quinta-feira, 17 de julho de 2008

A morte branca

Senti a morte

montada num cavalo branco.

que

empalidecia.

De branco passou a verde

de verde a roxo

roxo a preto.

Esperneava, gemia, berrava…

Senti a morte

montada num burro branco

que era cavalo branco

que virou num arco-iris.

Senti a morte

Desmontando do cavalo branco

que devia ter morrido

para que eu não sentisse

o relincho do burro-cavalo

que morreu por ser cavalo,

não por ser burro…

Senti a morte branca!!!

Categorias: Poesias
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8 Comentários

17 de julho de 2008

Se tivesse q adjetivar esta poesia, diria que ela é, no mínimo, intrigante! Vou pensar um pouco mais sobre “a morte branca” e depois volto! rs
bjs e obrigada pelas constantes visitas


18 de julho de 2008

Marrie, disse o que eu não sabia dizer, fiquei procurando uma palavra. Talvez seja isso, intrigante.
Também vou ficar pensando.
E quando encontro algo escrito dessa forma, fico pensando no pensamento de quem pensa. No sentimentos.
abraços, intrigada e espantada.


18 de julho de 2008

Hummm…

Realmente intrigante…

Abraços.


18 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

É só a morte…

Branca, preta, lilás, ou todas do arco-iris, como escrevi.

É só a morte.

Bj, Abraços.


18 de julho de 2008

Paulão!

Você tem muita poesia em sí, meu amigo. Belo poema. E a imagem, o cavalo branco e uma paisagem com aparência de devastada pelo fogo, enseja outra versões.
Vou copiar a imagem e se rolar, publico um também.


19 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Sérgio:
Pode copiar que já é cópia.
Vamos esperar a publicação.
Abraço.


21 de julho de 2008

Só sei que você poetou e coloriu a morte lindamente.

Achei incrível e diferente este seu poema..Amei!

Um beijo de admiração!


21 de julho de 2008
Paulo R. Diesel

Obrigado, Layla. Também curto os teus textos.

Bj.


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