A canção da morte

Cantaram

a canção da morte

entrando em parafuso.

Sentados nos nós da corda

que apodrecia em meio

às madeiras do cais.

Cheio de navios

com porões

de escravos negros, brancos, escravos.

Morreram podres, escravos

dos navios que aportaram no cais

com madeiras amarradas em cordas

parafusadas à canção.

A morte canta a sua…

3 comentários para “A canção da morte”

  1. Finalmente, retribuindo a visita - *vergonha* -, estou aqui em seu blog. E descubro que és poeta! É claro que já assinei o feed. Beijos!!!

  2. Bela poesia, digna de colêtanea para um futuro livro, parabéns.

  3. [...] nºs da loteria mas nunca os joguei, já sonhei com o fim do mundo, já sonhei com a morte que vinha a galope, já sonhei com o trabalho e com alguma dificuldade ou problema que depois [...]

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