As professoras e sua influência na formação da personalidade de seus alunos
Sempre gostei das professoras que me orientavam sexualmente na escola. A do primeiro ano primário (que me ensinou o Be a Bá), então, tinha por ela uma verdadeira adoração.
É lógico que aos poucos o endeuzamento foi dando lugar a razão e o que era místico foi se modificando, como por exemplo a Dna.Clara, minha querida professora no quarto ano primário, nos idos dos anos 69 (faz tempo).
Desde cedo ensinavam-nos a gostar de redações e o incentivo vinha através de “composições” que eram nos solicitadas.
Era julho de 1969 e nos meios de comunicação da época sinais de fumaça, pombos, boca a boca, rádio, televisão preto e branco, jornal semanal, só se falava na chegada do homem à lua.
Título da Redação:
“Tu achas que o homem descerá na lua?”
Que título! Que tema!
Como éramos pós graduados (não tinha um piá com mais de 10 anos) em jogar bola, jogar bolita, brincar de pega-pega, escalar e descer as ruas de chão batido com nossos carrinhos de lomba, concentramo-nos no tema e cada qual deu a sua importante opinião.
Não sei ao certo o que os colegas escreveram (alguns até me confidenciaram) mas eu, no alto dos meus nove anos de idade e com conhecimento científico baseado em estudos aprofundados patrocinados pelos EUA via NASA, profetizei que não, que com os recursos que dispunham nada poderiam conseguir e que …
Quebrei a cara.
Em 20 de julho de 1969 milhões de pessoas assistiam ao vivo pela televisão a chegada do homem a lua, o primeiro passo dado pelo astronauta Neil Armstrong e pelo astronauta Edwin Aldrin (que nunca é lembrado por ter sido o segundo).
No dia seguinte, a tarde, vem ela, a Dna Clara, toda sorridente, feliz (hoje sei que se sentia no mundo da lua) dizendo que leria algumas das redações que tínhamos escrito.
Não precisa nem dizer. A primeira selecionada foi a minha, letra por letra, palavra por palavra, frase por frase e os colegas me olhando, me “tirando”, rindo e se divertindo.
Ao fim da leitura, estando eu já ensimesmado, encolhido e escondido dentro do guarda-pó branco com gravata azul que vestíamos, perguntou:
-Então Sr. Paulinho. O Homem não vai chegar a lua?
Cavei, na hora, um buraco no piso da sala de aula, pulei nele e estou escondido até hoje, observando os colegas e a professora que julgara mestra mas que, aproveitando-se de uma opinião dada sobre um fato que poderia ou não acontecer, desdenhou da minha capacidade e inteligência caindo vertiginosamente no meu conceito.
A partir daí atrevo-me a opinar sempre com antecedência sobre os fatos sem temer as consequências, boas ou más, afinal é só a minha opinião.
PS:
Existem algumas teorias que me dão razão.
A Dna Clara, é claro, virou gema ou será escura ou será …
É, realmente, ninguém lembra do… Quem é mesmo?
Brincadeira!
Nossa, essa professora merecia queimar no fogo do inferno, cara! A redação sobre o que você ACHAVA que ia acontecer, e não sobre o que você iria psicografar com relação ao fato. Que mulher sem coração.
E quanto a flutuar num frio singelo de quase zero, deve ser um pouquinho incomodo, né? Se é que é possível. Hahaha!
Beijo!
É isso aí Nathália. O frio é muito gostoso mas é frio. Brrrrrr
Tem professoras e professoras.
Bj.
Olá!
Primeiramente, obrigada pela visita em meu blog.
Agora dei bastante risada ao ler o seu post! Afinal, imaginei como que seria dar a opinião que uma coisa não é possivel acontecer, e depois ela acontecer e sua opinião ser revelada a pessoas que passam a caçoar de vc….
Engraçado, mas graças a isso aprendeu que não se deve opinar sobre algo que não sabemos o fim. rs
Beijos, adorei a história!
O Giulia, vou ter que discordar.
Temos sempre que opinar, pois é só uma opinião e se
acontecer o contrário não importa pelo menos não ficamos em cima do muro.
Bj
Professora Clara ensinando com”posiçoes” aos alunos…quentes essas aulas, não?!
Agradeço pela presença no meu blog, fico muito honrada com sua presença, volte sempre!
Desejo-lhe um feriadão de descanso e paz! Um abraço,
Liz
Obrigado Liz, visitei e fui visitado.
Boa semana.
olá, diesel.
como estou me formando numa das licenciaturas, entendo um pouco como é iso d professor como imagem formativa aos alunos, como isso funciona. mas tb sei um pouco como os métodos educativos foram evoluindo ao longo do tempo.
sei lá, mas acho q a professora lá não fez por mal, saca? sabe qdo vc aprende uma coisa e só sabe fazê-la daqele jeito e acredita piamente q o q vc está fzendo é o melhor pra humanidade? rsrrrsrr
é, acho q esse foi o caso dela. acredito q, expondo vc pra turma, ela pensou estar educando vc e a turma. dando o exemplo para q “sejam mais ponderados na escrita d um texto”… rsrssrsr o q ela qeria era homogeneizar o pensamento… mas hj, graças, as vias pedagógicas optam pela valorização das diferenças…
mas, é claro, nem todo mundo é como vc e supera da maneira mais produtiva possível os desastres causados pelos professores em suas subjetividades…
ainda bem q vc é exemplo d superação e entende bem q “afinal é só a minha opinião”… rsrsrsr imagina se todo mundo tivesse a mesma opnião ou todos mundo prevesse como tudo iria acontecer? rsrsrsrs
piada. isso ñ é vida. é casa pré fabricada. rsrsrsr
adorei a reflexão q me causou com texto, diesel,
bjão,
té!
professora muito da sacana
Releva, Rayol, releva.
Valeu a visita Minina
Sei que se tu fosses a professora
minha formação seria outra. Hehehe..
Hoje realmete se vê que as coisas evoluiram.
Que Bom.
Bj.
Isso daria uma excelente sessão de análise!
Contudo, atrevo-me a OPINAR que você superou e do “buraco” soube o que é preencher bem um espaço e dar utilidade a sua função: valorizou o seu direito de dar opnião e sublimou [superando o trauma (?)]. (;
Beijos, moço.
Valeu Paula.
Já me sinto analisado.
Bj.
Sinceramente, sigo acreditando que não chegamos a lugar algum e que nossos pés ainda não chegaram nem mesmo ao chão do planeta terra.
Bom fim de semana, pelo visto, molhado.
Abraços meus…
Ps. De repente, o menino de nove anos esteja absolutamente certo quando a lua.
Se não estão na terra estamos com os pés no mundo da lua?
Continua chovendo e é tão bom…
Bj, Lunna
Como ex-professora de escola pública posso garantir q a valorização das diferenças ainda está longe de acontecer nas nossas escolas. Ainda existem, infelizmente, muitas donas Claras nas salas de aula…
Quanto à Lua, muitos dizem q realmente não aconteceu. Por que agora é tão difícil e em 69 foi possível?
Por estas e por outras que muitas desistem.
Valeu Pati.
Beijão