Artigos de março de 2009

31 de março de 2009

Receita de bondade ou maldade, sei lá

Hoje quero postar uma receita que me foi repassada pelo Renato Russo, a mim e a milhões de fãs. Volto e meia ponho-me a escutar esta mensagem que por si só se explica. Curtam e vão no You Tube para ver as imagens.


Os Anjos

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Hoje não dá
Hoje não dá
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar

Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espirito de porco
Duas chicaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça

Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar

Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar

Gostaria de não saber destes crimes atrozes
É todo dia agora e o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe mas hoje não dá
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou

29 de março de 2009

Multa por velocidade moderada

Tá bom. Eu sei que já é quase abril, que o ano finalmente começou para todos os brasileiros, que estamos trabalhando, estudando e trabalhando para termos direito a mais 30 dias de férias, mas preciso, pela última vez, espero, falar sobre as nossas férias que este ano foram em fevereiro.

Sair da rotina, pegar o carro, colocar as malas no porta malas, zarpar em velocidades moderadas para observar a bela vista da natureza deste nosso Rio Grande do Sul, via “Rota do Sol” (Rodovia RS 486) Caxias do Sul/RS, com destino a Torres.tunel-na-rota-do-sol1

Nossa passagem pela Rota do Sol foi tão lenta, tão observadora, que observados também fomos. Cheguei a esta conclusão porque a pouco recebemos uma correspondência do DAER/RS, uma “Notificação de autuação de infração de trânsito”, com fotografia do veículo, identificação do proprietário, do auto de infração, da infração e instruções para defesa;

A infração foi por excesso de velocidade com as seguintes características:

  • Velocidade medida:              64 km/h
  • Tolerância:                               Â Â  7 km/h
  • Velocidade considerada:     57 km/h
  • Velocidade permitida:           40km/h

Tentamos rememorar o trajeto, minha esposa (a motorista da hora) e eu e lembramos do local. Muitas curvas, túneis, túneis sob a rodovia para que os animais possam se locomover da mata de uma lado até a do outro lado da rodovia. É uma área considerada de conservação ambiental (Mata paludosa). Lembramo-nos dos pardais e da não existência de Placas Indicativas conforme reza a Lei. Colocar Medidores de Velocidade fixos para saciar a sede por multas do DAER e DETRAN/RS sem se preocupar, realmente, com o meio ambiente é muito fácil, quero ver é colocar freios e multar os veículos que voam nas rodovias federais e estaduais, ultrapassam em lugares proibidos, desdenham das leis de trânsito.

Ser multado por andar a 64 km/h onde o limite é 40 km/h e onde o Pardal é colocado, estrategicamente, numa curva, entre as árvores, onde a velocidade máxima permitida está desenhada no asfalto é mesmo muito educativo. O que aprendemos com esta é que os órgãos responsáveis, arrecadadores, estão preocupadíssimos com a segurança de todos, com o meio ambiente e com os animais. E que multar por multar é super, super importante.

Ok, Cristiano, dou a mão a palmatória. Talvez faça como tu, já que vão multar, que multem para valer, andar a 120, 130, 150km/h, em alta velocidade, fugindo dos pardais e da própria polícia, para que justifiquem o seu trabalho, para que não te peguem e para que as multas fiquem longe de ti ou que pelo menos tenham dificuldades em chegar.

Talvez…

27 de março de 2009

A guerra está declarada. Os filhos estão no comando da família.

Ou mudamos a forma de educar nossos filhos, nossas crianças ou os nossos filhos, nossas crianças adotarão novas formas  de nos educar.

Perdemos todos os parâmetros.

Confundimo-nos ao avaliarmos pessoas, situações, negocios. Baseamo-nos nas nossas experiências mas como o mundo atual está cada vez mais dinâmico, os conceitos estabelecidos a pouco, tornam-se preconceitos logo ali adiante.

