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Amigos, amigos, negócios à parte…
Hoje ando meio Zen – “zen paciência” como diz a Camila no seu Infinito Particular.
Neste dia do “AMIGO” minha paciência está no limite. São e-mails, mensagens no celular, ligações telefônicas, parabéns ao vivo e a cores… Não sabia que tinha tantos “amigos” e não vou ficar aqui exercitando minha hipocrisia retribuindo ou pensando que todos eles têm alguma afinidade comigo, no máximo uma afinidade comercial ou que são manifestações desinteressadas e motivadas pela convivência diária no trabalho, na escola, ou em qualquer outro local. Será que estou muito amargo e não consigo abrir este velho coração que bate e bate a procura e a espera de sentimentos reais e sinceros? Pode parecer estranho, mas como já vivi muitas experiências e continuo vivendo a cada dia, posso garantir que amizade mesmo é aquela que temos na infância, quando ainda crianças, nas nossas primeiras brincadeiras, nossos primeiros contatos na escola, nos nossos primeiros passos em que ainda graça em nós toda a inocência e desinteresse. Depois crescemos, assimilamos os conceitos e preconceitos da sociedade e nos portamos politicamente corretos.
Temos muitos colegas, muitos conhecidos e, até na virtualidade, nos identificamos com pessoas e textos e blogues que acompanhamos (obrigado Luma, Lunna, Letícia) , mas tudo se limita a isto e amizade sincera e sem interesse nenhum ainda não encontrei(excetuando filhos e esposa com os quais realmente podemos contar).
Uma coisa é certa, se tem-se necessidade de escolher um dia para homenagear aos amigos e fazer com que eles nós não nos esqueçamos que temos que cultivar a amizade, algo vai mal ou a amizade acabou ou tem algum interresse acima de todas estas coisas…
Ou então estou mesmo “zen paciência”…
O homem é um ser em extinção, os políticos não.
O homem é um ser em extinção.
O homem, alguns animais, algumas árvores, frutas, até a água já foi dito que um dia acabaria, mas tem uma raça que nunca se extinguirá:Â a raça dos políticos corruptos. E que raça.
Desde que consigo somar, multiplicar, dividir (sou do tempo em que aprendíamos a tabuada na escola) acompanho estas discussões sobre os atos dos políticos, vereadores, prefeitos, deputados, governadores, presidentes e senadoes. Eles, invariavelmente, trabalham, e muito, em benefício próprio ou dos seus comparsas, seus parentes e seus mais próximos cabos eleitorais. Não têm escrúpulos e se for preciso, usam sua influência, fazem conchavos, encaminham e se esforçam para aprovar leis, camuflam e saem ilesos a qualquer sindicância, CPI ou qualquer outro tipo de investigação.
Escândalos e mais escândalos, envolvendo esta espécie que nunca se extinguirá, ocorrem desde sempre, e, não tem partido, não tem cidade, não tem estado, nem câmara de vereadores, assembleia legislativa ou congresso nacional que escape.
Já ouvimos muito falar em todo e qualquer tipo de falcatrua, desde porcentagens sobre comissões de comissões, até roubo escancarado, mas cá prá nos, secretamente, esta última modalidade que surgiu é realmente inusitada.
Atos secretos? Atos ingênuos? Atos que melhorariam a vida de alguns servidores, de parentes dos parentes dos senadores, dos amigos e cabos eleitorais de governadores.
Sinceramente, penso que estamos exagerando pois os senhores feudais só estão tentando repassar parte dos recursos que tem no orçamento e talvez se eles não assim o fizerem, os recursos acabarão se perdendo no ralo do senado.
O homem é um ser em extinção, mas antes que ele suma do mapa, rogo que se conscientize e num mutirão, num esforço maior, trabalhe contra este espetáculo que nos é oferecido diariamente. Já que não dá para eliminar os que estão hoje por aí, (sabemos que serão sumariamente punidos todos os envolvidos, como por exemplo, o mordomo, o motorista a senhora da limpeza, a senhora do cafezinho, o servidor recem contratado e só) em atividade, que selecionemos e votemos com mais consciência nas próximas eleições.
