquelas do carnaval de 2003, algu&#233;m apagou.
O rascunho daquela poesia que escrevi depois daquela noite infinda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E como a maioria, tamb&eacute;m sinto os efeitos do apag&atilde;o. <span style="text-decoration: line-through;">Deletei</span> Apaguei os links das tv&#8217;s porque not&iacute;cias velhas eu leio no jornal das manh&atilde;s e as novas/instant&acirc;neas eu vejo no twitter.</p>
<p>Algumas fotos da &uacute;ltima viagem ao nordeste e aquelas do carnaval de 2003, algu&eacute;m apagou.</p>
<p>O rascunho daquela poesia que escrevi depois daquela noite infinda, tamb&eacute;m foi apagada.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2222" title="Noite escura" src="http://movidoavapor.com/wp-content/uploads/2009/11/Noite-escura1-300x199.jpg" alt="Noite escura" width="300" height="199" /></p>
<p>N&atilde;o tenho uma mem&oacute;ria privilegiada mas algumas ideias que armazenei nos confins do cer&eacute;bro se apagaram. Um fax que recebi daqueles cr&eacute;ditos de quando vendi as a&ccedil;&otilde;es da Petrobr&aacute;s, se apagou.</p>
<p>As esperan&ccedil;as, os sonhos, a realidade, as palavras, os textos e at&eacute; os sentimentos se apagaram e percebo que a vida &eacute; ef&ecirc;mera e simples raios e rel&acirc;mpagos de tempestades imagin&aacute;rias arrasam com edifica&ccedil;oes abstratas que construimos durante nossa estada e passagem neste mundo dominado por humanos que n&atilde;o se importam com os seus semelhantes e nem com a dor, com o amor, com o corpo ou com a alma.</p>
<p>Apague-se o &#8220;apag&atilde;o&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A alma &#233; a alma</title>
		<link>http://movidoavapor.com/a-alma-e-a-alma/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[O barulho da rua me incomoda. A cortina balan&#231;a movimentada pelo vento que sopra na janela do apartamento. Outra moto passa e seu ronco barulhento penetra nos meus ouvidos e a voz do Bonner se emudece e n&#227;o fico sabendo da not&#237;cia da hora. Continuo im&#243;vel na poltrona a meditar sobre mudan&#231;as, conceitos, amizades.
O pensamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O barulho da rua me incomoda. A cortina balan&ccedil;a movimentada pelo vento que sopra na janela do apartamento. Outra moto passa e seu ronco barulhento penetra nos meus ouvidos e a voz do<a href="http://jornalnacional.globo.com/"> Bonner</a> se emudece e n&atilde;o fico sabendo da not&iacute;cia da hora. Continuo im&oacute;vel na poltrona a meditar sobre mudan&ccedil;as, conceitos, amizades.</p>
<p>O pensamento &eacute; uma coisa muito estranha. Um emaranhado de palavras e imagens que se acavalam e se sobrep&otilde;e, umas &agrave;s outras. Uma simples imagem realimenta outra e nos coloca em ambientes t&atilde;o pertos e, ao mesmo tempo, t&atilde;o distantes, que nos perdemos em meio aos sonhos ou &agrave; realidade</p>
<p>O tempo modifica os nossos conhecimentos, os nossos conceitos.</p>
<p>O tempo modifica nosso corpo e parece que nossa alma o acompanha. A cor azul do vestido rosa confunde nosso discernimento e nossos ouvidos escutam o que querem escutar, nossos olhos veem o que querem ver, nossos l&aacute;bios tocam o que querem tocar e nossas m&atilde;os agarram as oportunidade que se apresentam.</p>
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<table border="0" width="100%">
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<td><a href="http://www.youtube.com/watch?v=x43oBKCGWzU"></a></td>
</tr>
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</div>
<p>O calor do dia, com este sol escaldante, parece que danifica os nossos neur&ocirc;nios e eles, por vezes, s&atilde;o incapazes de se entender, uns com os outros.</p>
<p>Ou&ccedil;o sons de violinos e pianos, e os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ozex2jDnOQc">Bosques de Viena</a> me fazem viajar. Percebo borboletas pretas sobrevoando o teto e pousando nas paredes do  quarto.</p>
<p>A debilidade do corpo e a insanidade da mente n&atilde;o ofuscam a beleza da alma.</p>
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		<title>Produzir com inspira&#231;&#227;o, cada um tem a sua maneira.</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 00:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[N&#227;o sou blogueiro/escritor/poeta de rascunhos.