Estive observando algumas crianças entre 5 e l2 anos, escutando entrevistas sobre como educá-las e de até onde vai a liberdade que se lhes damos, conversando com alguns pais que têm filhos nesta faixa etária, lembrando de algumas situações de minha infância e de como, mais tarde, batalhamos para educar nossos filhos e cheguei a conclusão (muitos já devem ter chegado) que as crianças/filhos/adolescentes/estudantes estão tomando conta dos pais, professores, psicólogos e de não sei mais quem.

Não falta muito para que o caos se instaure.

Os educadores estão perdidos em meio a poeira dos direitos das crianças e dos adolescentes, dos conselhos tutelares, dos pais que atribuem o maior percentual de responsabilidade na educação a eles e na sociedade que quer cada vez mais pessoas autômatas, consumistas, sem discernimento e alienadas.

As crianças crescem em ambientes tumultuados, as vezes moram com o 2º ou o 3º pai mais os filhos do primeiro e os filhos do  2º e os irmãos do 3º casamento do pai ou da mãe, e os pais geralmente ausentes,  pois estão no trabalho, na academia, nos bares, nas festas, nas baladas e com isto a culpa pela ausência e as concessões vão aumentando.

Dos extremos do milho nos joelhos, passando pela palmatória do professor ou o cinto do pai, até a desordem total, onde as crianças é que exigem dos pais e mandam nos professores e tem o respaldo da lei e são complexadas e precisam de diálogos e só fazem tais e tais tarefas com compensações financeiras ou de outra ordem e já são pais de filhos que também não sabem administrar(claro que isto não são procedimentos recentes).

E os parâmetros?

Teremos de viver escrever logo outra história, rever os conceitos e definir padrões para não recair nos mesmos erros, caso contrário faltarão psicólogos, que também são vítimas desta corrente e enredam-se nela como qualquer um de nós.

24 de março de 2009

Um olhar revela?

Olho nos olhos e minhas lentes embaçam.

Olho nos olhos dela e observo uma tristeza infinita. Já vinha percebendo a algum tempo que aquela alegria, aquela felicidade, que lhe era peculiar, estava de férias.

Férias? Sim, férias. Todos sabemos como funciona:   “Sair da rotina e retornar com as baterias recarregadas.”

Mas no caso, olhava através da internet janela que volta e meia se abria e sentia que o processo se prolongava e a supremacia do não sobre o sim se manifestava. Logo ela que espalhava cordialidade, derramava sua simpatia, encantava a quase todos. Ela era sincera. Olhava, analisava e dizia. Dizia na “lata”. Sem hipocrisia e isto lhe trazia alguns dissabores, alguns inimigos, mas quem não os tem…

Ela é assim. A vi dar seus primeiros passos. Presenciei seus primeiros tombos (nem sei se ela sabe andar de bicicleta), seus primeiros discursos de liberdade, seus primeiros deslizes ao cantar, suas primeiras guerras particulares e nunca, nunca a vi esmorecer. Sempre notei nela muita garra, muita vontade, muitos objetivos que se todos ainda não alcançou, ainda o serão.

Olho nos olhos e quero ver o que ela faz ao saber da falta que a sua ausência nos traz.

Assim como ela, também conto os dias, os meses que faltam para o seu retorno. A saudade aperta o peito quando ouço certas músicas. A saudade aperta o peito quando sinto o cheiro do almoço de domingo. A saudade aperta o peito quando um colega ou um amigo, em determinada situação, invoca a lembrança dela e suas posições, definitivamente, definitivas. A saudade aperta o peito e sorrio sozinho ao lembrar de um fato qualquer.

A saudade aperta o peito.

Não convém eu me queixar, me emociono, e choro, e espero e espero e espero.

Hoje não chorarei só.

Olho…

Poço…

Poça

Espelho fundo

Afunda

Alma

……..

23 de março de 2009

Histórias a serem escritas

Os ponteiros do relógio

apontam aos quartos

de hora

e de quinze em quinze

minutos

a esperança se esvai.

Um grito.

Um sorriso

Uma lágrima.

Um livro aberto

na página final.

Nas reticências,

nas entrelinhas

e nos  “eteceteras”

a imaginação é realimentada.

Vão se as horas,

as esperanças

e a imaginação preenche

as páginas em branco

do livro

ainda inconcluso

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