Vai ser difícil.
Perdemos o medo…
Perdemos o medo da polícia porque não tem lugar na prisão, perdemos o medo do pai e da mãe porque existe o conselho tutelar, perdemos o medo do papai-noel porque sabemos que ele não existe, perdemos o medo das cobras porque existe o Butantã e os seus soros, perdemos o medo de engravidar porque tem a pílula do dia seguinte ou o aborto (clandestino?), perdemos o medo da aids porque temos a camisinha mas mesmo assim nem sempre a usamos, perdemos o medo da chuva porque acostumamo-nos molhados, perdemos o medo da guerra porque vivemos nela eternamente e nos acostumamos com ela, perdemos o medo do mosquito porque já nos vacinamos, perdemos o medo do ridículo porque ridículos somos todos, perdemos o medo do flagrante porque a recíproca é verdadeira, perdemos o medo de atravessar as ruas porque a faixa de segurança ninguém respeita, perdemos o medo dos políticos e dos governantes porque eles não tem medo de CPI’s, perdemos o medo da lei porque sempre tem um geitinho, perdemos o medo da morte porque sabemos ser certa, perdemos o medo de trair porque também somos traídos, perdemos o medo de roubar porque também somos roubados, perdemos o medo das drogas, do álcool, dos excessos, porque perdemos.
Perdemos o medo do inferno porque o inferno é aqui.
Perdemos o medo. Não sabemos o que fazer com toda esta nossa coragem.
Perdemos o medo e dai?
Balas de framboesa a peso de reais, a peso de dólares.
Não gosto de balas de framboesa. Não gosto de chicletes de morango, não gosto. No máximo uma de hortelã e de vez em quando.
Porque será que insistem em me dar balas de troco? No supermercado, na farmácia, na fruteira, na lanchonete, no ônibus, sim, até no ônibus eles me dão mini-balas de troco. Isto quando não arredondam o preço. Um, dois, três ou quatro centavos não existem, cinco ou dez, só com muito sacrifício.
Não gosto de balas de framboesa.
Logo logo vão importar balas dos EUA, fabricadas, evidentemente, na China, para poder aumentar o valor. Sim porque balas estrangeiras valem muito mais que balas nacionais, ou pelo menos R$ 1,96 a mais.
Eles insistem, mas não, definitivamente, não gosto de balas de framboesa.


Para onde caminha a humanidade
Chove e chove forte. Sempre é assim. O ciclo se repete. A temperatura esquenta, esquenta e vem o vento trazendo nuvens carregadas que desaguam sobre as árvores, as ruas, as casas, os edifícios e os cemitérios.
Sim, os cemitérios, aqueles mesmos que foram visitados por milhares e milhares de pessoas que fizeram a limpeza dos túmulos e trocaram as flores secas ou as de plástico, que ainda permaneceram nos vasos ou deitados sobre as lápides dos ente-queridos falecidos e cuja visita será renovada no próximo 2 de novembro-FINADOS .
Respeito aos que realmente tem sentimentos, assim como os sentimentos da natureza extravasados, aqui, pela Suzana, mas nesta questão da morte fico com um, não, com dois pés atrás.
Faz anos que observo esta fúria da natureza sobre os cemitérios e o tempo passa e a história se repete. As pessoas fazem as suas homenagens e no mesmo dia ou um ou dois dias depois a ventania faz o seu serviço.
Fico imaginando se é coincidência ou se os deuses se rebelam com a hipocrisia de muitos que em vida não se relacionavam bem com o pai, o tio, o irmão, a mãe, um amigo que faleceram e agora comparecem anualmente aos cemitérios para colocar as flores, de preferência, de plástico porque elas não morrem.
Não vejo a morte assim. O que fica para mim são as lembranças, o ensinamentos, o bem que se faz em vida e a continuidade dela seja em que estágio for.
Se estamos só de passagem ou não, eu não sei, mas que os ventos fortes e as chuvas arrasadoras poderiam fazer uma visita ao cerébro de muito ser humano para derrubar vasos com flores de plástico, flores naturais e secas que só servem para aliviar suas conciências, poderia…