A morte branca
Senti a morte
montada num cavalo branco.
que
empalidecia.
De branco passou a verde
de verde a roxo
roxo a preto.
Esperneava, gemia, berrava…
Senti a morte
montada num burro branco
que era cavalo branco
que virou num arco-iris.

Senti a morte
Desmontando do cavalo branco
que devia ter morrido
para que eu não sentisse
o relincho do burro-cavalo
que morreu por ser cavalo,
não por ser burro…
Senti a morte branca!!!
8 Comentários
Marrie, disse o que eu não sabia dizer, fiquei procurando uma palavra. Talvez seja isso, intrigante.
Também vou ficar pensando.
E quando encontro algo escrito dessa forma, fico pensando no pensamento de quem pensa. No sentimentos.
abraços, intrigada e espantada.
Hummm…
Realmente intrigante…
Abraços.
É só a morte…
Branca, preta, lilás, ou todas do arco-iris, como escrevi.
É só a morte.
Bj, Abraços.
Paulão!
Você tem muita poesia em sí, meu amigo. Belo poema. E a imagem, o cavalo branco e uma paisagem com aparência de devastada pelo fogo, enseja outra versões.
Vou copiar a imagem e se rolar, publico um também.
Sérgio:
Pode copiar que já é cópia.
Vamos esperar a publicação.
Abraço.
Só sei que você poetou e coloriu a morte lindamente.
Achei incrível e diferente este seu poema..Amei!
Um beijo de admiração!
Obrigado, Layla. Também curto os teus textos.
Bj.


Se tivesse q adjetivar esta poesia, diria que ela é, no mínimo, intrigante! Vou pensar um pouco mais sobre “a morte branca” e depois volto! rs
bjs e obrigada pelas constantes visitas