A canção da morte
Cantaram
a canção da morte
entrando em parafuso.
Sentados nos nós da corda
que apodrecia em meio
às madeiras do cais.
Cheio de navios
com porões
de escravos negros, brancos, escravos.
Morreram podres, escravos
dos navios que aportaram no cais
com madeiras amarradas em cordas
parafusadas à canção.
A morte canta a sua…
Finalmente, retribuindo a visita - *vergonha* -, estou aqui em seu blog. E descubro que és poeta! É claro que já assinei o feed. Beijos!!!
Bela poesia, digna de colêtanea para um futuro livro, parabéns.
[...] nºs da loteria mas nunca os joguei, já sonhei com o fim do mundo, já sonhei com a morte que vinha a galope, já sonhei com o trabalho e com alguma dificuldade ou problema que depois [...]