Artigos da categoria ‘Acredite se quiser’

19 de julho de 2010

Inverno, a melhor estação do ano.

Era disso que eu falava. O frio chegou e se instalou com toda força em todos os cantos da cidade e principalmente do interior, do campo. Os termômetros sinalizam temperaturas perto dos “zero graus célsius” e a sensação térmica é de no mínimo -5°C

O vento que sopra é tão gelado que parece que já vem molhado e não há casacos, jaquetas, capuz, gorros, japonas, luvas suficientes para acalmar os efeitos.           Antes da chuva uma neblina expessa se apresenta e limita nossa visão, encurtando a distância até o horizonte.

O frio aumenta e gotículas de água caem das nuvens em forma de flocos (parece neve) que se dissipam ao tocarem o chão. Aos poucos os pingos gelados aumentam e já se forma uma garoa mais consistente molhando os menos avisados que correm em busca de abrigo. A neblina de antes é substituída pela fumaça das chaminés que espetam o vazio acima das casas, dentro delas as pessoas procuram seus lugares perto de fogões à lenha e das lareiras para amenizar as sensações.

Café, chocolate-quente, chimarrão, taças de vinho e até bolinhos-de-chuva, surgem…

Agora chove torrencialmente. Chuva e frio, frio e chuva. Poucos são os corajosos que se aventuram a enfrentar o que a natureza se nos apresenta e capa-de-chuva ou guarda-chuva não protegem nada e ninguém.

Pássaros pousados sobre a goiabeira se encolhem, molhados.

O frio impera e era disso que eu falava, mas é só o começo. Conferir o estoque de lenha, de café, de vinho, reler “Ensaio sobre a loucura” do Saramago, abrigar-se da chuva, blusões de lã e cobertores, mais lenha no fogão, mais uma taça de vinho, mais um café.

Não escrevo sobre o polo norte, este é o inverno do nosso estado, do nosso Rio Grande do Sul e é a melhor estação do ano.

22 de junho de 2010

Nunca entre no banheiro errado

Tem coisas que só acontecem com os outros, ainda mais se é uma coisa errada: Falar ao celular quando estamos dirigindo, furar fila de banco ou de supermercado, ficar com o troco errado que a caixa da loja por engano nos deu, jogar lixo no chão… mas quando acontece com a gente em algum lugar do passado, presente ou futuro e provoca risos e gargalhadas em uns, fico pensando por que não compartilhar com mais pessoas que talvez tenham histórias parecidas, claro que o texto ficaria mais autêntico no blog da Anne, mas enfim, esta aconteceu em Novo Hamburgo/RS, quando lá morava, numa noite de sábado em que eu, minha esposa e alguns amigos fomos a uma “festa” que na época chamava-se “baile”.

Tudo rolava normalmente, danças, conversas, risadas, cervejas, refrigerantes, danças, conversas, risadas, cervejas, refrigerantes, até que surge a necessidade crucial da ida ao banheiro. A mesa num canto do salão (sim, naquela época tinham mesas, cadeiras para sentar…), o banheiro no outro e lá vai o Paulo atravessando, lépido e faceiro, o salão até o destino desejado. Entro no banheiro e estranho que está vazio, mas, pela necessidade, invado o reservado e começo a fazer o que vim ali para fazer. No meio do processo ouço vozes que me deixam intrigado, vozes femininas que saem da boca de mulheres que ingressam no “banheiro feminino” para fazer aquelas coisas que se faz nos banheiros.

A porta trancada, o líquido que expelia parou de sair, a respiração bem lenta e silenciosa, o ouvido procurando ouvir os alertas daquelas vozes femininas que me indicavam a trapalhada:

“Banheiro errado”

Fiquei quieto, só escutando e esperando que as mulheres saíssem para que eu também conseguisse sair. Reconheci algumas amigas e até a voz da esposa, mas continuava, ali, preso sem poder voltar ao “baile. Meia hora, quarenta e cinco minutos e nada, sempre tinha alguém no banheiro, até que abri bem devagar a porta, espiei pela fresta e percebi que um vazio se materializava, esperando minha fuga. Saí na corrida e na porta ainda esbarrei em alguém mas nem olhei para trás para saber em quem.

