Artigos da categoria ‘Mundo animal’

15 de dezembro de 2009

A primeira gata ninguém esquece

Minha filha é uma gata e gosta muito de gatos, assim como seu marido que também gosta de gatos e gatas.

Não, não vou escrever aqui sobre casais e gatos e suas relações, mas sim sobre gatos de verdade, de pele e osso e alma, assim como o nosso gato Fredy.

A primeira gata deles foi a Piti, uma siamesa excêntrica, que tinha uma personalidade difícil, muito rebelde e autoritária e que só aceitava carinho dos dois. Se um outro gato ou outra pessoa se aproximava, rosnava, miava, quando não atacava ou arranhava.

Foi ela, a Piti, que fez a família crescer e os primeiros filhotes foram surgindo e dando ideia a formação de um clã que aos poucos foi aumentando.

O Lulu e o Fôfo nasceram e foram se misturando aos que foram adotados, encontrados em vias públicas ou como a Guna (muito magra e faminta) que foi trazido de Laguna em uma viagem.

Hoje eles têm 14 gatos (até trocaram de apartamento e se mudaram para uma casa onde tem mais lugar) que são:

Tulinho, Tinho, Tito, Lúcia, Chico, Narizinho, Cuca, Fôfo, Lulu, Lelo, Guna e os três mais recentes (os que estão abaixo nas fotos) a Musse, o Kiko e o sem nome, quem sabem o chamem de “blogue” ou de “artigo”.

gatinhasgato --  blog

Dá gosto de ver os gatos  correndo de cima para baixo, vê-los perfilados nos seus potes de ração ou água quando se alimentam e ver a dedicação do casal com cada um deles (até um vocabulário próprio eles criaram).

Só falta escrever, agora, do Ariel e da Raíssa, os dois cães da casa que ajudam a cuidar dos gatinhos, que foram adotados e se safaram de uma morte prematura. O Ariel porque estava doente e com uma perna quebrada e a Raíssa porque o dono do cão não o queria mais.

Quase sempre a vida de cães e gatos é difícil, sofrida, mas estes 16 ganharam na loteria e vivem a vida que pediram a Deus…

23 de novembro de 2009

Sempre invejei e invejarei as formigas

Sempre invejei as formigas, sua organização, a divisão de tarefas por castas, sua limpeza e eficiência.

Sempre imaginava a nossa sociedade inspirando-se num formigueiro, no seu funcionamento, tanto que muitas vezes observava as pessoas, os carros, do alto de edifícios, ou de qualquer outro lugar alto e, pelo menos no caminhar das pessoas ou no andar dos carros via-se uma certa organização, uns cedendo espaço,  outros ocupando, pessoas e carros fluindo e seguindo o fluxo, mas de uns tempos para cá a organização se desorganizou de tal forma que há muitos conflitos, encontrões, batidas, quebra de hierarquias, serviços ineficientes…

Fui, então, pesquisar sobre as formigas, sobre os formigueiros e

“Uma sociedade extremamente organizada, que não possui nenhum tipo de liderança. Parece impossível? Não no mundo das formigas. Pertencentes ao mundo dos insetos sociais…cada uma cumpre o seu papel…”

encontrei este texto da Juliana Tiraboschi no Galileu que descreve tudo com detalhes e cada vez mais relaciono nossa sociedade com a das formigas e fico na esperança de um dia viver numa destas sociedades perfeitas.

Na pesquisa descobri, também o termo eusocial. A formiga é um animal eusocial.

O termo eusocial é conferido aos animais que apresentam as sociedades mais complexas, ou seja, aqueles que compartilham três características: uma sobreposição de gerações em um mesmo ninho, o cuidado cooperativo com a prole, e uma divisão de tarefas (reprodutores e operárias).

Será que nunca conseguiremos nos espelhar nelas? Será que nunca nos organizaremos nem conseguiremos viver, fazendo cada um a sua parte e sem termos que seguir um lider maior?

Continuo invejando e com esperanças, muitas esperanças…

20 de fevereiro de 2009

Mosca maldita, maldita mosca

Eu sou a mosca que pousou na sua sopa… O que o Raul não faz com a gente!!!

