Cardápio de domingo – Frango a espanhola ou Comida “ruim”
Tem coisas que nem experimentamos e já vamos dizendo que não é bom, que não gostamos, que isto e que aquilo, é o caso deste prato que aprendi com meu irmão Luís e que é a base de coxas de frango.
Toda vez que o fazíamos éramos obrigados a fazer algo à parte para nossa filha Camila que não podia nem sentir o cheiro (muito bom) da comida que já reclamava dizendo:
-Vai ter “Comida ruim” hoje!
Lá íamos nós preparar uma pizza, fazer um purê ou algo que tivéssemos à mão.
É um prato excelente para qualquer ocasião, almoço ou jantar, mas mais recomendado para o inverno ou um dia frio, acompanhado de um bom vinho.
Quem acompanha meus artigos sabe que não gosto de determinar as quantidades exatas pois cada indivíduo que faça as suas experiências culinárias e estabeleça as suas quantidades.
Originalmente fazíamos em uma panela de ferro (pode ser de alumínio) no fogão, posteriormente, devido as adaptações/experimentos do meu filho Felipe (um ótimo cozinheiro), começamos a fazer numa forma refratária, no forno elétrico ou à gás, quantidades menores para menos gente.
Forra-se o fundo da panela com as coxas de frango já temperadas, a seguir as batatas descascadas, já salgadas e cortadas no máximo uma vez ao meio, não podem ser muito pequenas. Próxima camada – cebolas a vontade, descascadas e picadas, a seguir uma camada de tomates picados (eu gosto de muito tomate) e outra de cenouras cortadas em rodelas. Agora o improviso: couve-flor ou brócolis ou espinafre ou repolho ou o que tiver na geladeira e combinar com os outros ingredientes, e, o “Gran Finale”, uma camada de lingüiça calabresa cortada em rodelas finas e pimentão verde ou vermelho picado.
É bom que a panela esteja bem cheia, coloca-se a tampa e um peso sobre ela para que o vapor não fuja, pois o cozimento se dará no vapor. A forma, no forno, deve ser coberta por papel alumínio. NÃO SE ACRESCENTA ÁGUA NEM ÓLEO. O tempo de cozimento é de mais ou menos uma hora e meia, usando fogo baixo no fogão ou então uma hora no forno.
Agora só falta descrever o aroma desta comida maravilhosa. Não, isto vocês só vão sentir quando a fizerem e aí então poderão descrevê-lo e me ajudar a entender como alguém pode achar esta comida ruim, mesmo porque quem era contra agora exige a toda hora que se faça a receita.
12 Comentários
eu vim de lá sem saber o que ia achar. encontrei um espaço de temas variados, todos tratados com a leveza de quem transita bem pelas letras. e ainda levo uma receita que vai fazer bem ao meu ego de má-cozinheira!
um beijo. gostei de estar por cá.
***Seja bem vinda e “aprecie com moderação”, ou
com toda a vontade que tiver. As receitas são
simples mas são muito gostosas, fáceis e práticas de fazer.
Também tô indo te visitar.
Bj.
Gostei da receita. Imagino que deva funcionar também com carne de porco ou de boi (ou vaca eheheh).
Quando cair o inverno por aqui vou testar.
Experimenta e me avisa, ou melhor, me convida que levo o vinho.
Abraço
Ei, vc já experimentou a mesma receita com bacalhau, desfiado a pedaços grandes, e depois de pronto regar com molho feito com especiárias e azeite de oliva??? Tente e depois me conte… ai que deu água na boca!!! Beijos querido!
Vou experimentar, vou experimentar.
Esqueci de contar: já faz um mês que meu pai testou essa receita e nós adoramos! Pequena modificação: não entrou couve-for (nem repolho, brócolis ou afim), e entraram azeitonas pretas.
Acompanhada de um ótimo vinho tinto, ficou mesmo uma delícia!
Que bom que gostastes Lu.
As adaptações na culinária só engrandecem os pratos.
olha!!!!!!!!! entrei pra procurar uma receita pra fazer para meus filhos e netos amanhã, e foi com grata surpresa que achei não só a receita que vou fazer, (por ccoicidencia acabo de vir do mercado e comprei batatinhas e pernas de frango; mas achei os textos, e eles são sensacionais….quem escreve?
Acasbei de colocar a receita no forno…
Agora é esperar e ver o acontece…
Assim que ficar pronta, e for degustada, digo pra vocês o que achamos .
Bjs


Mas também… aprendi com quem sabe das coisas…
Abraço
***Que rasgação de seda, Felipe. A gente só
aprende o que e se quiser.