Artigos da categoria ‘Esportes’
Adeus Pequim/2008, até já Londres/2012
É hora do balanço final.
A Olimpíada acabou e o quadro de medalhas está definido. O grande vencedor foi o país sede que liderou o nº de medalhas de ouro do início ao fim, apesar de os EUA usarem um critério todo seu na contagem das medalhas e se colocarem em 1º lugar em todas as tabelas que publicam.
E o Brasil, num honroso 23º lugar, ludibriado e enganado pelos resultados obtidos no Pan 2007 na espectativa de conquista de um número bem maior do que as 15 medalhas conquistadas.
O que mais acompanhamos foi a tristeza, o choro e até o desespero dos nossos atletas pela frustração de não conquista de medalhas. Será que temos menos capacidade que os atletas dos outros países? Será que não nos preparamos o suficiente durante os quatro anos que sempre separam uma olimpíada de outra? Ou será que nestes momentos decisivos aflora em nós este complexo de inferioridade prejudicando o nosso desempenho perante os adversários como por exemplo diante da Argentina no futebol ou diante dos EUA no Vôlei masculino?
Não sei, mas o que sinto ao ver estes atletas de esportes coletivos atuando e se portando individualmente, querendo sobressair-se para abocanhar mais algum comercial aqui ou um dinheirinho extra ali é um constrangimento que não sei descrever. Não sabem eles que se se aplicarem coletivamente os frutos que colherem serão muito mais suculentos e saborosos?
Por outro lado estes atletas em sua cultura simplória deixam-se levar pela grande mídia (sempre a grande mídia) que na espectativa de audiências fáceis não esclarece ao povão as verdadeiras chances de cada atleta nestes jogos e acaba influenciando até mesmo estes em seu desempenho final.
Os interesses financeiros estão sempre a frente de tudo e agora Record e Globo já brigam por Londres/2012.
E pobre de nós atletas, consumidores, telespectadores, que já estamos nos preparando para a próxima Olimpíada.
Tudo está ajudando o Inter nesta Copa do Brasil
Não gosto de escrever aqui neste Blog sobre futebol, mas hoje abro uma excessão.
Preparei-me psicologicamente para secar o Inter assistir uma partida duríssima entre INTER e PARANÁ pela Copa do Brasil, mas logo no início do jogo o Paraná marcou o seu gol e o Inter o seu. Pensei que realmente seria duro, mas aos poucos fui percebendo que era um jogo de cartas marcadas.
Um pênalti sonegado aqui, um cartão amarelo ali e de repente uma expulsão.
O árbitro com a sua empáfia desfilando pelo gramado. Os jogadores do Paraná punidos por um critério e os do Inter absolvidos pelo mesmo critério.
No intervalo os jogadores colorados reclamando bastante da arbitragem.
Tem coisas que escapam do meu entendimento: Porque gastar dinheiro com passagens e estadia em hotel se o vencedor já estava escolhido?
O Paraná poderia até perder, mas da forma como foi não foi justo.
O sr. árbitro ainda teve tempo de expulsar um defensor do Inter (arrumando o time) e um atacante do Paraná (quase que anulando as tentativas de contra-ataque).
A pior parte para mim foi ouvir a imprensa do Rio Grande do Sul (que já era muito mais imparcial), tanto do rádio como a da TV, destacar o heroísmo dos colorados, seus feitos maravilhosos nesta partida atípica de dez contra nove, onde o Inter manteve-se o tempo todo apressado e desorganizado e por pura sorte e ajuda do “sobrenatural” se classificou para a próxima fase.
É o fim.
Diga não a Olimpíada na China
Gosto muito de esportes, acompanho notícias e publicações sobre ele e tanto faz, futebol, vôlei, basquete, automobilismo, maratonas, natação, cuspe a distância…
Não gosto, no entanto, da política que envolve a escolha dos países para sediar copas e olimpíadas.
É o caso da Olimpíada que será realizada na China em agosto.
A China é um país que explora sobremaneira a sua população trabalhadora, dando muito menos que as mínimas condições de trabalho, um salário insignificante, atingindo um grau de exploração nunca antes visto em qualquer lugar do planeta (não é por nada que os produtos chineses estão tomando conta do mundo).
Como já está escolhido e a Olimpíada será mesmo lá, devemos apoiar os Tibetanos e os que estão a frente deles neste boicote proposto aos outros países.
