O sentimento dos animais

Quando o ex-ministro Magri (faz tempo) disse que “Cachorro também é gente…” todos nos surpreendemos, pensamos tratar-se de mais uma história criada por quem pouco tinha pra fazer fazia, mas hoje, passado algum tempo sou obrigado a concordar com ele.

Vocês já sabem que temos os gatos mais gatos do mundo e que o Fredy certo dia fugiu  e que certo dia ele voltou para a felicidade geral da família, mas o que me levou a compreender a frase incrível do ex-ministro é que eles realmente têm sentimentos, por que o coitado agonizava, chorava, uivava, miava e miava de dor. Algo lhe sucedeu pois um furo nas costas quase lhe expunha o que tinha por baixo daqueles lindos pelos.

A minha esposa, solícita (mesmo porque o filho gato é dela) o levou a veterinária Renata que prontamente o socorreu.

Como o martírio prosseguia, levamo-lo ao veterinário Luciano - Clínica Quatro Patas - a 50 km da nossa cidade, que fez uma ecografia, aplicou uma ingeção, receitou doses homeopáticas de remédio e agora o gato já está melhorando.

O Fredy sofre junto com a família que se esmera em atendê-lo (até dormiu ao lado da cama do casal em seu berço), em acariciá-lo, em ministrar os remédios e vê-lo novamente a correr pela casa e a demarcar o seu espaço nos móveis, na sala, na cozinha com seus rastros e seus pelos.

O Magri tinha razão…

A entrevista do gato ou O Fredy voltou

São 5:30h da madrugada[bb]. O povo dorme na casa. Repentinamente ouve-se um miado, dois, três e o choro do gato torna-se melancólico, suplicante, triste.

A mulher acorda num salto e corre para abrir a janela (chamando o marido e a filha que está no outro quarto): É o Fredy! Ele voltou. É o Fredy.

Janela aberta e o gato já pula, carente, para dentro do quarto.

Afagos, carinhos, perguntas.

Com a aparência de quem fez uma viagem[bb] de ida e volta a Santiago de Compostela, e, com a sede de quem não vê água a 9 dias e algumas horas, o Fredy é levado à “sala dos gatos” e lá sacia a sua sede e sua fome.

Minutos após mantenho os seguinte diálogo na certeza de descobrir o paradeiro do aventureiro gato.

Paulo: - Alguém te levou? Onde tu estavas?

Fredy: - Miau, miau…

Paulo: - Como estás tão sujo? Estás com sede? Estás com fome? Por onde andastes?

Fredy:- Miau. miau…

Como já obtive todas as respostas que precisava, desisti da entrevista[bb] e pus-me a imaginar o que leva a “peste” (no bom sentido) de um gato bem tratado que dorme por vezes no sofá, na cama do casal, na cama da filha; que é alimentado 3 a 4 vezes por dia pela melhor ração; que passa de colo em colo no inverno[bb] para se esquentar; que mantém diálogos intermináveis com a sua dona; que pode entrar e sair de casa quando bem entender; que foi encontrado abandonado em uma rua escura, pequeno, magrela e hoje é um gato bem nutrido, pêlo penteado e limpinho?

Será que o gato sentiu a necessidade de aventurar-se por terras longínqüas, conhecendo novos amigos, ou será que foi raptado por seres inescrupulosos que vêem num gato mais um ornamento para suas casas ajardinadas e floridas, não medindo esforços para conquistar tal troféu, nem se importando com o sentimento da família que o adotou desde que era pequenino e raquítico (principalmente a esposa) que de longe chamava por ele dia após dias e o gato sentindo as boas vibrações ou as mensagens telepáticas (e até via internet) lutou e relutou com os supostos raptores e de lá longe partiu em retorno ao lar que o aguardava com toda a ansiedade abaixo de chuvas, trovoadas e ou sol escaldante.

Se bem entendi, na pequena entrevista que me concedeu, foi isto o que aconteceu e talvez, com o passar do tempo, reconquistando a confiança do gato “Fredy”, que por ora está abalada, ele nos conte mais detalhes sobre esta sofrida mas proveitosa aventura.

“Miau, miau…”

A vida de cão dos nossos gatos

Jardim

Alertados pela notícia da morte do Tommy, resolvemos observar o Tigre, um dos nossos três gatos conforme já relatei.

Estamos em reforma aqui em casa, fechando a garagem e reorganizando o jardim que era, praticamente, (pelo menos no verão) o quarto e o banheiro dos gatos.

Com o bate-bate dos pedreiros e a própria presença deles, o Tigre (não sei se é por ser o mais velho, já tem 11 anos que na idade humana representa em torno de 56 anos) está completamente transtornado, corre de um lado a outro, vai para dentro de casa e sai correndo, as vezes não aparece nem para alimentar-se.

Quando percebemos está deitado sobre a cadeira da cozinha, no tapete do quarto ou esparramado no sofá da sala (coisa que antes não fazia). O Tigre é um gato escaldado pois tem medo do cachorro do vizinho (um São bernardo) e não passa nem perto da cerca que dividem as duas propriedades.

Como podem ver na foto, os gatos não tem mais acesso a terra onde faziam suas necessidades fisiológicas e já estou pensando em organizar uma passeata com e em favor deles para que seja liberado pelo menos um cantinho só para eles, pois se o Tigre já está apresentando trasnstornos em sua personalidade, mais dia menos dia o Fredy e o Mimoso serão afetados e quererão usar o banheiro da família como “seu banheiro” e fazer suas necessidades ao redor do vaso sanitário como o Tigre fez.

Ou isso ou teremos de ensiná-los a dar a descarga.

Eu não limpo mais…

Gatos unidos jamais serão vencidos

Quase todo mundo tem um gato. Aqui em casa temos 3 muito bem amados (pela esposa, pela filha, pelo filho…).

Temos o Tigre que é o mais velho. Sabemos que ele nos ama quando está com fome e vem nos acariciar roçando o seu pelo em nossas pernas. Amor este que vai até o momento em que colocamos a ração em seu prato que é consumido rapidamente e na corrida porta afora a procura de um canto para curtir a sua solidão.

Tem o Mimoso (poderia ser Bolo Fofo) que pesa em torno de 7 Kg. Era mais ágil quando mais novo mas agora só come, bebe, dorme e dorme e dorme e come e bebe. Sempre chega atrasado ao banquete mas é o que mais come, do seu prato, do prato do Tigre e do prato do Fredi (que é o terceiro gato).

Este é o FrediO Fredi é o mais novo. É o mais inteligente dos três (segundo minha esposa). Vem à porta nos receber quando viemos da rua, corre de um lado para outro em disparada dentro de casa, deita-se sobre nossos pés, gosta muito de colo (e insiste) atira-se ao chão e fica esparramado por um longo tempo. Gosta de deitar-se em cima da roupa que deixamos sobre a cama. É um grande parceiro.

Passamos o aspirador de dois em dois dias na casa a cata dos pelos que o Fredi perdeu sobre o tapete, sobre o estofado, sobre a cama, sobre o piso da casa nas suas mirabolantes corridas diárias.

Temos um gasto (eu diria investimento) com a compra de ração e eventuais idas ao veterinário , mas isto eu desconsidero pois o convívio com eles é a melhor terapia para o “desestressar” da família.

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