terça-feira, 11 de dezembro de 2007
A canção da morte
Cantaram
a canção da morte
entrando em parafuso.
Sentados nos nós da corda
que apodrecia em meio
às madeiras do cais.
Cheio de navios
com porões
de escravos negros, brancos, escravos.
Morreram podres, escravos
dos navios que aportaram no cais
com madeiras amarradas em cordas
parafusadas à canção.
A morte canta a sua…
Categorias: Poesias
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3 Comentários
16 de dezembro de 2007
Bela poesia, digna de colêtanea para um futuro livro, parabéns.


Finalmente, retribuindo a visita – *vergonha* -, estou aqui em seu blog. E descubro que és poeta! É claro que já assinei o feed. Beijos!!!