Artigos da categoria ‘Coisas do Brasil’
De tragédia em tragédia alguém tá enchendo o cofre.
O que está causando mais problemas/mortes?
A tão decantada gripe “A”, a guerra do tráfico em nossas cidades, o trânsito cada vez mais violento, febre amarela, aids, alcoolismo, hepatite, fome, sede, hipertensão, coração…
Depende tudo da propaganda, da publicidade, da vontade das editorias dos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão. Estranho, mas é a pura realidade, pois do contrário porque insistem tanto em dar uma importância demasiada a estas mortes com suspeitas da gripe A?
Escrevo aqui do sul do Brasil onde todos os anos inúmeras pessoas são acometidas de todos os tipos de gripe, todos os anos ocorrem inúmeras mortes em função delas e em nenhum momento a mídia deu tanta importância a elas.
Agora, não sei porque “cargas d’água”, estão assustando a população, mesmo que os médicos esclareçam que não é bem assim, que as estatísticas não são tão assustadoras, que não devemos nos automedicar, que os sintomas se confundem, que o tratamento é igual para todas as gripes, que devemos ter calma.
É claro que os cuidados devem ser tomados, mas exagerar?
Quem sabe nos preocupemos mais com certas leis que querem nos enfiar “goela abaixo”, como alerta aqui o Ery, ou então nos mobilizemos a procura de um pouco mais de justiça, a começar pelo nosso Senado e seu presidente Sarney que já estrapolou todos os limites.
O que será que está causando mais problemas/mortes neste nosso Brasilzão?

Vanderlei Luxemburgo ajuda a baixar índices de desemprego no Brasil.
Os índices de desemprego no Brasil estão baixando.
Muitos desempregados, assalariados, estão conseguindo trabalhar. Conforme notícia do seu próprio blog, Vanderlei está voltando e agora temos mais um clube candidato ao título do campeonato brasileiro de 2009.
Os demais brasileiros, mesmo que desempregados, a partir da semana que vem, aplaudirão mais esta conquista do Santos.
Este é o José do passo certo.
Falei ontem com o José, meu amigo de conversas intermináveis no boteco, ouvindo ao fundo o Raul cantando e insistindo que “o diabo é o pai do rock” e como sempre faço, exerci a minha função de ouvinte, pois José parece que tem duas, três, quatro bocas e fala com todas elas. A certa altura fiquei chocado com esta declaração dele:
-Odeio meu pai, odeio minha mãe. Odeio meus pais…
PQP!!!!!! Será que já tomamos demais? Será que é o efeito da batata frita?
José estava bem sóbrio e continuou:
- Meu pai me ensinou a pedir licença, a levantar o dedo quando queria falar em sala de aula, a respeitar os mais velhos, a não roubar, a não matar, a não furar filas, a torcer pelo GRÊMIO, a ser amigo dos amigos, a repartir o pão, a estudar, a trabalhar, a ter sonhos, a ter esperança no futuro, a …
-Mas isto lá são motivos para odiar os pais?
-Claro que são, insistia José. Eles só me ensinaram estas coisas “boas” e eu segui a risca. Sou um bom pai, marido, trabalhador, até estudando ainda estou, sempre me mantive otimista em relação ao futuro dos meus filhos, da minha cidade, do meu estado e do meu país. Sempre acreditei que os vereadores, os deputados, os senadores, os governadores, os presidentes exerciam seus mandatos preocupados com a população em geral, com nós que neles votamos e que se aparecesse alguém que tivesse um deslize seria exemplarmente punido. E o que vejo, o país do jeitinho, todos querendo levar vantagem em tudo, a corrupção correndo solta em todos o níveis, os senadores mais velhos, que deveriam dar exemplos, se locupletando sem parar, os colegas na empresa puxando tapetes para “subir”, os “Cartolas” recebendo porcentagens nas transações dos seus clubes, diplomas sendo vendidos a céu aberto e tantas outras falcatruas que me nego a relacionar e eu aqui, com estes meus escrúpulos, com esta minha mania de ser honesto, seguindo o exemplo dos meus pais e ensinando aos meus filhos como eles me ensinaram e não conseguindo nem ficar com os r$ 2,00 do troco que a Solange da padaria me deu a mais ontem quando fui comprar o pão. Entendeu porque odeio os meus pais? Entendeu?