Que alívio!!!

Minha esposa e os nossos amigos já estavam me procurando e eu falei toda a verdade. Disse que tinha encontrado um amigo que não via a muito e que ficamos conversando sem perceber o tempo passar, kkkkkkkkk.   No outro dia relatei, detalhadamente, esta aventura que aconteceu na noite em que invadi o banheiro errado, que até hoje provoca risos e gargalhadas descontroladas toda vez que ela vem a minha/nossa lembrança.

10 de junho de 2010

Será que a madrinha consegue caminhar do banco da igreja até a pia para o batismo com a criança no colo?

Minha maior frustração é não saber contar piadas, anedotas e além de tudo, ouço-as e  logo as esqueço. Mas também, nem o mundo é perfeito e eu, mero assistente não busco a pefeição procuro interpretar e colocar no papel virtual as histórias que me são contadas ou as que presencio pessoalmente como esta a seguir:

Sentado na mesa do “Café do Tito” saboreando aquele pão de queijo que parece ter saído de uma padaria mineira e o café preto sem açúcar e quente, passado do jeito que eu gosto, ouço o diálogo entre duas mulheres na outra mesa sobre o batizado de uma criança recém nascida que se realizaria no final de semana na Igreja tal, com o padre tal … Uma delas deveria ter uns trinta anos, a outra dezenove/vinte e era esta, a mais nova, que seria a madrinha, que estava escolhendo a roupa, o cabelo, a bota (está muito frio) e o presente para a criança, quando derepente ela falou:

- Sou eu quem vai levar a criança para o padre fazer o batismo. Estou preocupada, pego ela seguidamente no colo, mas nunca a peguei de pé.

-Não te preocupa, retrucou a outra, podes deitar a criança no braço,  ela é muito pequena e não vai ficar em pé.

Viu, eu disse que não consigo contar piadas, mas esta estava caido de maduro e mesmo assim não me fiz entender.

Não era a criança que ia ficar em pé dona Soraia!!

Não era a criança!!!

5 de junho de 2010

A nossa Copa do Mundo.

Na 6ª série do fundamental tá bom, sei que isto foi no século passado eu frequentava o turno da tarde. As aulas iniciavam-se às 13:30h, mas às 12:30h, logo após o almoço de feijão, arroz, aipim, carne assada e salada, que era repartido metodicamente pela nossa mãe entre ela, o pai e os seis filhos, já estávamos na escola, a correr atrás da bola, lá na cancha de futsal com aquele piso áspero feito de lajes, a céu aberto com chuva ou com o sol do meio dia a pique.

O Babá, o Flávio, o Paulo, o Lauri, o Elói, o Juarez, o Heitor e mais alguns cujos nomes se perderam na memória do tempo, poderia mentir dizer que eles pediram para não serem citados formavam os dois times, as vezes de quatro, as vezes de cinco jogadores e por 45 minutos jogávamos a nossa Copa do Mundo.

Eram jogadas maravilhosas, gols de seleção brasileira, tabelinhas, defesas a la “Manga“.

Aos poucos até as gurias começaram a chegar mais cedo para assistir o nosso desempenho “futebolístico”. Primeiro foi a Denise, depois a Elaine, a Célia, a Márcia, a Eloísa e a nossa torcida aumentava dia após dia. Às 13:15h  o primeiro sinal tocava e o jogo 1 a 0 , 2 a 1 , 0 a 0 , não importava, encerrava-se. Pegávamos nossos livros e corríamos para a sala de aula, onde o professor Francisco, num dia, Jacinto, Iva, Marilu… em outros, aguardava-nos e, invariavelmente, nos repreendia pelo suor, pela sujeira em nossos uniformes e pela agitação que nunca parava.

