Assédio moral?
Todas as partes têm direitos e deveres quando firmam um contrato e tudo pode ser discutido judicialmente.
A última moda são os processos por Assédio Moral. Quando a grande mídia enfoca um assunto e tenta discorrer sobre todos os prós e contras do mesmo, acho salutar, mas quando divulgam e dão ênfase a determinada facção caem no meu conceito.
Vi e ouvi num debate televisivo e li no site da Globo/Fantástico a respeito de vítimas de Assédio Moral. Diziam-se pressionadas, excluídas, humilhadas.
Vou fazer aqui a parte do “advogado do diabo”.
Tudo hoje em dia é muito, muito delicado.
Nos colégios os professores não podem levantar a voz que logo o aluno invoca o Conselho Tutelar. Os pais, em casa, não podem nada a não ser seguir os conceitos da psicologia moderna na educação dos filhos (sou do tempo em que a melhor psicologia era uma boa palmada), agora os chefes ou líderes ou diretores ou donos das empresas não podem cobrar ou dar alguma ordem mais dura que já caracteriza assédio?
Quero deixar claro que não tenho saudade nenhuma do tempo da ditadura (aliás nem vivi muito esta época) e sou considerado no meio em que trabalho bastante liberal.
Já tive uma micro empresa onde trabalhavam de 7 a 10 funcionários. Hoje sou funcionário de uma rede de lojas no varejo e lidero em torno de 11 colaboradores. Posso garantir que cada um tem a sua personalidade, cada um necessita de um tipo de atenção, cada um motiva-se de forma diferente e cada um trabalha e produz na medida que quer.
Se cada pessoa é diferente de cada pessoa, a forma como se delega e cobra as tarefas para cada uma delas, mesmo sendo iguais, pode ser interpretada de modo diferente.
Evidente que não concordo com excessos mas muitas vezes a interpretação dada pelos juízes a determinadas situações chega a ser hilariante diante dos fatos que realmente acontessem.
O que não podemos fazer é confundir os conceitos de direitos e deveres do contratado e do contratante correndo o risco de extinção tanto de patrões como de empregados.
E isto é o que não queremos.


Acho que há casos e casos. Há lideres que sabem liderar e chefes que, talvez por fraquezas que não admitem ter, querem se mostrar mais fortes e acabam por “subir na cabeça” dos subordinados.