Já estava ficando tarde, o nosso ponto, no boteco, já tínhamos batido, a conversa tinha fluído como nunca e todas as teorias sobre ódio e amor ao próximo, aos filhos e aos pais foram dissecadas.
Não posso concordar com o José, apesar de também ter motivos iguais aos dele para odiar os pais, mas penso que já passou da hora de revermos certos conceitos.
As diferentes mortes e acidentes fatais deveriam ter tratamentos iguais.
Não posso concordar com isso e fico procurando respostas.
Porque tanta cobertura a um acidente onde o avião caiu no oceano? Será que é porque aconteceram diversas mortes? Será que é pela dificuldade de se encontrar os corpos ou se os encontram já estarem decompostos ou mutilados? Porque os principais jornais do país (muitos do mundo), os principais noticiosos da rádio e televisão, muitos sites, muitas revistas, muitos blogues e muitas pessoas não conseguem parar de falar nisto? Será que eu sou um insensível e não consigo ver o drama dos parentes destas vítimas fatais? Será que se tivesse um conhecido ou um parente meu o enfoque seria diferente? Será que não consigo ver uma palmo a frente do meu nariz e não perceber que este acidente deixou diversas nações chocadas?
Sei lá.
Só sei que sempre que abro os jornais, principalmente após feriados, feriadões ou após os fins de semana, está lá, na primeira página, estampado, a quantidade de pessoas que morreram no dia anterior vítimas de acidentes de carros, de tiroteios nas favelas, de balas perdidas, de assaltos a mão armada, de suicídios, de overdose, de brigas no entorno de estádios de futebol, de sei lá mais o que.
Se somarmos as mortes diárias, ou, vá lá, se somarmos as mortes semanais chegaremos a números muito maiores do que ao destes passageiros do Airbus A330-200 da Air France. É evidente que o acidente mexe com as pessoas e se a mídia der um destaque então, parece que vira novela e a tragédia não se acaba, os parentes sendo perseguidos e os sentimentos deles relegados a segundo plano.
A o que deveremos nos ater?
Ao acidente em si que é espetacular, fantástico, ou aos inúmeros acidentes que acontecem diariamente e que também mexem com milhares de pessoas. Devemos nos ater às vítimas deste acidente ou observar as vítimas do nosso dia a dia que no somatório final, como já escrevi, atingem números infinitos?
Sei lá.
A morte é o instumento mais democrático que existe na face da terra e é nestas horas que muito refletimos sobre os fatos e acontecimentos que, assim que saem da nossa visão, do nosso pensamento, caem no esquecimento e só aparecem novamente na próxima tragédia, quando então lamentamos não ter tomado outras atitudes.
E é por isso que não concordo e não entendo e sigo na procura de todas estas respostas.


Não a obrigatoriedade
A fila era grande, meio desorganizada, alguns em grupinhos conversavam, outros, concentrados no aguardo e a porta não se abria. Contei os guris, eram uns trinta esperando a seleção começar. Não conhecia ninguém. Todos da minha cidade e eu não conhecia ninguém. Será que eles estão ali porque querem ou por um dever, uma obrigação?
Observei-os: Uns praticamente homens feitos, outros ainda parecendo umas crianças, mas todos com 18anos completos. E será que sabiam o que queriam ali, naquela fila, a espera da seleção? Perguntei. Uns respondendo que queriam ser dispensados para continuar os estudos, não perder o emprego, outros dizendo tratar-se de uma valiosa oportunidade de emprego, crescimento e futuro, mas todos protestando contra a obrigatoriedade do serviço militar.
Século XXI, jovens com 18 anos em todo Brasil obrigados a se alistar e tendo o seu destino traçado por alguém que foi destinado da mesma maneira?
“É a treva” como dizem certas pirralhas globais.
Penso que está na hora de acabar com estas imposições, pois tudo o que é obrigatório não tem legitimidade e se fosse tão bom como muitos dizem, não seria, redundando, obrigatório.
Só falta eu descobrir agora que o voto é obrigatório, que ter CPF é obrigatório, Carteira de Identidade, de motorista é obrigatório, que …
Socorro!!! É a treva o fim!!!