Artigos da categoria ‘Lesa consumidor’

18 de novembro de 2009

Economizar nem que seja trocando de produtos

“Quando eu era pequeno, eu achava a vida chata…” já dizia o Lulu Santos e eu concordo plenamente com ele. Também achava a vida chata, quando eu era pequeno.

Infância pobre, muita necessidade, mas uma educação dura e exemplar. Rígida e patriarcal onde o pai nunca precisava falar alto ou gritar para explicar. Era só olhar com aquele olhar característico e já sabíamos o momento de nos adaptarmos a nova situação.

Foi assim, também, no quesito “poupar”. Aprendíamos desde cedo a não esbanjar. Ao servir-se de uma determinada comida, comia-se-a até o último grão de feijão. Ao se tomar um banho, tomava-se-o rapidamente para poupar a água e a luz do chuveiro (isto quando se tinha chuveiro). E assim era com tudo: roupas, brinquedos, cadernos, livros, calçados…, tudo era usado com cuidado para durar muito e até a exaustão, quando, então, realmente o produto era atingido pela “fadiga”.

Hoje algumas coisas são diferentes, por conta de uma psicologia de responsabilidade e de pretensos complexos que podem afetar o desenvolvimento motor e psiquico das crianças e adolescentes, adotou-se procedimentos mais brandos. onde muitos pais confundem-se e, mal preparados, não conseguem preparar os filhos da melhor maneira.

Se mal preparados, ou, se preparados para a fartura, sem valorizar as coisas menores (poupar) e sem saber ao certo o que é o certo ou o errado, como vamos enfrentar, por exemplo, a Colgate quando faz com que as bisnagas do seu/meu creme dental preferido aumente o buraco por onde sai o creme e toda vez que apertamos expulsamos uma quantidade desnecessária? Ou como controlar o buraco, novamente buraco, do sache da Maionese Arisco que também aumentou de tamanho e nos induz a usar uma quantidade acima do que queremos?

É lógico que nós adultos poderíamos controlar mas e os adolescentes?

Será que depois de retirarmos o creme e/ou a maionese conseguiremos devolver parte pelo mesmo orifício?

Sei não.

Ainda prefiro: “Apaga a luz!!!”   “Fecha a torneira!!!”      “Serviu? Come”   “Toma este banho ligeiro”   “Cuida bem dos brinquedos”..

Poupe. Quem poupa tem.

Já estou usando outro creme dental e consumindo outra maionese

29 de março de 2009

Multa por velocidade moderada

Tá bom. Eu sei que já é quase abril, que o ano finalmente começou para todos os brasileiros, que estamos trabalhando, estudando e trabalhando para termos direito a mais 30 dias de férias, mas preciso, pela última vez, espero, falar sobre as nossas férias que este ano foram em fevereiro.

Sair da rotina, pegar o carro, colocar as malas no porta malas, zarpar em velocidades moderadas para observar a bela vista da natureza deste nosso Rio Grande do Sul, via “Rota do Sol” (Rodovia RS 486) Caxias do Sul/RS, com destino a Torres.tunel-na-rota-do-sol1

Nossa passagem pela Rota do Sol foi tão lenta, tão observadora, que observados também fomos. Cheguei a esta conclusão porque a pouco recebemos uma correspondência do DAER/RS, uma “Notificação de autuação de infração de trânsito”, com fotografia do veículo, identificação do proprietário, do auto de infração, da infração e instruções para defesa;

A infração foi por excesso de velocidade com as seguintes características:

  • Velocidade medida:              64 km/h
  • Tolerância:                               Â Â  7 km/h
  • Velocidade considerada:     57 km/h
  • Velocidade permitida:           40km/h

Tentamos rememorar o trajeto, minha esposa (a motorista da hora) e eu e lembramos do local. Muitas curvas, túneis, túneis sob a rodovia para que os animais possam se locomover da mata de uma lado até a do outro lado da rodovia. É uma área considerada de conservação ambiental (Mata paludosa). Lembramo-nos dos pardais e da não existência de Placas Indicativas conforme reza a Lei. Colocar Medidores de Velocidade fixos para saciar a sede por multas do DAER e DETRAN/RS sem se preocupar, realmente, com o meio ambiente é muito fácil, quero ver é colocar freios e multar os veículos que voam nas rodovias federais e estaduais, ultrapassam em lugares proibidos, desdenham das leis de trânsito.

Ser multado por andar a 64 km/h onde o limite é 40 km/h e onde o Pardal é colocado, estrategicamente, numa curva, entre as árvores, onde a velocidade máxima permitida está desenhada no asfalto é mesmo muito educativo. O que aprendemos com esta é que os órgãos responsáveis, arrecadadores, estão preocupadíssimos com a segurança de todos, com o meio ambiente e com os animais. E que multar por multar é super, super importante.

Ok, Cristiano, dou a mão a palmatória. Talvez faça como tu, já que vão multar, que multem para valer, andar a 120, 130, 150km/h, em alta velocidade, fugindo dos pardais e da própria polícia, para que justifiquem o seu trabalho, para que não te peguem e para que as multas fiquem longe de ti ou que pelo menos tenham dificuldades em chegar.

Talvez…

6 de novembro de 2007

Detran é atropelado no Rio Grande do Sul

A Polícia Federal/RS desbaratou uma quadrilha que praticava fraudes no Detran/RS.

Constataram que desde 2002 não haviam licitações para contratar entidades que aplicavam as provas teóricas e práticas dos exames para condutores de veículos automotores e superfaturamentos.
O rombo chega a 40 milhões de reais e envolve diretores da entidade, ex-diretores, advogado, professor de universidade, membros do Partido Progressista entre outros.

As investigações continuam. Alguns foram presos.

O dinheiro, evidentemente, sumiu. Se será recuperado não se sabe. Se será devolvido aos  cofres públicos ou aos consumidores que pagavam valores excessivamente altos, ninguém sabe.

O que esperamos é que se moralize o Detran e que se refaçam os custos cobrando do consumidor o que realmente é devido pelo serviço prestado.

Por fim que se apure até as últimas consequências mais esta falcatrua praticada sobre o bem público e contra o consumidor.

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