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A paz do anoitecer
Debaixo da cerejeira, sentados em cadeiras posicionadas no gramado da casa, estavam eles. Ela lendo o seu livro sobre Yoga, ele com o jornal já lido, pensando e observando a natureza.
O beija-flor pairando no ar a desafiar a gravidade. A brisa do vento fazendo balançar as folhas das outras árvores: pereira, laranjeira, bergamoteira. Os gatos estirados na grama a ronronar. O cachorro do vizinho correndo ao redor de si mesmo, perseguindo o próprio rabo como que querendo inventar a broca. Os pássaros sobrevoando num vai e vem interminável a cantar suas canções de sábado, domingo, segunda-feira…
Ao longe o som dos carros e motos que transitam nas ruas vizinhas.
Um CD da Marisa Monte a tocar. O céu cinzento como que a anunciar a chuva que teima em não cair. Ouve-se alguns grilos e os sapos que coacham. O gato branco corre em disparada subindo o tronco da árvore e retornando, calmo, ao chão.
Aos poucos a luz do sol vai enfraquecendo e no horizonte vê-se o último raio.
Escurece. É noite.
A fraca brisa torna-se um vento frio que mexe com o casal. Ela larga o livro pois as palavras, iluminadas pelo sol, agora sombreadas pela lua cheia, não mais se deixam ler. Ele ainda faz anotações sobre a natureza que observa e integra.
Escurece, é noite.
Toque de recolher instintivo. Entram na casa. Não mais os vejo, só ouço o silêncio da noite que agora domina a paisagem, sem pássaros, sem grilos, sem sapos, sem gatos, sem cachorro, sem casal…