Muito lixo no meio do nosso caminho

“no meio do caminho tinha uma pedra…”, não só pedras, paralelepípedos, asfalto, basalto e sobre estas, um tapete de papéis, plásticos, borrachas, alumínios, garrafas…

“Goma de mascar plets amarelo, cigarros Malboro, lata de cerveja skol, lata de refrigerante guaraná Antarctica, canudinhos para tomar refrigerantes, um saco plástico pequeno, pedaços de papéis ao vento, saquinho vazio de salgadinho ruffles, papel de bala hortelã Wallerius, papel azul de chicle Ping-Png, uma bexiga, vazia e furada, de festas, toco de cigarros, caixa de leite longa vida Elege, garrafa long neck de cerveja, pedaços de isopor, palitos de picolé, pazinhas de sorvete, pote de iogurte Danoninho, tampinhas de garrafas”.

É sobre este tapete que diariamente caminho por longos 15 minutos, em torno de um quilômetro, da casa para o trabalho, do trabalho para casa, pela manhã, ao meio dia e ao anoitecer.

Outro dia vinha caminhando e avistei um gari, funcionário da prefeitura, a varrer a rua. Varria e colocava o lixo num carrinho de mão. Como o carrinho estava quase cheio fiquei a observá-lo. Pegou o carro foi até um terreno baldio e derramou todo conteúdo.

!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!? Socorro!!!! Vai entender!!!

Tentei argumentar, mas as palavras ditas foram em vão.

“Papel de picolé Chikabon, bolacha trakinas, negresco, uma garrafa de plástico vazia de cachaça, um pote de iogurte, papel de chocolate baton, copo de cafezinho, folha de jornal Correio do Povo, propaganda de loja comercial, tocos de cigarros, salgadinhos pingo d’ouro, palito de pirulito, uma caixa amassada de papelão de Catchup Dajuda perto da lancheria (já está a mais de mês na calçada em frente) uma seringa na saída da praça, meio limão espremido, uma moeda de cinco centavos, propaganda de supermercado, cartão telefônico da Brasil Telecom, flores de plástico…”

De alguns veículos que passam caem, inadvertidamente, latinhas, cigarros, papéis…

Não aguento mais esta poluição. O que teremos de fazer? Reunirmos-nos com o G 8 e assinar tratados de não poluição das nossas ruas e passeios? Pedir auxilio ao Bush ao Barac ou ao J McCain? Ou será que teremos de inventar um bafômetro lixômetro e através dele medir o grau de comprometimento de cada pessoa?

Talvez os próprios fabricantes, também, devam ser responsabilizados, mas por favor, queremos insurgir-nos contra o aquecimento global e nada fazemos nem mesmo para limpar o passeio em frente as nossas casas, nossos edifícios, nossas empresas. Limpar talvez nem seja necessário, mas não sujar, não jogar lixo é o nosso dever, a não ser que queiramos ter mais

“uma pedra no meio do caminho, do nosso caminho”…

Todo menino é maluquinho, mas feliz

O menino irriquieto brinca na sala.

Sobre o tapete, sobre o sofá, sobre a mesa de centro, sobre a televisão, na estante, os brinquedos viajam de cá para lá.

Monstros imaginários circundam o menino que foge deles. Pequenos aviões sobrevoam a selva fabricada e o som supersônico quase rompe os tímpanos dos adultos que se atrevem a marcar presença. Dois bonequinhos articulados se enfrentam em  lutas livres que só acabam quando um deles cai da mão do menino e o outro torna-se o grande vencedor. Uma espada de plástico cruza o ar num zás trás que assusta o gato que até a pouco jazia paciente e desligadamente no canto da sala. Alguns pêlos ainda flutuam no ar.

A televisão ligada tira-lhe, por segundos, a atenção mas o retorno ao mundo imaginário é imediato. Uma moto cruza o tapete e o som característico emitido pela boca do menino ecoa. A pantufa imitando um carro de corrida corre no circuito oval com destino à vitória.

O menino, na sua realidade, atira com sua metralhadora ao infinito como que a assassinar a solidão que sente e que vejo no fundo dos seus olhos castanhos.

A brincadeira acaba.

Recolher os brinquedos é preciso para se submeter a organização. A quantidade recolhida daria para marcar a volta na mata para que “João e Maria” não se perdessem, mas todos são, cuidadosamente, acondicionados em suas caixas.

