A entrevista do gato ou O Fredy voltou
São 5:30h da madrugada. O povo dorme na casa. Repentinamente ouve-se um miado, dois, três e o choro do gato torna-se melancólico, suplicante, triste.
A mulher acorda num salto e corre para abrir a janela (chamando o marido e a filha que está no outro quarto): É o Fredy! Ele voltou. É o Fredy.
Janela aberta e o gato já pula, carente, para dentro do quarto.
Afagos, carinhos, perguntas.
Com a aparência de quem fez uma viagem de ida e volta a Santiago de Compostela, e, com a sede de quem não vê água a 9 dias e algumas horas, o Fredy é levado à “sala dos gatos” e lá sacia a sua sede e sua fome.
Minutos após mantenho os seguinte diálogo na certeza de descobrir o paradeiro do aventureiro gato.
Paulo: - Alguém te levou? Onde tu estavas?
Fredy: - Miau, miau…
Paulo: - Como estás tão sujo? Estás com sede? Estás com fome? Por onde andastes?
Fredy:- Miau. miau…
Como já obtive todas as respostas que precisava, desisti da entrevista e pus-me a imaginar o que leva a “peste” (no bom sentido) de um gato bem tratado que dorme por vezes no sofá, na cama do casal, na cama da filha; que é alimentado 3 a 4 vezes por dia pela melhor ração; que passa de colo em colo no inverno
para se esquentar; que mantém diálogos intermináveis com a sua dona; que pode entrar e sair de casa quando bem entender; que foi encontrado abandonado em uma rua escura, pequeno, magrela e hoje é um gato bem nutrido, pêlo penteado e limpinho?
Será que o gato sentiu a necessidade de aventurar-se por terras longínqüas, conhecendo novos amigos, ou será que foi raptado por seres inescrupulosos que vêem num gato mais um ornamento para suas casas ajardinadas e floridas, não medindo esforços para conquistar tal troféu, nem se importando com o sentimento da família que o adotou desde que era pequenino e raquítico (principalmente a esposa) que de longe chamava por ele dia após dias e o gato sentindo as boas vibrações ou as mensagens telepáticas (e até via internet) lutou e relutou com os supostos raptores e de lá longe partiu em retorno ao lar que o aguardava com toda a ansiedade abaixo de chuvas, trovoadas e ou sol escaldante.
Se bem entendi, na pequena entrevista que me concedeu, foi isto o que aconteceu e talvez, com o passar do tempo, reconquistando a confiança do gato “Fredy”, que por ora está abalada, ele nos conte mais detalhes sobre esta sofrida mas proveitosa aventura.
“Miau, miau…”
miauuuuuuuuuuuuuuu…
Isso basta.
Bom fim de semana!!!
Bom fim de semana para
ti também.
Abraço.
Pulsão de Morte, meu feeeeelho! [risos]
Gatos são que nem aquele cara que tem uma Angelina Jolie em casa, mas vai-num-vai dão um salto na cama da empregada banguela (só-o-pó) da vizinha, ou, feito aquelas mulheres que têm um Mr. Darcy (”Pride and Prejudice) para seu deleite e se desmancham nas boquinha desdentada de um Tião Macalé da vida! kkkkkkkk… Isso existe, pode acreditar.
Pulsão de Morte! Mas, afinal, os gatos têm 9 vidas (dizem)!
Já os humanos…
Beijos, moço. Miaaaaaaaaaauuuuuuuuu…! [risos]
-0-
Paula:
Fogem, aventuram-se mas voltam para o lar,
para os carinhos e para aquela “ração” gostosa.
Beijo.Bom domingo…
[...] e o coração vai de mão em mão e a prosa corre solta (de travessura dos gatos até soluções para qualquer problema político ou financeiro do Brasil [...]