Artigos de setembro de 2009

26 de setembro de 2009

Troca de estações

O sol está escaldante, senegalês.sol

As caturritas comem todas as amoras da árvore que plantamos.caturritascaturritas nas amoras No Jardim Botânico as serpentes nos encaram, mas são os gansos e as tartarugas e os peixes e as flores e as árvores que fotografamos.P1010272P1010280P1010309

P1010305Minha primavera é diferente. O frio ainda perdura como nas noites e nas manhãs de sábado. A minha mão te toca, a tua mão me acaricia. O dia começa. Eu mais emoção, tu mais razão. Os opostos se atraem. O vinho nos entorpece e a pizza que degustamos é afrodisíaca. O cobertor nos une para fugir dos 13°C que ora fazem. Somos iguais e diferentes, mas chegamos juntos, ou separados, ao lugar em que queremos chegar. Minha primavera é diferente. As flores ainda não sairam dos seus “casulos”. Os pássaros ainda não estão polinizando e a reprodução da flora se dá aos poucos, sem árvores ou flores em extinção.

O sol novamente está a pino, mas logo virá o vento que trará a chuva e ainda proporcionará mais alguns dias de frio, mas a transição das estações se fará naturalmente.

22 de setembro de 2009

O que nos resta

Acordo e

a necessidade

lateja.

A cabeça,

ainda,

inconsciente.

O dia inquieto

provoca reações

impensadas

O sol, o vento, as nuvens

se manifestam.

O silêncio

me abandona e

os sons do tudo

me embriagam.

Falta-me ar

e resta-nos o céu

e as estrelas.

17 de setembro de 2009

20 de setembro – Revolução Farroupilha

Vem ano, vai ano  e minha indignação aumenta.

Já me manifestei aqui e depois de um bom tempo, percebo que pouca coisa mudou e se mudou foi para pior. O comércio tomou conta da data, tem gente que, com sotaque de outro estado,  declara sua loja “gaúcha”, tem emissoras de rádio e televisão  que durante o ano todo defendem a globalização a qualquer custo e nesta época assumem um papel bem regional a troco de melhor audiência.

Até o papa João Paulo em sua visita ao estado (em l980) foi declarado gaúchopapa10 (“Ucho, ucho, ucho o papa é gaúcho”), dá prá aceitar, dá prá entender, mas escutar até a Volkswagem (carro do povo) fazendo publicidade com sotaque bem gaudério é dose.

Ainda bem que depois das comemorações as coisas voltam ao seu lugar  e os verdadeiros gaúchos sobreviverão. Será?

15 de setembro de 2009

Produzir com inspiração, cada um tem a sua maneira.

Não sou blogueiro/escritor/poeta de rascunhos.

Quando escrevo vou do começo ao fim. Sem parar. Por vezes reviso, mas quando o artigo ou poema está pronto, está pronto e ponto final. Não altero, não complemento, não incluo versos no meio, não modifico o sentido das frases para não comprometer o texto. É o sentimento do momento que procuro expressar e transmitir.

As vezes falta inspiração, passo dias sem produzir nada e jogo ideias de um lado ao outro dentro do cérebro. Ideias que se chocam e se partem e se combinam parecendo reações químicas de um, dois, três elementos formando novos.

As  vezes produzo um texto normalmente como o que estou escrevendo agora, as vezes vejo-me envolto em uma nuvem de letras e palavras e ideias que se justapõe e vão formando textos distintos. Já me vi escrevendo, ao mesmo tempo, um texto e dois poemas com temas bem diferentes mas que conclui um após o outro.

Já me queixei a alguém que estava sem inspiração para escrever sobre dado assunto e com a sugestão deste, no meio da conversação, arquitetei o texto ou o poema e o finalizei até o fim do diálogo.

Tenho textos e poemas guardados para, quem sabe um dia, publicá-los, mas gosto mesmo de lançá-los na virtualidade do meu blog, mesmo porque existem pesquisas que indicam que estamos lendo cada vez menos livros e não sabemos o porque. Se os livros em geral estão em baixa o que dizer dos específicos, como por exemplo os livros de poesias de que trata a Lunna neste artigo em suas Teorias Impossíveis.

Eu já me contentaria em saber “quantos livros ou poesias você leu em toda a sua vida…” já que saber quantos livros de poesias você comprou é praticamente impossível, se bem que a quantidade de poesias lidas deve superar de longe a quantidade de livros de poesias comprados.

É o que eu penso.

11 de setembro de 2009

Receita de Massa Caseira

Morando aqui na cidade de Teutônia, estado do Rio grande do Sul, neste pais chamado Brasil, não tenho a mínima idéia de quantas pessoas neste mundão afora conhecem um cavalo, sabem que o leite vem das vacas, ou cabras, ou búfalas, imaginam de onde vem as frutas ou que os ovos simplesmente aparecem naquelas caixas carimbadas com o nome da granja.

Na área rural da minha cidade ainda existem muitos agricultores que criam suas galinhas no pátio, soltas, sem grades, para que elas botem aqueles ovos com uma gema de cor amarela, mas tão amarela, que parece só se conseguir com ingessão de produtos químicos. Confiram a cor na fotografia que publico junto com a receita desta Massa Caseira que de quando em vez produzo aqui em casa e que, modéstia a parte, na opinião desinteressada dos familiares e amigos, é muito boa.

Massa Caseira

4 ovos

500 g farinha de trigo (mais ou menos)

água

Misturar os ingredientes em um recipiente até que se possa colocá-la sobre a mesa para terminar de misturar e amassar até se conseguir uma massa que não mais grude na mesa. Cortar em duas ou três partes e abrir a massa com o rolo (aquele rolo “amansa marido”), deixar secar por um tempo (tem que se ver o ponto certo) e cortar em pequenas tiras.

Massas caseiras à moda do Paulo

Depois é só cozinhar e saborear.

Claro que comprar um pacote de massas prontas no supermercado, ou na quitanda, ou na padaria é muito mais prático e menos trabalhoso, mas não é isso que queremos. Queremos ocupar-nos com afazeres distintos dos nossos afazeres costumeiros para desestressar e recarregar as nossas baterias.

É o que eu faço.

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