Um pastel, um suco e a cama para recarregar as baterias para amanhã

Deni

É fácil concluir que a felicidade existe e que ela caminha lado a lado com a inocência dos meninos, das meninas, dos homens e de sua infância.

Chimarrão - A terapia do gaúcho

Quem nunca tomou um não sabe o que está perdendo.

Aquela cuia cheia de erva-mate verdinha; um chazinho para diversificar o gosto; a água derramada vagarosamente, nem fria, nem fervente, no ponto; a bomba (de chimarrão) dentro da cuia a interligá-la com a boca do vivente que vai sorvendo o mate; a cuia de mão em mão e o pessoal jogando conversa fora ou resolvendo todos os problemas do mundo.

É uma delicia.

Naquelas manhãs, tardes, noites geladíssimas do nosso Rio Grande do Sul/BR em que as temperaturas baixam de 0°C e não ultrapassam os 10°C, a água do chimarrão vai descendo garganta abaixo aquecendo todos os rincões do corpo e também da alma.

Quem precisa de cobertor?

E não é só no frio. Chimarrão toma-se sempre, no inverno, na primavera, no outono ou no verão.

Tomo chimarrão desde os meus 13 anos (já devo estar verde por dentro) e desde então é difícil passar 2 ou 3 dias sem. É uma tradição que cultivo e repasso aos filhos, que espero repassarem aos seus. Esta tradição está tão enraizada nos costumes do gaúcho, catarina e até paranaense, que muitos o tomam no trabalho, nos passeios pelas praças das cidades, nos jogos de futebol, nas escolas, nos bancos, nas repartições públicas e em todos os lugares que se possa imaginar.

Nesta história do chimarrão sou meio conservador, mas se amanhã aparecer um cientista maluco “Paulo” inventando uma fórmula para socializar mundialmente esta bebida, vou apoiar pois penso que todos têm o direito de experimentar.

Se fosse nos EUA já estariam comercializando o “chima-cola” e ganhando muitos dólares .

Hoje, muitas vezes, tomo o chimarrão em frente ao computador. A esposa não gosta e os filhos, fora, não me fazem companhia sempre. Entre o escrever um artigo, ler um nos blogs e acessar os sites, a cuia se esvazia, a garrafa térmica se esvazia e a chaleira já chiando sobre o fogão a gás anunciando que tem mais água para a próxima rodada.

Estão servidos?

Fidelidade

O que é ser fiel? Quem é fiel? Todos conseguem ser fiéis?

O conceito de fidelidade não passa pela subjetividade e relatividade interpretativa de cada indivíduo? Ou ser fiel é uma questão de princípios?

Não sei.

Penso que existem diversos tipos de fidelidade e o que é ser fiel para um pode não ser para o outro.

A Renata disse e atestou que sou fiel quem escreve o Movidoavapor é um blogueiro fiel, tanto que presenteou-o com este selo, que em breve colocarei em lugar de destaque.

Conceitos, princípios, fidelidade virtual.

Com este presente concluo que a fidelidade é uma virtude que devemos cultivar, pois selos dizendo que este blog é um Blog Infiel eu nunca vi, não recebi e nem pretendo receber.

Obrigado, Renata.

Agora o blog além de ter Total Force é considerado um blog de Blogueiro Fiel.

Dilmas, Isabellas, Alexandres, Anas …

E quando as coisas acontecem em cascata e, assim, são vinculadas na grande mídia, o que poderemos nós fazer?

Enfiar a cabeça tal qual tamanduá nos buracos de formigueiros a procura de alimentos? Ignorar os acontecimentos noticiados e trocá-los por músicas em nossos rádios, Mp4, televisores ou computadores? Reforçar a tese de muitos pensadores que dizem que o povo adora uma desgraça?

Não sei.

Na verdade precisamos manifestar-nos e externar os nossos pontos de vista, como por exemplo a Lunna que não confia muito nas palavras da nossa ministra.
Eu já acho que ela é o alvo de políticos experientes que estão vendo nela uma séria candidata a presidência e estão querendo, desde já. eliminá-la.

No caso da menina assassinada, então, fica claro que todo carnaval montado visa única e exclusivamente a audiência, pois vemos acontecimentos parecidos todos os dias no entorno de nossas residências serem ignorados tanto pela mídia como pela própria polícia (não, eu não acho este fato um fato banal, corriqueiro, sem importância).

Não sei. Ou será que sei? Ando meio indignado e em tudo, ou quase tudo, leio coisas nas entrelinhas e vejo sempre uma segunda, terceira, quarta intenção.

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