Não posso admitir que em pleno século XXI ainda tenhamos países se achando no direito de mandar em outros como é neste caso da China com o Tibete.
E a Tocha olímpica?
Que coisa mais ridícula!
Ficar carregando-a de um país a outro através de ilustres cidadãos que correm ruas a fora, ladeados por seguranças, e marginados pelo povo que se acotovela nas calçadas na espectativa de fazer parte deste espetáculo.
É claro que todos os atletas querem participar, todos os aficcionados querem assistir, todos os patrocinadores querem faturar, todas as emissoras querem ganhar audiência, mas algo precisa ser feito.
Coloquemos os direitos humanos em primeiro lugar.
Ronaldo “Fenômeno” – Pare de jogar
Todos deveríamos saber a hora certa de parar, a excessão das crianças que não conseguem aceitar um “vamos parar”, “terminou a brincadeira”, nós deveríamos saber a hora certa de parar.
Parar de chorar, parar de falar, parar de trabalhar, parar de escrever, parar de correr, parar de fumar, parar de beber, parar de se drogar, parar de criar intrigas, parar de se omitir, parar de dar esmolas, parar de descansar, parar de estudar, parar de odiar, parar de se achar melhor do que os outros, parar, parar e parar.
Todo este parágrafo somente para fazer um apelo ao Ronaldo “Fenômeno”:
Pare de jogar futebol!
Parar é preciso pois os joelhos já não são mais os mesmos, lembro-me quando ele foi negociado pelo Cruzeiro – MG, era franzino e poucos meses depois, na Europa, via-se que adquiriu uma massa muscular que aos poucos foi aumentando e, até leigo notava que a estrutura óssea não suportaria.
Está na hora de parar, se aposentar, para que guardemos em nossa memória a lembrança das boas jogadas e dos lindos gols que o Ronaldo fez.
Atenda o apelo deste e de muitos torcedores:
Pare de jogar futebol, Ronaldo!


A verdadeira olimpíada.
A oportunidade é assim. Quando menos esperamos ela aparece. O cavalo encilhado não passa duas vezes e devemos montá-lo. E foi o que eu fiz:
Na adolescência, não lembro bem o ano, o nosso lazer era jogar bola, jogar futebol. Morando naquela cidade interiorana, durante a semana, contávamos as horas para chegar o domingo à tarde e sairmos correndo aos gramados. Era um futebol amador, um futebol de várzea, o nosso futebol, mas naquele domingo chovia e chovia muito. Desde cedo torcíamos para que parasse (se não parava não se jogava) e parou. Jogo confirmado. Íamos a sede do nosso clube e pegávamos o transporte até o gramado (campo de futebol) do adversário. As vezes íamos de ônibus, as vezes de carro, as vezes de caminhão aberto e neste domingo fomos de caminhão. Os companheiros de time reunidos, uns sentados, outros de pé, mas todos felizes, contentes, cantando, em busca do lazer, da diversão.
Ao gramado do “Esporte Clube Morro Bonito” chegamos aos “trancos e barrancos” (as estradas eram todas de chão batido) e em duas ou três ocasiões tivemos que descer do caminhão, empurrar e tirá-lo do atoleiro.
No vestiário, chuteiras, meias, calções, camisetas, o treinador me chamou dizendo que ficaria para o segundo jogo (tinha o 1º e o 2º time. O 2º era formado pelos mais jovens e o 1º pelos mais experientes e foi para este time que fui guindado) pois o centroavante titular não aparecera.
O jogo começa. O campo molhado, cheio de poças d’água, com muita lama e eu lá, no ataque, com a camisa 9, correndo, pedindo, me deslocando, recebendo a bola e fazendo gols.
É um, é dois, é três… e o jogo acaba. Ganhamos por 11 x 3. Fiz 9 gols. (Confirmem com o Elói, o Tuca, o Chocolate, o Tico, o Schneider) Sujei, molhei, amarrotei, suei a camiseta e desde então, mesmo sendo o mais jovem dos 11 jogadores do time, nunca mais perdi a posição e nunca mais deixei de vestir a camiseta do 1º time do “Clube Esportivo Ribeirense”.
A oportunidade é assim, quando menos esperamos ela aparece e nós precisamos encará-la.
E foi o que eu fiz.