Artigos de dezembro de 2009
Os fogos que anunciam um novo ciclo.
Os pais dos nossos avós vieram da Alemanha e se instalaram aqui no Rio Grande do Sul/Brasil sem falar uma palavra do português, nossa língua nacional.
Nossos avós falavam 80% do tempo em alemão, 10% num português misturado com alemão e 10% não falavam só ouviam, tentando entender o que os outros diziam.
É nesta época do ano em que as pessoas se irmanam e se solidarizam e trocam presentes e confraternizam com suas ceias natalinas (perus, chester, churrascos) e soltam fogos para demonstrar que o ano que está por terminar foi maravilhoso ou nem tanto, que sempre vem-me a memória as festas que estes alemães trouxeram da Europa e adotaram para as suas comunidades aqui no sul, como por exemplo os “Kerbs” que era (e ainda é) uma festa de comemoração do aniversário da Igreja.
…terminado o culto na igreja, iniciava-se uma romaria até o salão de festas pelas ruas da cidade, uma banda de sopros e gaitas e violões e violinos comandava o espetáculo e o povo vinha atrás da banda, feliz, dançando, conversando, soltando fogos que explodiam nas alturas e ecoavam aos quatro cantos da cidade. É aqui que eu queria chegar:
O som dos foguetes era ensurdecedor, incessantemente os homens soltavam um após outro e aquilo contagiava todos os presentes, menos os cães, os gato e o meu irmão. Cães e gatos têm uma audição muito aguçada e o som dos foguetes atingia decibéis que perturbavam-nos, atingindo diretamente seus tímpanos o que fazia com que eles corressem, fugissem, escapassem, procurassem lugares mais distantes, onde fossem menos atingidos. E o meu irmão, sei lá se ele tinha um ouvido muito bom e percebia o que nós guris e gurias de 5 a 8 anos não percebíamos, corria em disparada, como os cães e gatos, até a casa da nossa avó e se escondia debaixo da cama dela e de lá só saia depois que os fogos cessassem.
E os fogos ecoavam nas ruas e nos becos da cidade e o guri escondido debaixo da cama.
Era hilariante. Todos brincando ao redor da banda, dançando, comendo pedaços de cuca ou bolo, tomando guaraná que é muito melhor que soda e ele, meu irmão, escondido debaixo da cama da nossa avó.
Memórias e lembranças de um tempo em que as coisas simples nos divertiam e nossos vícios eram tão singelos e simplórios que não tinha comparação.
Que os fogos natalinos e de fim de ano nos remetam à infância, mesmo que tenhamos que esperar pelo irmão que está escondido debaixo da cama dos avós, para relembrarmos-nos momentos onde o consumismo não era tão desenfreado e que em uma romaria da igreja até o salão de festas encontremos esperanças no ano que vem logo ali.
Sai debaixo da cama, guri.
Devagar
Sento e sinto
Penso e reflito
Imagino e digo
Corro e fujo
Mato e morro
Você me atormenta
Por vezes acalenta
Em câmera lenta
Destino infinito.
Receita de panetone
Como manter a dieta se os alimentos que se nos apresentam são tão deliciosos? Hoje, já que estamos nesta época natalina (?) degustamos um ótimo panetone , uma receita caseira que não é difícil de se fazer e nem é difícil de se comer. Aproveitem a receita, pois independentemente da época, sempre pode acabar com sua fome.
Panetone Caseiro
2 ovos
70 gr de manteiga (tem de ser manteiga)
1/3 de lata de leite condensado
1/3 de xícara de açúcar
1/3 de copo de leite morno
1/3 de copo de água morna
1 colheres (sopa) de fermento instantâneo ( de pão)
1 pitada de sal
raspas de limão
600 gr de farinha de trigo
Recheio:
1/2 tablete de margarina ou manteiga
1/3 de xícara de açúcar
frutas cristalizadas, passas, cerejas, ameixas pretas, castanhas ou
nozes, o que se preferir, ou
chocolate preto ou branco picados, ou
doce de leite, ou
bombom picado.
Bater na batedeira os ovos, a manteiga, o leite condensado e o açúcar.
