terça-feira, 24 de novembro de 2009

Caminhando na solidão

Caminhar, exercitar-me numa cidade onde as ruas e avenidas são planas não me cansa.

Fim de expediente, tênis, bermudas, camiseta e “pernas na estrada”. Trinta minutos, uma hora, ducha quase fria e como todo bom gaúcho, tomar um bom chimarrão.

O vento sopra e balança o sininho pendurado na sacada e o som produzido passa um sentimento de tranquilidade, de paz.

O apartamento está deserto, nem o Fredy está hoje, para correr sobre o estofado, receber-me à porta quando chego, ou miar aqueles miados chorosos, implorando ração, atenção, colo ou cama.

Freddy

A TV ligada, sem o som, contribui para amenizar a solidão. O jornal de ontem me conta velhas novidades em forma de notícias, mas o Eduardo Galeano me envolve na leitura de suas “As palavras Andantes” e em sua “Janela sobre o medo” ele diz:

A fome come o medo. O medo do silêncio atordoa as ruas. O medo ameaça.

Se você amar, vai pegar aids

Se fumar, vai ter câncer

Se beber, vai ter acidentes

Se respirar, vai se contaminar

Se comer, vai ter colesterol

Se falar, vai perder o emprego

Se caminhar, vai ter violência

Se pensar, vai ter angústia

Se duvidar, vai ter loucura

Se sentir, vai ter solidão.

E não preciso escrever mais nada…

Categorias: Cotidiano, Pensamentos
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3 Comentários

25 de novembro de 2009

E se viver terá eternamente saudadeS!!!

Adoorei!!

Beijos querido!!!


26 de novembro de 2009

Que triste…
Caminhar é bom, mas não na solidão.

Bom dia Paulo!


29 de novembro de 2009

Bem realista, triste mas é isso mesmo.


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