Já estávamos no segundo semestre e, como em todos os campeonatos, a nossa Copa do Mundo chegou ao final. Não porque não encontravamos mais as bolas que chutávamos sobre a alta tela que circundava a cancha e elas insistiam em se esconder na plantação de milhos, nem porque a torcida vaiava um ou outro colega jogador, não porque os professores fizeram um abaixo assinado exigindo o fim dos jogos, nem porque o “Lauri”, dono da bola que era o maior “perna de pau” da equipe, exigia a todo momento que se  lhe passasse a bola, mas a copa acabou porque o Flávio e o Babá dividiram com muita força uma bola fazendo com que o Babá caísse, batesse a cabeça na laje e fosse acometido de uma congestão intestinal que o levou a convulsões, reviramento dos olhos, endurecimento dos braços e pernas e a revelação de um grande corredor, o Elói que voou arquibancada acima atrás dos professores para pedir ajuda.

O susto foi grande. O socorro veio com o professor Ludovico que com seu fusca branco, prontamente, levou nosso colega ao hospital que ficava a uma quadra do colégio.

A  partir daquele dia, naquele horário impróprio, não mais praticamos o nosso jogo e posso afirmar com toda convicção que em função disto o Brasil e o mundo deixou de conhecer alguns craques que poderiam ter surgido daquele campinho de peladas.

O Babá se recuperou e tivemos que encontrar outros locais e horários para continuar com as nossas jogadas, continuar com a nossa “Copa do Mundo“…

25 de maio de 2010

Piada de político tem hora.

E não é que o professor Maurício tem razão?

Refleti muito sobre o ensinamento dele.

Se os nossos governantes:  os senadores, os deputados, os governadores, os prefeitos, os vereadores são assim tão inescrupulosos, tão corruptos, tão preocupados com os seus próprios interesses e estes homens eleitos democraticamente pelo povo são oriundos do povo, da sociedade, então porque culpá-los por tudo de ruim que acontece neste nosso imenso Brasil? Se as “autoridades” são assim é porque nós somos assim e  a sociedade precisa assumir uma boa parte desta culpa, enquanto ela não se educa e não evolui culturalmente.

Observar os discursos dos homens/candidatos nesta época em que as campanhas às eleições se iniciam é hilariante. Todos têm solução para tudo, todos querem legislar em nome do e para o povo, todos são amigos, conhecem os problemas, têm as soluções, farão o possível e o impossível para amenizar a fome, acabar coma falta de escolas, diminuir o custo dos produtos, equilibrar as contas do governo, cobrar menos impostos, dar uma vida mais saudável aos idosos, conceder um salário justo aos que estão começando e aos que já estão no fim de suas atividades produtivas. E como bons brasileiros é só conferir após as eleições e durante os quatro anos que “eles” ficarão no poder. Conferir até conferimos, mas, como eles, nos esquecemos, logo, logo, das promessas e numa próxima eleição, lá estaremos para dar mais um voto de confiança.

O professor Maurício tem razão:

A sociedade é que precisa-se educar e se reorganizar, caso contrário…

Depois de tanta piada uma historinha séria:

O pastor em meio a sua pregação disse:

-Tenham fé que a fé lhes ajudará. Os cego voltará a ver, o mudo voltara a falar, o surdo voltará a ouvir,… é só ter fé.

Vejam, irmãos, o José que não consegue andar e o Jeremias que é gago. Eles têm fé e sairão daqui curados. Jogue as muletas fora, José, jogue as muletas fora.

José jogou as muletas fora e o Jeremias quase se finando ao lado do José, ria que ria..

-Que foi Jeremias, falou o pastor, o que ouve?

-O o o Jo jo jo jo joséééé ca ca caiu…

Eu precisava contar uma história séria, mesmo que acabasse com a pregação.

Clicky Web Analytics