Juntar o restante do ingredientes aos poucos, misturando a mão. Deixar
crescer. Abrir com rolo sobre mesa enfarinhada. Recheio: misturar a
margarina com o açúcar e espalhar com colher sobre a massa. Colocar as
frutas ou o chocolate picado, ou o que preferir e enrolar. Cortar em
pedaços e colocar nas formas. Pincelar com ovo e fazer cortes com
tesoura. Deixar crescer a assar. Se quiser, cobrir com açúcar de
confeiteiro e pedacinhos do recheio.

Estão ainda ai parados? Mexam-se e enfrentem este desafio e Bom apetite…
Criança sorri e emociona quem as faz sorrir
“Botei meu sapatinho na janela do quintal,
papai noel deixou meu presente de natal.
Como é que papai noel não se esquece de ninguém,
seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem…”
Cresci ouvindo e cantando esta música que nos encantava e nos envolvia nesta magia que era o Natal. Colocar o sapato na janela era uma de nossas práticas em tempo de criança (te lembra Neusa?) e sempre encontrávamos algo, nas manhãs em que acordávamos excitados em busca do presente que, financeiramente, não significava muito mas e a magia… Ah!!!! A magia…
Incentivamos este costume na nossa família e a repetição dos atos por nossos filhos nos deixava muito felizes. Lembro que certa vez a Camila, nossa filha mais nova, no alto dos seus quatro/cinco anos, não lembro bem, chamou-me e pediu ajuda para colocar o “sapatinho” na janela. Colocamos e ela com muita ansiedade queria ir dormir logo para que a noite passasse, para que a manhã chegasse, para que o papai noel deixasse um bombom, um chocolate seu presentinho.
Que beleza, pensei, mas logo percebi que nada tínhamos em casa, caramelo, bombom, chocolate, pirulito, para que o “papai noel” colocasse no sapato. Bateu o desespero, como interromper tão precocemente esta magia? Como dizer a filha que o “papai noel” nada tinha para deixar?
Ideia!!!!!
“Querida Camila! Faltam treze dias para o Natal. Estou com muito trabalho e hoje não pude deixar nada, pois o estoque acabou e o mercado já estava fechado. Eu voltarei. Abraços :Â PAPAI NOEL”
Um bilhete que a deixou feliz e que por muito tempo ela mostrava aos irmãos e colegas. Algum tempo depois falamos sobre o fato e sobre a importância que pequenos gestos podem colaborar com a felicidade e com a realização dos sonhos, mesmo que sejam sonhos pequenos, simples, como receber um bombom num sapato que se coloca na janela do quintal.
Feliz Natal a todos


A dieta do milho
Como se come e se bebe nesta época do ano. Também, tudo é motivo para comemorar e bebemorar, são os happy auer’s, as festas para entrega dos presentes de amigo oculto (haja pizza), as reunião e ceias em família ou com amigos no Natal e o pior, ou será o melhor, ainda tem o fim de ano.
E foi na noite de natal, entre uma cerveja e outras, que elaboramos esta dieta, com palpites de todos os presentes, teorias e teorias sobre este alimento que pode ser a salvação de muitos gordinhos ou dos que sempre setão preocupados com a sua saúde ou a sua silhueta.
Apresento-vos a salvação da lavoura, o alimento que se não faz emagrecer, pelo menos não se incorpora ao corpo nosso e nem aumenta as gordurinhas nossas tão, por vezes, salientes:
O Milho!
Sim, o milho.
E não tem receita nenhuma, não tem dosagem mínima ou máxima. É só observar o caminho que o milho toma:
Já observaram o que acontece com o milho após a sua ingestão? No dia seguinte? Ou quando se vai ao banheiro e se expele o que os aparelhos/órgãos internos não aproveitam? Sim. Exatamente. Vai tudo vaso abaixo e todos aqueles grãozinho amarelos que comemos vão se perdendo entre as águas do esgoto. Não sobra nada.
Mas vão com calma, ou adotem a teoria do SDD (se der deu) que eu aprendi numa palestra do Eduardo Tevah que assisti dia desses.
Isto são tudo Teorias de uma Noite de Natal, mas bem que poderiam ser a solução de todos estes nossos problemas.