” Loucuras dos carnavais”

Mosca maldita

que está a zumbizar

não me deixando concentrar.

Maldita

que vai ao estrume

do suíno cheiroso

e vem no meu rosto pousar.

Maldita

que dos sprays

nem mesmo o mais potente

consegue te matar

Mosca maldita

Maldita mosca

corra, corra,

de preferência morra,

pois aqui

não é o teu lugar

2 de dezembro de 2008

Meu gato tem alma de chachorro

Na minha infância via os animais como “animais” e só. Não tinha simpatia por gatos, por cães ou por qualquer outro animal doméstico, quiçá os selvagens. Deve ser por criação, pois lembro-me ainda de uma “brincadeira” que meu pai fazia. Pegava um sapo (daqueles grandes) nas mãos e corria atrás de mim, dos meus irmãos e dos nossos amigos que estavam a jogar bola conosco no campinho que improvisamos, ali, no potreiro (grande área de terras gramadas e cercada onde o gado pastava)  da casa dos nossos avós. Era uma brincadeira mas nos deixou traumatizados.

Depois aprendi com a esposa e os filhos que os animais, apesar de irracionais, também têm sentimentos e penso duas vezes antes de pisar numa formiga, antes de matar uma barata ou de correr com o cachorro da vizinha que, inadvertidamente, invadiu o nosso gramado e lá fez todas as suas necessidades fisiológicas.

Toda esta introdução para revelar a todos que: “Meu gato é um cachorro”

Lógico que não pela fisionomia, mas no sentimento, nas ações, no afeto, no amor, pois, invariavelmente, quando chego da rua vem correndo ao meu encontro, pula no meu colo, quando não me derruba no gramado e inicia um rolar entre cão gato e homem, lambe o meu rosto, minhas mãos, corre ao redor da casa atrás de uma bolinha que jogo, late mia alto quando quer um carinho ou um prato de ração, mia em frente a torneira quando o pote de água está vazio, vem deitar-se ao meu lado colocando a cabeça sobre as minhas pernas na cama, olha-me de longe deitado, estrategicamente, sobre as patas com aquele olhar de cão gato “pidão” e transporta o controle remoto da televisão de um lado ao outro da sala. Só falta enterrá-lo.

Muitos pensarão que é um exagero, que devo estar maluco, que preciso afastar-me das drogas e das bebidas, que fui mordido pela mosca TSÉ-TSÉ, que o excesso de trabalho e a compulsão pela internet estão debilitando o meu lado racional, que esta é mais uma história inventada por alguém inventado por mim, mas não, posso garantir com todas as letras:

“Meu gato é um cachorro”

E ai de quem duvidar…

17 de junho de 2008

O sentimento dos animais

Quando o ex-ministro Magri (faz tempo) disse que “Cachorro também é gente…” todos nos surpreendemos, pensamos tratar-se de mais uma história criada por quem pouco tinha pra fazer fazia, mas hoje, passado algum tempo sou obrigado a concordar com ele.

Vocês já sabem que temos os gatos mais gatos do mundo e que o Fredy certo dia fugiu  e que certo dia ele voltou para a felicidade geral da família, mas o que me levou a compreender a frase incrível do ex-ministro é que eles realmente têm sentimentos, por que o coitado agonizava, chorava, uivava, miava e miava de dor. Algo lhe sucedeu pois um furo nas costas quase lhe expunha o que tinha por baixo daqueles lindos pelos.

A minha esposa, solícita (mesmo porque o filho gato é dela) o levou a veterinária Renata que prontamente o socorreu.

Como o martírio prosseguia, levamo-lo ao veterinário Luciano – Clínica Quatro Patas – a 50 km da nossa cidade, que fez uma ecografia, aplicou uma ingeção, receitou doses homeopáticas de remédio e agora o gato já está melhorando.

O Fredy sofre junto com a família que se esmera em atendê-lo (até dormiu ao lado da cama do casal em seu berço), em acariciá-lo, em ministrar os remédios e vê-lo novamente a correr pela casa e a demarcar o seu espaço nos móveis, na sala, na cozinha com seus rastros e seus pelos.

O Magri tinha razão…

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