Quando escrevo vou do come&#231;o ao fim. Sem parar. Por vezes reviso, mas quando o artigo ou poema est&#225; pronto, est&#225; pronto e ponto final. N&#227;o altero, n&#227;o complemento, n&#227;o incluo versos no meio, n&#227;o modifico o sentido das frases para n&#227;o comprometer o texto. &#201; o sentimento do momento que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">N&atilde;o sou blogueiro/escritor/poeta de rascunhos.</p>
<p>Quando escrevo vou do come&ccedil;o ao fim. Sem parar. Por vezes reviso, mas quando o artigo ou poema est&aacute; pronto, est&aacute; pronto e ponto final. N&atilde;o altero, n&atilde;o complemento, n&atilde;o incluo versos no meio, n&atilde;o modifico o sentido das frases para n&atilde;o comprometer o texto. &Eacute; o sentimento do momento que procuro expressar e transmitir.</p>
<p>As vezes falta inspira&ccedil;&atilde;o, passo dias sem produzir nada e jogo ideias de um lado ao outro dentro do c&eacute;rebro. Ideias que se chocam e se partem e se combinam parecendo rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas de um, dois, tr&ecirc;s elementos formando novos.</p>
<p>As  vezes produzo um texto normalmente como o que estou escrevendo agora, as vezes vejo-me envolto em uma nuvem de letras e palavras e ideias que se justap&otilde;e e v&atilde;o formando textos distintos. J&aacute; me vi escrevendo, ao mesmo tempo, um texto e dois poemas com temas bem diferentes mas que conclui um ap&oacute;s o outro.</p>
<p>J&aacute; me queixei a algu&eacute;m que estava sem inspira&ccedil;&atilde;o para escrever sobre dado assunto e com a sugest&atilde;o deste, no meio da conversa&ccedil;&atilde;o, arquitetei o texto ou o poema e o finalizei at&eacute; o fim do di&aacute;logo.</p>
<p>Tenho textos e poemas guardados para, quem sabe um dia, public&aacute;-los, mas gosto mesmo de lan&ccedil;&aacute;-los na virtualidade do meu blog, mesmo porque existem pesquisas que indicam que estamos lendo cada vez menos livros e n&atilde;o sabemos o porque. Se os livros em geral est&atilde;o em baixa o que dizer dos espec&iacute;ficos, como por exemplo os livros de poesias de que trata a<a href="http://teoriasimpossiveis.wordpress.com/2009/09/15/o-outro-lado-da-poesia/"> Lunna neste artigo em suas Teorias Imposs&iacute;veis.</a></p>
<p>Eu j&aacute; me contentaria em saber <strong>&#8220;quantos livros ou poesias voc&ecirc; leu em toda a sua vida&#8230;&#8221;</strong> j&aacute; que saber quantos livros de poesias voc&ecirc; comprou &eacute; praticamente imposs&iacute;vel, se bem que a quantidade de poesias lidas deve superar de longe a quantidade de livros de poesias comprados.</p>
<p>&Eacute; o que eu penso.</p>
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		<title>Como encontrar as palavras certas</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Diesel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde est&#227;o as palavras?
Esquecidas na gaveta da escrivaninha, entre r&#233;guas, borrachas e blocos de rascunho? Acotoveladas nas folhas finas do dicion&#225;rio de capa preta em ordem alfab&#233;tica? Relacionadas e repetidas e relacionadas e repetidas em textos, em artigos de jornais, de jornais, de revistas, de revistas, de livros, de livros ou na internet?
Palavras&#8230; Procuro-as, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde est&atilde;o as palavras?</p>
<p>Esquecidas na gaveta da escrivaninha, entre r&eacute;guas, borrachas e blocos de rascunho? Acotoveladas nas folhas finas do dicion&aacute;rio de capa preta em ordem alfab&eacute;tica? Relacionadas e repetidas e relacionadas e repetidas em textos, em artigos de jornais, de jornais, de revistas, de revistas, de livros, de livros ou na internet?</p>
<p>Palavras&#8230; Procuro-as, mas elas n&atilde;o me aparecem. Inoportuno momento de vazios e de ecos insignificantes que maldigo.</p>
<p>Irrito-me.</p>
<p>Saco da minha arma e disparo em todas as dire&ccedil;&otilde;es. Palavras perdidas atingem pessoas que absorvem ou n&atilde;o o conhecimento que elas tentam transmitir.</p>
<p>A menina de cabelos encaracolados chora, emocionada, pela palavra &#8220;m&atilde;e&#8221; e corre em sua dire&ccedil;&atilde;o, a m&atilde;e assusta-se pelo estampido, mas percebe o &#8220;sorriso&#8221; da filha e abra&ccedil;a-a. Alguns mendigos foram atingidos por &#8220;p&atilde;o&#8221;,&#8221;&aacute;gua&#8221; e &#8220;leite&#8221; saciando parte da sua fome e sede. Alguns sentem, outros nem tanto e muitos notam as palavras, mas se esquivam delas.</p>
<p>Amor, &oacute;dio, energia, corpo, alma, guerra, paz, drogas, riscos, desejos, emo&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o palavras que se misturam a exmo e tenho a impress&atilde;o que a arma usada era uma metralhadora, pois cada vez mais elas se apresentam nas ruas, nos carros, nos r&aacute;dios, nas mensagens, nos outdors, nos e-mails, na boca do pregador, na pra&ccedil;a, com sua b&iacute;blia em punho, no discurso dos pol&iacute;ticos, na can&ccedil;&atilde;o cantada pelo cantador, no notici&aacute;rio televisivo, na poesia do poeta morto.</p>
<p>Onde est&atilde;o as palavras?</p>
<p>Palavras arcaicas, neologismos, g&iacute;rias, palavras cient&iacute;ficas, estrangeiras, regionais, sazonais, palavras novel&iacute;sticas.</p>
<p>Palavras! N&atilde;o as encontro. Imagino-as presas naquele livro de capa dura que n&atilde;o gostei de ler e ou&ccedil;o seus gritos e gemidos.</p>
<p>Palavras que agora tomam conta do meu imagin&aacute;rio e que &#8220;vomito&#8221; sobre a folha de papel atrav&eacute;s de meus rabiscos e <a title="Palavras ao vento" href="http://silvanapedrini2008.blogspot.com/2009/09/bege-e-cor.html">borr&otilde;es</a> tal qual tela de pintor famoso e nem tanto. Tento manter-me distante desta loucura e em sil&ecirc;ncio sinto que loucura e sil&ecirc;ncio e perturba&ccedil;&atilde;o e indigna&ccedil;&atilde;o e obscuridade e interroga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, tamb&eacute;m, palavras.</p>
<p>Agora est&atilde;o, elas, a&iacute;, todas, espalhadas, aos quatro ventos.</p>
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