A cachaça de cada um

Não gosto muito de aderir a blogagens coletivas porque penso que todos blogueiam melhor do que eu, mas como esta não é nenhuma competição resolvi aderir, ainda mais que foi idealizada pelo Rayol do Jus Indignatus.

Poderia escrever sobre a história e a origem da cachaça, mas isto já tem aqui, poderia falar sobre os porres homéricos que todos tomamos, poderia falar sobre os benefícios e ou malefícios da branquinha marvada, mas vou tentar escrever algo sobre a cachaça[bb] de cada um, metaforicamente.

A cachaça de Deus foi criar o mundo e mesmo depois de tanto tempo ficar observando o que fazemos com ele;

A cachaça de Jesus era fazer milagres. Não podia ver um necessitado, um faminto ou o vinho terminar que logo transformava água em vinho, multiplicava pães e peixes, fazia paralíticos andar;

A cachaça dos cientistas é provar que tudo isto é mentira. Ainda estão tentando;

A cachaça do Hitler era a purificação da raça, apesar de usar meios que não justificavam os fins.

Para não ficar tão distante e trazendo o enfoque para os dias de hoje, tem a cachaça dos presidentes dos EUA (hoje o Bush) que teimam em interferir em todos os outros países;

A cachaça do Hugo Chaves é fomentar a discórdia entre os países das Américas;

A cachaça do presidente do Brasil, Lula, é descobrir entre os seus companheiros[bb] alguém que possa substituí-lo na presidência, já que não pode se reeleger;

A cachaça dos grandes meios de comunicação é, de um lado, criticar o governo perante seus leitores, ouvintes ou telespectadores e , de outro, fazer acordos escusos que mantenham o estatus de ambos. “Mais circo e menos pão ao povo.”

Tem a cachaça dos políticos[bb], dos empresários, dos homens, das mulheres. Todos temos a nossa cachaça. Uns a utilizam ao extremo e embriagados não conseguem ver o que se passa fora deste barril que a fermenta, outros sabem utilizá-la de forma racional e fazer com que esta obsessão produza frutos[bb]. Tem os que não tem a sua cachaça, mantendo-se alheios, neutros, apenas seguindo a boiada;

E tem a nossa cachaça.

A minha, a do Rayol, a da Letícia, a da Loba, a da Acqua, a da Paula, a de tantos outros blogueiros que postam seus artigos e manifestam suas idéias e postam seus artigos e manifestam suas idéias e transformam seus blogs numa verdadeira cachaça e cujo vício jamais, dependendo de mim, será abandonado…

No máximo vamos construir um grande alambique.

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