O sentimento dos animais
Quando o ex-ministro Magri (faz tempo) disse que “Cachorro também é gente…” todos nos surpreendemos, pensamos tratar-se de mais uma história criada por quem pouco tinha pra fazer fazia, mas hoje, passado algum tempo sou obrigado a concordar com ele.

Vocês já sabem que temos os gatos mais gatos do mundo e que o Fredy certo dia fugiu e que certo dia ele voltou para a felicidade geral da família, mas o que me levou a compreender a frase incrível do ex-ministro é que eles realmente têm sentimentos, por que o coitado agonizava, chorava, uivava, miava e miava de dor. Algo lhe sucedeu pois um furo nas costas quase lhe expunha o que tinha por baixo daqueles lindos pelos.

A minha esposa, solícita (mesmo porque o filho gato é dela) o levou a veterinária Renata que prontamente o socorreu.
Como o martírio prosseguia, levamo-lo ao veterinário Luciano - Clínica Quatro Patas - a 50 km da nossa cidade, que fez uma ecografia, aplicou uma ingeção, receitou doses homeopáticas de remédio e agora o gato já está melhorando.
O Fredy sofre junto com a família que se esmera em atendê-lo (até dormiu ao lado da cama do casal em seu berço), em acariciá-lo, em ministrar os remédios e vê-lo novamente a correr pela casa e a demarcar o seu espaço nos móveis, na sala, na cozinha com seus rastros e seus pelos.
O Magri tinha razão…
O Fredi é o mais novo. É o mais inteligente dos três (segundo minha esposa). Vem à porta nos receber quando viemos da rua, corre de um lado para outro em disparada dentro de casa, deita-se sobre nossos pés, gosta muito de colo (e insiste) atira-se ao chão e fica esparramado por um longo tempo. Gosta de deitar-se em cima da roupa que deixamos sobre a cama. É um grande parceiro.