Mais realistas que o rei

Quando constatei que aqui no RS tem um novo jeito de governar não esperava que o jeito fosse tão igual ao governar em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em todo Brasil.

Nós, no Rio Grande do Sul, temos orgulho de sermos gaúchos, cultivamos as nossas tradições e muitas vezes extrapolamos na defesa dessa máxima que se criou no Brasil de que somos os mais trabalhadores, os mais éticos, que temos os melhores políticos, as melhores serras geladas, as mais belas mulheres, o mais combativo futebol, o mais isto e o mais aquilo…

Sou contra estes esteriótipos que fazem com que se crie uma crença sobre determinada história e a cada dia que passa firmo mais convicção nisto.

Vejam, agora, o que aqui, no nosso estado, acontecendo está.

Um secretário ex-secretário (Cesar Busatto) em conversa informal com o vice-governador, por telefone, deixa cair a máscara das falcatruas eleitoreiras que, segundo ele, são praticadas a muito. Agora estão usando o dinheiro do Detran, mas já usaram do Banrisul, Daer e outras autarquias que vão, com certeza, aparecer.

É evidente que a Exa.Sra.governadora nada sabia sobre o fato (eles nunca sabem…) mas a coisa está tão evidente que já ocorreram alguma demissões exonerações.

Fica no ar aquela interrogação!!

Somos nós, os gaúchos, um povo diferenciado? Melhores nisto ou naquilo em comparação com os outros estados? Ou será que somos todos iguais nesta guerra e chegou a hora de assumirmos as nossas fraquezas e os nossos pecados e admitirmos que homens bons e ruins, honestos e desonestos, corruptos e não corruptos existem em todas as classes, em todos os estados e que o nosso é um estado normal, de gente boa sim, mas com todas as falhas e tropeços que existem em todos os demais.

Chega de hipocrisia.

A Amazônia é de todos nós

De quem é a terra? De quem é a água? Até o ar parece que tem dono…

Mas quem tem o direito de posse sobre o planeta terra? E sobre os outros planetas? E Marte! Será que Marte será nosso se encontrarmos água e conseqüentemente vida?

Parece que nada é de ninguém e tudo é de todos…

AmazôniaToda esta introdução para opinar sobre a Amazônia brasileira. É terra, mata, madeira e riquezas minerais que não acabam. É o pulmão do mundo. É cobiça de todos os povos.

Parece que, conforme notícias vinculadas, a divisão corre a solta. Brasileiros, americanos, alemães, suecos, não importa a nacionalidade, estão comprando terras e se instalando.

Não tenho nada contra as pessoas, suas origens ou credos, o que me preocupa são as intenções. Não adianta ter nascido no Brasil,nos EUA, na Alemanha se o indivíduo não presta, não tem escrúpulos e em tudo que faz só pensa em levar vantagens, pessoal e financeiramente.

O progresso é o que impulsiona uma nação, e, neste caso da Amazônia, o que necessitamos é criar normas e diretrizes ou se já existem, fazer com que o mundo usufrua dos recursos que lá existem sem prejudicar o meio ambiente nem a soberania nacional.

Sou contra os privilégios, para “A”, “B” ou “C”, mas a favor do desenvolvimento da região feita por brasileiros ou estrangeiros e não quero tomar uma posição de protetor dos fracos e oprimidos nacionalista pois isto é conversa para boi dormir enganar bobo.

Esta é a minha opinião.

CPMF = CSS

Como dizia  o Roberto Carlos:

…Eu voltei agora é pra ficar

Porque aqui, aqui é meu lugar

Eu voltei pras coisas que eu deixei

Eu voltei…

Porque será que nós não aprendemos?

Mal acabaram com uma agora já estão criando outra contribuição. E o benefício para a saúde, que é prometido sempre, não aparece.

O Roberto como a Cpmf, voltou e nós, para acompanharmos o grande poeta Manoel Bandeira, que tal irmos à Pasárgada?

Já tô indo…

Não é fácil ser paraplégico

Minha filha tem um amigo paraplégico.

Era um rapaz saudável, viviam em festas e no fim de uma delas, nestas tantas curvas voltas que as estradas dão e impulsionado por aquilo que hoje e sempre impulsiona os jovens, uma derrapada com a moto e o (in)feliz deu de cara no chão, estatelado e desacordado. Do tombo para a paraplegia é um pulo.

Amigos, então, sobram poucos e o acesso às festas, às lojas, às escolas, aos bancos, aos restaurantes, aos ônibus, aos “xopins”, aos cinemas, aos etc é praticamente inexistente.

O que fazer então para que o Julio (o tal rapaz que sobreviveu ao acidente e que enfrenta a paraplegia com um sorriso no rosto e um otimismo que eu não teria) siga a sua vida normal, podendo freqüentar os lugares que todos podemos freqüentar?  Ajudá-lo com sua cadeira de rodas? Carregá-lo para lá e para cá apesar dos seus 75 Kg?

Ontem eles tentaram ir no Cia Bar em Estrela/RS, no Café Virtual em Lajeado/RS (cito estes dois lugares mas poderia relacionar uma infinidade deles) e acabaram desistindo. Sem rampas, sem banheiros especiais sem a paciência dos freqüentadores dos locais sem acesso, mesmo.

O que fazer então?  Fica em casa, Julio, quem manda tu seres paraplégico.

Penso que os nobres deputados, senadores, prefeitos, legisladores em geral, se sensibilizem e se interessem mais por este assunto (sei que já existem algumas leis) e façam algo mais no lugar de aumentar seus salários, suas ajudas de custo, suas verbas de representação.

Minha filha tem um amigo paraplégico e, aos nossos olhos, ele não está morto e merece uma vida normal por mais difícil e dificultada que seja.

Têm fenômenos, fenômenos e fenômenos

Escrever sobre o fenômeno quando ele vem e arrasa o quarteirão, a cidade, o interior, com a chuva, trovoadas e seus fortes ventos voltados para todas as direções como o que ocorreu aqui na região sul do Brasil é coisa mais fácil.

Escrever sobre o fenômeno quando ele sai de um jogo de futebol, carrega três travestis, faz aquela festa num motel, se arrepende e ataca de menino bonzinho no depoimento da delegacia e nas entrevistas posteriores e convencer os travestis que tudo não passa de um mal entendido é moleza.

Escrever sobre o fenômeno quando ele começa a perturbar as grandes nações que vão se ferrar quando dominarmos o mundo com os nossos biodólares porque apresenta energias alternativas como o bio-diesel no nosso Brasil é coisa mais fácil.

Escrever sobre o fenômeno quando nos é solicitada a ajuda para fiscalizar o “infiscalizável” êta palavrinha feia sendo fiscal do Lula no aumento dos combustíveis é moleza.

Quero ver escrever sobre o fenômeno que assola a Câmara dos deputados que percebem salários tão baixos que necessitam urgentemente que seja votado o projeto que lhes concede o direito ao auxílio funeral.

Eu não me sinto habilitado.

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